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Não há como enriquecer através de prejuízos

???????????????????????????????????????O Governo brasileiro gosta de jogar dinheiro pela janela com o discurso de crescimento econômico (?), algo que não faz nenhum sentido. Ora, como alguém pode enriquecer tomando calote? Se uma empresa ou indivíduo empreendedor não conseguem, como uma nação conseguiria?

Financiar exportações para outros países não aumenta a produção de riqueza, pelo contrário. Cada um real que sai do Brasil via Governo como linha de crédito para outros países pagarem pelos produtos e serviços que compram de nós, significa um real a menos nos bolsos dos pagadores de impostos brasileiros, logo, significa um real a menos para consumo interno.

Quando, então, se trata de financiar exportações para países como Cuba, Venezuela, Argentina, Angola, Moçambique e Zimbabwe, a situação é ainda mais dramática, pois o calote é praticamente uma certeza. O Governo brasileiro empresta o dinheiro tomado coercivamente dos pagadores de impostos aos países que considera “amigos” para que estes paguem aos nossos exportadores, ou seja, nós pagamos a conta das nossas vendas a eles. Não faz o menor sentido.

Claro, que as empresas que exportam e recebem esses valores são beneficiadas, no entanto, todo o restante da sociedade é prejudicado, pois fica com menos dinheiro para consumo interno e, devido aos calotes, o Governo precisa repor as perdas através da única fonte de renda fixa e garantida que possui: os cidadãos.

Isso quer dizer que nós pagamos as nossas próprias exportações com nosso próprio dinheiro e ainda temos que pagar impostos maiores depois para amenizar as perdas do Governo nessas operações. Como, então, é possível ao país enriquecer desta maneira? Como enriquecer se usamos nosso dinheiro para pagar a dívida dos outros e ainda temos que dar mais dinheiro depois para repor as perdas, ficando com menos dinheiro em nossos bolsos para nossas necessidades? Estamos com menos dinheiro, mas estamos mais ricos?

É o mesmo que um vendedor de eletrodomésticos que oferece uma máquina de lavar roupas a R$600 para um consumidor, sendo que esses R$600 serão pagos por ele através de um carnê em 10 vezes. Contudo, o custo desta máquina para a loja foi de R$400 e o consumidor paga a primeira parcela (digamos, de R$68) e não paga as demais, ou paga só as três primeiras e não paga mais. Neste caso, a loja tomou prejuízo, pois não conseguiu recuperar sequer o custo do produto. Então, obviamente, não está mais rica só porque vendeu o produto. Ora, se o custo é R$400 e recebi R$68 (ou R$204), obviamente, estou com menos capital, logo, “menos rico”. No final, a loja terá que repor a perda de algum lugar, que será dos outros consumidores, aumentando os preços e limitando o crédito a perfis de menor risco.

É a mesma lógica de nossas exportações, pois achamos que estamos mais ricos porque vendemos os produtos e serviços, mas não percebemos que estamos mais pobres, pois emprestamos o dinheiro para que essa conta seja paga e não o recebemos de volta. O produto e/ou serviço saiu, mas o capital emprestado não retornou.

Esse é o problema de permitir ao Governo financiar as exportações, pois diferente de indivíduos que emprestam seu dinheiro assumindo os riscos e tendo eles que absorver as perdas (quando muito, cortando custos e modificando preços o mínimo possível para não perder outros clientes), o Governo utiliza o nosso dinheiro.

Na iniciativa privada o empreendedor está utilizando o dinheiro dele e possíveis perdas serão de responsabilidade dele, logo, ele busca investir esse dinheiro da melhor maneira possível para evitar essas perdas, que prejudicam seus clientes com possível aumento de preços, mas prejudicam seus negócios com perda de clientes devido a esse aumento e beneficia o concorrente que investiu melhor e possui um produto ou serviço tão bom quanto a um preço menor.

Um indivíduo que utiliza o dinheiro dos demais para promover o que ele acha que será benéfico para esses demais, sem ter que arcar com as perdas de maus investimentos, não se preocupará em investir adequadamente tais recursos. Como, então, achar que o Estado, que utiliza o dinheiro dos pagadores de impostos para promover o que ele (Estado) define como de interesse desses indivíduos, sendo que não precisará arcar com os prejuízos (basta arrancar mais dinheiro dos cidadãos), se preocupará em investir tais recursos da melhor maneira possível, se ele não terá que arcar com nenhuma responsabilidade por possíveis prejuízos?

Roberto Lacerda Barricelli é Jornalista, Assessor de Imprensa do Instituto Liberal (IL) e Diretor de Comunicação do Instituto Pela Justiça (IPJ)

Fontes:

Gazeta do Povo – http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?id=1465410

Estadão (Opinião) – http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-socorro-do-brasil-a-maduro-imp-,1094079

BBC Brasil – O Brasil é a solução para a escassez de produtos na Venezuela? – http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/11/131122_comercio_venezuela_lk.shtml

Portal Pecuária – http://www.pecuaria.com.br/info.php?ver=15283

 

Referência:

Hazlitt, Henry, Economia numa única lição, 2ª Edição, José Olympio Editora e Instituto Liberal (RJ), Rio de Janeiro, 1986

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O Presidente Imaturo (7)

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Não bastasse a má resposta às manifestações legítimas que ocorrem na Venezuela, o presidente do país, Nicolás Maduro, continua agindo na economia como se pudesse controlá-la e jogar de um lado para o outro conforme sua vontade. No entanto, se fosse realmente capaz disso (o que ninguém é) a inflação não estaria beirando os 60% e a escassez não seria a regra do mercado do venezuelano.

Maduro pode não querer admitir, mas todos os problemas da economia venezuelana se dão por causa do intervencionismo expansivo do governo socialista na própria economia. O controle de preços faz os empresários retirarem os produtos e serviços do mercado, pois o Estado corta os preços abaixo do valor de mercado e gerará prejuízos vendê-los sob essas condições. Depois o governo controla mais e mais preços, até que vê a escassez tamanha que estatiza empresas e obriga outras a vender seus produtos. Por fim, como haverá uma demanda muito superior à oferta devido o preço muito abaixo do valor de mercado, a escassez piora e o governo impõe o racionamento.

O governo de Maduro passou por todas essas fases e se encontra no agravamento da escassez e no racionamento, ou seja, definindo quanto cada indivíduo pode ou não consumir de cada produto e/ou serviço “disponível”. Para piorar, lá atrás proibiu empresários de demitirem seus funcionários por um ano, com a desculpa de “proteger os empregos”, o que fez a qualidade dos serviços de tais funcionários cair e diversos empresários, que não tinham como cortar custos, nem aumentar preços, fecharem as portas e/ou partirem ao mercado negro.

Não satisfeito, Maduro continua sua cruzada particular para tentar provar que não são suas atitudes imaturas, narcisistas e burras que estão levando a Venezuela ao colapso, mas algum fator externo incontrolável. Os bodes expiatórios se esgotaram, mas Maduro recusa-se a assumir a culpa e reverter a situação aos poucos, começando pela extinção das ações que estão destruindo o país.

Agora, a nova ação é dar sucessivos aumentos nos salários mínimos, como se por uma canetada a renda fosse aumentar na Venezuela e resolver os problemas. Contudo, há diversos problemas esquecidos, ou ignorados.

Primeiro ponto que não há o que consumir, pois a escassez está quase em seu máximo patamar, sendo os venezuelanos empurrados ao mercado negro para satisfazer suas necessidades mais básicas, logo, não adiantar aumentar o salário mínimo achando que aumentará a renda. Segundo, os empresários não tem como cortar custos devido ao controle de preços e proibição de demitir, agora Maduro aumenta ainda mais o custo deles com essas canetadas, logo, haverá mais mercado negro, onde os produtos serão inferiores e caros (principalmente devido ao risco alto, com a repressão do Estado venezuelano no seu limiar) e mais quebradeira. Terceiro, o salário mínimo exclui os mais jovens e/ou menos qualificados e menos experientes do mercado de trabalho, devido sua mão de obra ter valor inferior. Ora, por que contratarei um profissional desses, se o salário mínimo me trás um custo de um profissional superior? Neste caso, pode haver proibições de demitir, mas estão limitadas agora novas contratações, o que afetará a geração de empregos (ainda mais) e aumentará o desemprego com o fechamento de mais empresas e empreendimentos.

Tudo isso, por fim, prova que não se resolve os problemas de um país na base da canetada de um burocrata “iluminado”, pelo contrário, assim quem são gerados, mantidos e agravados todos os problemas. Mas claro que Nicolás Maduro não largará o osso tão fácil e logo mais arruma algum bode expiatório novo (quem sabe o Wolverine), ou utiliza os já batidos como “oposição golpista”, “imperialismo dos Estados Unidos”, etc.

Roberto Lacerda Barricelli é jornalista

Referências:

G1 – Mundo – http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/04/maduro-anuncia-aumento-de-30-no-salario-minimo-da-venezuela.html

Estadão Economia – http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,venezuela-anuncia-aumento-de-10-no-salario-minimo,174583,0.htm

Vox Internacional – http://noticias.voxbr.com/internacional/venezuela-proibe-empresas-de-demitirem-seus-empregados-em-2014/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=facebook

Agência Brasil (EBC) –http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-11-06/maduro-anuncia-medidas-para-enfrentar-crise-economica-na-venezuela

Vídeo do Mestre em Economia, Adriano Paranaíba, sobre Monopólios e Controle de Preços – https://www.youtube.com/watch?v=swPkr9wQsNc

Ludwig von Mises – Uma crítica ao Intervencionismo (Instituto Mises Brasil (SP) e Instituto Liberal (SP), 2ª Edição, traduzido por Arlette Franco)

Ludwig von Mises – As seis lições (Instituto Ludwig von Mises Brasil (SP) e Instituto Liberal (RJ), 7ª Edição, traduzido por Maria Luiza Borges)

Se quiserdes mais referências e fontes (como indicação de livros, artigos e publicações variadas), por favor, solicita através do Fale Conosco deste Blog.

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Controle de Preços: origens, manutenção, ações e efeitos

Da série: Livre Mercado x Intervencionismo

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O controle de preços é uma ferramenta correntemente utilizada pelo Estado quando este se vê com inflação galopante nas mãos e aumento, principalmente, dos preços de itens básicos como carne, leite, pão, etc. Também é correntemente utilizado por governos que misturam populismo com intervencionismo, para fins de “glória política”, contudo, o tiro costuma sair pela culatra.

Um governo, como do facínora Nicolás Maduro, na Venezuela, decide “abaixas os preços” com uma canetada. Primeiro, porque a inflação é absurda e segundo, porque acha que isso deixará o povo mais feliz e consequentemente melhorará a imagem do governante. Contudo, o controle de preços gera escassez e piora uma situação já delicada, desencadeando insatisfação contra o próprio governante.

Quando o Estado define pelo “controle dos preços”, ele corta o preço dos produtos e/ou serviços abaixo do preço de mercado. Esse ato incorre no recolhimento de tais produtos e/ou serviços pelos empresários, que decidem esperar ou pelo fim do controle de preços, ou por outro momento mais propício, ou até se aventuram no mercado negro, que é originado neste caso devido à escassez provocada pela retirada desses produtos e retenção dos estoques.

Ora, o preço foi cortado por uma canetada de um burocrata aquém do mercado, mas os custos continuam os mesmos, logo, não há como vender o produto e/ou serviço, obter os prejuízos e continuar de pé. Com a falência dessas empresas a escassez seria ainda maior. O próximo passo do Estado é estender o controle de preços aos insumos e produtos necessários para a fabricação e oferta dos produtos e serviços inicialmente controlados, esperando que os custos destes caíssem e eles retornassem ao mercado. Contudo, o mesmo problema se repete e agora como há escassez também dos insumos, o preço dos produtos e serviços sobe ainda mais.

Quando não houver mais onde implantar o controle de preços, o Estado, então, obrigará os empresários a venderem seus produtos e serviços estocados, normalmente sob ameaças de prisão, pena de morte, extradição, estatização, etc, caso não obedeçam (novamente, lembram da Venezuela, do papel higiênico, dos produtos alimentícios…?). Contudo, quando esses produtos forem sob essas condições (controle de preços abaixo do valor de mercado e, principalmente, do mercado negro já existente nesta fase) a demanda por eles será muito maior do que a oferta, logo, não haverá como atender a todos e muitos ficarão sem esses produtos e/ou serviços.

Neste momento entra a terceira etapa do Estado intervencionista: o racionamento. O Estado decide que os produtos e/ou serviços controlados e escassos serão racionados e limita a quantidade que cada cidadão pode consumir de cada um deles. Isso mesmo, o Estado define o quanto o cidadão pode consumir de cada produto e/ou serviço. Porém, como o Estado não conseguirá medir qual a necessidade de consumo de cada indivíduo, uns terão mais do que precisam (poucos) e outros (a maioria) terão menos do que precisam. Novamente vemos o fortalecimento do mercado negro, com os preços aumentando mais, devido à origem deste advir de escassez, intervencionismo e falta de concorrência. Venezuela?

O Estado não consegue medir a demanda coletiva, devido não estar sob as leis do mercado que compreendem o sistema de preços e custos e o mecanismo de lucros e prejuízos, logo, impossibilitado de realizar o cálculo de quanto é necessário investir para oferecer um produto e/ou serviço e qual seria seu preço. Logo, não conseguindo saber quanto precisa ofertar, tão pouco sabe a demanda e não consegue alocar racionalmente os escassos recursos que possui, agravando a escassez dos mesmos. Imagina então medir a demanda individual, ou seja, quanto cada cidadão necessita e/ou quer consumir de determinado produto e/ou serviço e quanto está apto e aceita a pagar pelos mesmos. Por isso afirmo no parágrafo acima que o Estado agravará a escassez, quando implantar o racionamento.

No fim, ou o Estado desiste do controle de preços e ruma ao liberalismo econômico, ou a sociedade colapsa e pode nunca se recuperar. Talvez haja manifestações em massa, que serão reprimidas com violência. Talvez até uma guerra civil e intervenção externa no conflito.

Agora, se tudo isso ocorre no intervencionismo, como é o controle de preços no livre mercado? Não existe um controle de preços formal no Livre Mercado, mas uma disseminação do poder nas relações de trocas voluntárias, entre consumidores e empresários. Logo, haverá mecanismos que possibilitarão aos consumidores “controlar” os preços do mercado.

Essas ferramentas eu já citei em meu artigo sobre monopólios: concorrência potencial, concorrência de substitutos e elasticidade da demanda. Mas falarei novamente aqui, pois servem como ferramentas contra as empresas monopolísticas e também contra empresas em mercado de ampla concorrência.

A concorrência potencial significa que se as empresas oferecerem produtos e serviços ruins e/ou a preços exorbitantes, logo, gerará insatisfação em seus consumidores e abrirão caminho para outras empresas entrarem no setor e tomar fatia importante do mercado, logo, esse perigo as faz melhorar a qualidade e diminuir os preços.

Caso a concorrência potencial não tenha quaisquer efeitos, a concorrência de substitutos pode ser utilizada. Significa que os consumidores consumirão produtos e serviços similares, mas de outras empresas, por exemplo, ao invés de um refrigerante da empresa X, tomarão suco da Y, ou água da Z. Isso afetará os lucros das empresas ruins e as obrigará (novamente) a melhorar a qualidade e diminuir os preços.

Por fim, se nada disso funcionar, a elasticidade da demanda funcionará (e esta costuma se a principal e mais aplicada ferramenta, utilizada até antes da substituição). Os indivíduos consumirão menos do produto e os lucros serão afetados consideravelmente, obrigando as empresas a melhorarem a qualidade e diminuírem os preços.

Essas ferramentas são também eficazes contra cartéis e na prevenção de trustes, mas falarei disso em outros artigos.

Bem, são essas as diferenças entre origem, manutenção, ação e efeitos do controle de preços no sistema intervencionista e no Livre Mercado. No intervencionismo há escassez, aumento de preços, queda da qualidade, racionamento e agravamento da escassez inicial, podendo haver conflitos civis e militares quando a situação se torna insustentável, mas o Estado se recusa a recuar. Já no Livre Mercado o controle é exercido de forma natural pelos consumires através da livre concorrência e de ferramentas que obrigam os empresários a investirem em qualidade maior e preços menores.

Roberto Lacerda Barricelli é Jornalista

Referências:

Vídeo do Mestre em Economia, Adriano Paranaíba: https://www.youtube.com/watch?v=swPkr9wQsNc

Murray N. Rothbard – Governo e mercado: Economia da Intervenção Estatal (Instituto Ludwig von Mises Brasil)

Ludwig von Mises – As seis lições (Instituto Ludwig von Mises Brasil (SP) e Instituto Liberal (RJ), 7ª Edição, traduzido por Maria Luiza Borges)

Adam Smith – A Riqueza das Nações (Livro I: Das causas do aprimoramento das forças produtivas do trabalho e a ordem segundo a qual sua produção é naturalmente distribuída entre as diversas categorias do povo; Editora Juruá, 1ª Edição (2006), 4ª Reimpressão (2011), traduzido por Maria Tereza Lemos de Lima)

Ludwig von Mises – Uma crítica ao Intervencionismo (Instituto Mises Brasil (SP) e Instituto Liberal (SP), 2ª Edição, traduzido por Arlette Franco)

Se quiserdes mais referências e fontes (como indicação de livros, artigos e publicações variadas), por favor, solicita através do Fale Conosco deste Blog. 

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Dilma e o Porto de Mariel (VI) – A ameaça bélica começou

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Como eu avisei nesta série, inicia-se o processo de tráfico de armas para a Coreia do Norte a partir do Porto de Mariel, financiado com recursos roubados do cidadão brasileiro via BNDES. Sim, financiamos uma verdadeira ameaça a nossa própria liberdade, pois não é de hoje que as ditaduras comunistas se alinham com o objetivo de levar esse nefasto regime aos demais povos.

Não é novidade para ninguém que há um plano para instalação do comunismo/socialismo na América Latina, que começou a ser posto em prática nos anos 1990 com a criação do Foro de São Paulo, com participação fundamental de Cuba, PT, Lula, as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o MIR (Chile) e tutti quanti.

Quando da reinauguração do Porto e da ZPE de Mariel com o nosso dinheiro eu avisei que um dos fins seria justamente o tráfico de armas para a Coreia do Norte e outros países aliados, como Venezuela, Bolívia. Etc, e grupos comunistas revolucionários, como as FARC, um grupo narcoguerrilheiro responsável por injetar 200 toneladas anuais de cocaína no mercado de drogas.

Agora, um relatório da ONU confirma a utilização do Porto de Mariel para o contrabando de armas à Coreia do Norte. Oras, há poucas semanas um navio venezuelano, com tripulantes armados cubanos foi apreendido no Canal do Panamá com armas em direção à Coreia do Norte. Agora que não há mais esse risco, com a rota bem mais segura proporcionada por Mariel e pelos impostos dos brasileiros, por que utilizariam o Porto de outra forma?

O primeiro passo foi dado. Também já avisei que as FARC utilizarão o Porto de Mariel como rota do narcotráfico internacional, em direção à América Latina, Rússia e China, em troca de armas com a indústria bélica pesada desses dois últimos países e dos próprios traficantes latino-americanos. Também será bem mais fácil escoar drogas até os Estados Unidos.

Outro ponto é a instalação da indústria bélica pesada no próprio Porto, no mínimo de uma logística adequada para elas. Produção? Acho difícil, mas se os componentes chegarem de outros países, com óbvia permissão da Ditadura Castrista, quem sabe a mão de obra não possa ser treinada e receba a especialização necessária. De qualquer forma, compensa, pois líderes das FARC estão logo ao lado, morando tranquilamente na Ilha Cárcere.

A primeira previsão estava certa. O que será que ocorrerá com as demais?

Por Roberto Lacerda Barricelli

Fontes:

Relatório da ONU –http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/2014/147

Blog –https://robertolbarricelli1.wordpress.com/2014/03/08/dilma-rousseff-e-o-porto-de-mariel-iv-uma-ameaca-belica/

Capitol Hill Cubans –http://www.capitolhillcubans.com/2014/03/why-odebrechts-port-was-chosen-for.html

Reaçonariahttp://reaconaria.org/colunas/colunadoleitor/porto-cubano-financiado-por-dilma-e-usado-pra-contrabando-de-armas-para-coreia-do-norte/

Mídia Sem Máscara (Compilação de atas do Foro de São Paulo) –http://www.midiasemmascara.org/attachments/007_atas_foro_sao_paulo.pdf

Veja – http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/fotos-mostram-vida-mansa-de-terroristas-das-farc-em-cuba

Diário do Grande ABC – http://www.dgabc.com.br/Noticia/359151/cuba-pode-ter-tentado-introduzir-drogas-nos-eua

Estadão – http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,dilma-inaugura-em-cuba-porto-financiado-pelo-bndes,1123400,0.htm

Ucho Info – http://ucho.info/governo-da-incompetente-dilma-rousseff-investe-em-cuba-e-abandona-a-infraestrutura-nacional

Ucho Info –http://ucho.info/panama-intercepta-navio-norte-coreano-com-armamento-em-meio-a-carga-de-acucar

Estadão –  http://m.estadao.com.br/noticias/internacional,russia-quer-instalar-bases-militares-em-cuba-e-na-venezuela-diz-ministro,1134910,0.htm

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A esquerda não quer o fim da miséria

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A esquerda não quer o fim da pobreza, principalmente porque isso significaria o fim dos pobres e miseráveis, logo, ficariam sem sua principal massa de manobra. Porém, muito mais que isso, a esquerda não deseja o fim da pobreza por causa do próprio projeto de poder.

Primeiro, as políticas esquerdistas não diminuem a pobreza, mas possuem resultados exatamente contrários. Basta observarmos Cuba, Venezuela, Coreia do Norte, Camboja, Laos, Zimbábue, Argentina, África do Sul e tantos outros, como a própria e extinta União Soviética, ou a China Maoísta, ou Vietnã sobre o domínio dos vietcongues.

Se a esquerda quisesse realmente o fim da pobreza, então, deixaria de persegui o ideal da igualdade, pois é historicamente comprovado que a tal igualdade que pregam só é concebível se nivelada por baixo, ou seja, tornando todos os cidadãos miseráveis. Mesmo assim, a igualdade inexiste fora da sociedade civil, pois os governantes acumulam toda a riqueza em suas mãos. Nesse caso, é até irônico constatar o um dos pontos mais criticados pela esquerda, o acúmulo do capital na mão de poucos, é intensificado e alcança sua máxima forma justamente nos regimes socialistas/comunistas.

Com as furadas previsões de Marx de que o proletariado regrediria até o nível da mera subsistência (e olhe lá), pois o que vemos é a classe trabalhadora ascendendo cada vez mais/ inclusive com o surgimento de uma classe média, algo jamais concebido por Marx, capaz de consumir produtos e serviços que antes eram de estreito acesso aos ricos, o proletariado chegou ao seu fim e não serve mais como massa de manobra.

Sabendo disso, houve a necessidade de se explorar outras “classes” para utilizar de massa de manobra, entre elas, os pobres surgem no topo. Não havendo pobres, terão que se contentar com as feministas e os gays, que nem se comparam em número aos primeiros. Talvez com alguns negros, mas menos do que atualmente.

A esquerda deseja justamente fomentar a pobreza, para aumentar e manter sua massa de manobra, possibilitando sua permanência no poder. Para quem destinariam “bolsas” e assistencialismo predatório se não houver miseráveis? Como institucionalizariam um voto de cabresto moderno, sem miseráveis para ter os votos comprados?

Para acabar com a pobreza, a esquerda necessita utilizar-se de políticas e conceitos liberais, o que significaria o fim da própria esquerda, a partir do momento que esta exporia os benefícios de uma sociedade liberal e fomentaria a discórdia na população quanto ao socialismo/comunismo. No mínimo, a esquerda precisaria deixar de ser esquerda e se tornar liberal/libertária.

A arma mais importante da esquerda é o fomento à luta de classes. Sem os pobres haveria massa de manobra suficiente para fomentá-la? Óbvio que não. Qual o interesse de acabar com a pobreza se isso significará acabar com o próprio projeto de poder?

Se compararmos os países mais livres com os mais repressivos veremos as diferenças gritantes de renda per capta de suas populações, IDH, expectativa de vida, etc. Ao observar o Index of Economic Freedom (Índice de Liberdade Econômica) da Fundação Heritage e comparar com o Índice de Desenvolvimento Humano, podemos efetuar essa análise e o resultado não nos deixará dúvidas de que quanto mais liberdade (algo só possível no liberalismo) melhor e quanto mais livre um país, menos pobres haverá.

Enquanto os liberais e libertários desejam a diminuição (e até aniquilação) do Estado para que as pessoas possam cuidar de si mesmas e evoluírem, os socialistas/comunistas/sociais democratas e esquerdistas de todos os tipos desejam justamente o aumento constante do Estado para tornar os cidadãos cada vez mais dependentes deste e, consequentemente, pedirem por mais e mais Estado. E qual “classe” é mais perfeita para essa missão do que os pobres e miseráveis?

Por Roberto Lacerda Barricelli

Estadão Dados – IDH 2013 – http://blog.estadaodados.com/ranking-do-indice-de-desenvolvimento-humano-idh-2013/

Index of Economic Freedom – http://www.heritage.org/index/ranking

JN (PT) – www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1862059&page=-1

DN Globo – www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3018673&seccao=%EF%BF%BDsia

Instituto Mises Brasil – http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1046

Mídia Sem Máscara – http://www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/china/12781-a-grande-fome-de-mao.html

O Livro Negro do Comunismo – (Jean-Louis Panne, Andrzej PaczkowskiNicolas WerthJean-Louis Margolin, Karel Bartosek, Stéphane Courtois).

Liberdade Econômica – http://liberdadeeconomica.com/home/2013/05/07/cuba-comemora-passar-fome-diminui-o-risco-de-morte-por-obesidade/

Folha de São Paulo – http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/11/1371163-falta-de-produtos-bate-recorde-na-venezuela.shtml

África 21 – http://www.africa21digital.com/comportamentos/ver/20033985-pam-alerta-para-situacao-de-fome-no-zimbabwe

Veja – http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/tags/robert-mugabe/

Blog CHJ – http://desconstruindo-o-comunismo.blogspot.com.br/2012/03/os-mais-perversos-da-historia-pol-pot-o.html

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Dilma Rousseff e o Porto de Mariel (IV) – Uma ameaça bélica

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Algo que poucos sabem é que o Porto de Mariel foi fundamental para a instalação dos mísseis soviético em Cuba no que ficou conhecido como “A Crise dos Mísseis”, em 1962. Os equipamentos e a matéria prima soviéticos foram “escoados” a partir do Porto de Mariel, que ainda hoje serve de quartel general e base naval em Cuba.

Sim, estamos financiando a construção de uma base naval e bélica em Cuba, no Porto de Mariel, e uma logística segura para a rota do narcotráfico latino americano, principalmente patrocinado pelas FARC, como já afirmei em meu artigo anterior.

A ameaça bélica não consiste apenas na instalação da base naval, mas no fornecimento de logística e rota seguras também para o transporte e comércio ilegal de armamento, principalmente os destinados a ditaduras comunistas sangrentas (desculpe o pleonasmo) como da Coreia do Norte.

Acha “conspiracionismo” da minha parte? Que tal, então, ler a seguinte matéria: http://ucho.info/panama-intercepta-navio-norte-coreano-com-armamento-em-meio-a-carga-de-acucar. Leu? E então, ainda acha “conspiracionismo”? Se o Porto e a ZPE Mariel estivessem funcionando essa carga seria descoberta? Claro que não. E falo mais, se essas armas vieram da Venezuela e atravessaram quase toda a América Latina, mesmo havendo alto risco de ser descoberta no Canal do Panamá, o que impedirá que empresas bélicas patrocinadas pelo narcotráfico, o terrorismo e governos socialistas/comunistas ditatoriais se instalem na ZPE Mariel e despachem já do Porto de Mariel tal carga, com destino a Coreia do Norte, Laos e até a Rússia?

Sim, a Rússia também. Tanto é que o país quer instalar bases militares sabe onde? Cuba e Venezuela. Com qual propósito a Rússia quer instalar tais bases na América Latina se não para “fazer frente” aos Estados Unidos da América e fornecer proteção a essas ditaduras, talvez fomentando outras através do Foro de São Paulo? Lembra da “Crise dos Mísseis” que falei no começo? Então, qualquer semelhança não é mera coincidência.

E se empresas bélicas russas se instalarem na ZPE Mariel? Olhe que logística! As fábricas de armas e as bases militares lado a lado e em “países irmãos” com recente histórico de comércio de armas. E tudo isso sem ter que gastar praticamente um dólar sequer em estrutura naval, logística e portuária, pois o Brasil já está garantindo isso com o nosso dinheiro, em Cuba.

Toda essa estrutura na cara dos Estados Unidos e com grupos guerrilheiros, terroristas e narcotraficantes que consomem armamentos como água. Até os clientes já estão prontos, como as FARC e ELN na Colômbia, Frente Patriótica Manuel Rodriguez (FPMR) no Chile, Frente Patriótica Moranzanista (FPM) em Honduras e tantos outros. Nessa lista, ainda podemos acrescentar o Movimento Sem Terra (MST) no Brasil, que pretende implantar a “Reforma Agrária” (o roubo de terras dizendo que são roubadas, como se uma acusação de crime justificasse o cometimento de um crime) à força.

Será à toa que membros do MST são treinados em métodos de guerrilha na ilha dos Castro? Que membros do alto escalão das FARC vivem tranquilamente e no luxo por lá? (Sim, no luxo, este destinado só aos amigos de Fidel e Raul).

Bem, temos então um império como a Rússia prestes a instalar bases militares na Venezuela e em Cuba, o Brasil financiando o Porto e a ZPE Mariel com estrutura e logística adequadas para escoamento e transporte de grandes cargas e uma base naval na cara dos Estados Unidos, grupos narcotraficantes, guerrilheiros e terroristas participantes do Foro de São Paulo que são aliados a Cuba como consumidores vorazes de armamento, uma rota segura para o narcotráfico e o contrabando de armamento e histórico recente deste contrabando partindo da Venezuela até Coreia do Norte com proteção e logística cubana.

Acha pouco? Ora, mas tem mais. Cuba está há anos na lista de países que fomentam o terrorismo. E tem aqueles que dirão que o MST enviou seus membros para estudar em Cuba. Cursar medicina, principalmente. Ah é? Então me explique por que esses “alunos” são escolhidos a dedo pelo MST e pelo PT e não são avaliados nem antes nem depois? Porque recebem curso de “agitação social” em Cuba?

Quer mais? Ok. No Mato Grosso, membros do MST e FARC, remanescentes dos Tupamaros e COB receberam treinamento em guerrilha e agitação social, em 2013. A meta era utilizar coquetéis Molotov no desfile de 07 de setembro e no Rock in Rio ano passado.  Será também mera coincidência que o modus operandi do MST é o mesmo das Ligas Camponesas iniciadas no Brasil na década de 40, pelo advogado Francisco Julião (com o qual o atual líder do MST, João Pedro Stedile, teve contato e “trocou experiências”).

Essas organizações todas precisam de armas e agora terão onde as conseguir rápido e com segurança. A Coreia do Norte precisa de armas e agora poderá recebê-las por uma rota segura, sem que haja risco de interceptação como ocorrido no Canal do Panamá.

O Porto de Mariel e a ZPE não possuem qualquer segurança jurídica, ou vantagens econômicas e competitivas para investidores sérios, mas são perfeitos para os fins aqui denunciados e estão localizados no país fomentador do terrorismo e mais influente no Foro de São Paulo, com apoio da Rússia, Venezuela, Bolívia, Equador e financiamento do Brasil.

Quem ainda acredita em conspiracionismo agora?

Por Roberto Lacerda Barricelli

Fontes:

Ucho Info – http://ucho.info/panama-intercepta-navio-norte-coreano-com-armamento-em-meio-a-carga-de-acucar

Estadão – http://m.estadao.com.br/noticias/internacional,russia-quer-instalar-bases-militares-em-cuba-e-na-venezuela-diz-ministro,1134910,0.htm

O Globo – http://acervo.oglobo.globo.com/fotogalerias/a-crise-dos-misseis-em-1961-10298072

A Gazeta do Povo – http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/conteudo.phtml?id=1377598

Blog do Coronel – http://coturnonoturno.blogspot.com.br/2013/07/militantes-do-mst-que-fizeram-medicina.html

A Verdade Sufocada – http://www.averdadesufocada.com/index.php/mst-notcias-92/5924-0409-francisco-julio-o-stdile-de-ontem-

Políbio Braga Online – http://polibiobraga.blogspot.com.br/2013/07/epoca-descobre-base-de-treinamento-da.html

Estadão – http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,dilma-inaugura-em-cuba-porto-financiado-pelo-bndes,1123400,0.htm

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A questão Ucraniana: uma Guerra Mundial a caminho?

Barack-Obama-Putin-Ucrânia

Acompanho os movimentos dos envolvidos na questão ucraniana. Tanto a invasão da Crimeia, quanto a reação dos Estados Unidos e dos próprios ucranianos. Algumas coisas eu posso afirmar agora:

1 – Obama é um frouxo. Se fosse Reagan, por exemplo, o presidente russo, Vladimir Putin, pensaria no mínimo seis vezes antes de invadir a Crimeia.

2 – Sarah Palin estava correta quando afirmou (quase profeticamente), em 2008, que a conivência de Obama era um convite para que a Rússia invadisse a Ucrânia.

3 – A manutenção da Ucrânia sobre influência (domínio) da Rússia é de interesse também da China e dos países comunistas/socialistas pelo mundo.

A China declarou apoio à Rússia na questão ucraniana, mas por quê? Ora, Rússia e União Europeia brigam pela Ucrânia, pois ambos desejam abrir uma porta comercial para o outro lado. A UE quer uma porta de entrada no leste europeu e diminuir a influência da Rússia, enquanto a Rússia quer manter sua porta de entrada ao ocidente e mantê-la fechada à União Europeia.

No meio disso, interessa à China que a Rússia mantenha o controle da região, pois há acordos comerciais, militares e políticos entre os dois países que dependem dessa manutenção. A consolidação do poder russo na região é a próxima etapa para a expansão de tal poder aos outros continentes, principalmente a América.

A Ucrânia deseja expulsar de vez o ranço comunista e abrir-se para o mundo, enquanto a Rússia deseja impor o eurasianismo de Aleksandr Dugin, mentor intelectual de Putin, e manter o país fechado e dependente. Contudo, uma região da Ucrânia ainda deseja manter laços estreitos com a Rússia, sendo que nessa região o idioma predominante é o russo.

Lembrando-se do que ocorreu na Segunda Guerra Mundial, a Polônia já está em alerta, para evitar ocorrências como o “Massacre de Katyn”, quando forças soviéticas assassinaram mais de 20 mil oficiais poloneses e tentaram se livrar dos corpos na Floresta de Katyn. Os poloneses estão alerta e preparados para agir contra os russos se for necessário.

Não esqueçamos ainda da Coreia do Norte, que pode parecer “morta”, mas ainda possui armamento letal e pode se aproveitar do momento para atacar a Coreia do Sul, sua inimiga e aliada dos Estados Unidos.

Movimentações parecidas com a Grande Guerra? Talvez, mas não vejo a guerra estourar neste momento. Não é interessante para a Rússia entrar em guerra com os Estados Unidos agora, mesmo sendo o conivente e permissivo do Obama na presidência do país. Não é por acaso que a Rússia deu um ultimato às Forças Ucranianas para se renderem à meia noite de 03/03/2014, porém o prazo acabou e nada aconteceu.

A Rússia instalará bases militares em Cuba e Venezuela, logo, se entrar em guerra apenas após isso, terá uma vantagem estratégica muito importante, principalmente no que se refere a Cuba, que está “na cara” dos Estados Unidos. Nova crise dos mísseis? Provavelmente sim, mas o pior é que desta vez não é John Fitzgerald Kennedy, nem Ronald Reagan, o presidente dos Estados Unidos.

Inclusive, a atuação de Obama tem sido patética, sua reação mais viril foi ameaçar o boicote à reunião do G8 que ocorrerá na Rússia, qual a resposta de Putin? “Quem não quiser vir, que não venha”. Fora isso, Obama enviou John Kerry à Kiev (Ucrânia) para oferecer ajuda financeira de US$1 bilhão ao país, outro indício de que os EUA não acreditam em uma investida séria da Rússia, por enquanto.

Navios russos bloqueiam a passagem à Rússia via Criméia, mas isso não significa nada além de pressão dos russos para aumentar a tensão, na tentativa de pressionar EUA e aliados ocidentais a não impor sanções, nem isolar a Rússia diplomaticamente. Ou é só uma manobra para demonstrar força e nada mais.

Neste momento, sabendo que determinada região da Ucrânia é favorável aos laços estreitos com os russos e que outra região (que representa a maioria) é a favor da União Europeia, talvez vejamos a divisão da Ucrânia e o surgimento de outro país, ou “região independente”, mas, por enquanto, essa possibilidade não é discutida (ou pelo menos não há nenhuma informação que aponte o contrário).

Para a União Europeia seria até um bom negocia essa divisão, pois conseguiria a porta de entrada que almeja na região, enquanto a Rússia manteria uma porta aberta para o ocidente também, no entanto, não basta à Rússia manter essa porta aberta para o ocidente, se não conseguir manter fechada a da União Europeia ao oriente.

Essas são as prováveis opções, por enquanto, pois após a instalação das bases militares russas na América Latina é imprevisível o que acontecerá, mas é bem previsível o que pode acontecer.

Por Roberto Lacerda Barricelli

Fontes:

Instituto Liberal /RJ http://www.institutoliberal.org.br/blog/situacao-na-ucrania-pura-especulacao/

Voz da Rússia – http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_03_03/MRE-russo-China-apoia-a-R-ssia-na-crise-ucraniana-1616/

Folha Centro Sul – http://folhacentrosul.com.br/geral/3820/russia-invade-varias-cidades-ucranianas-e-mundo-reage-a-possibilidade-de-uma-guerra

Terra Notícias – http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/russia-da-ultimato-para-forcas-ucranianas-se-renderem,529e34cc99484410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

Euronews – http://pt.euronews.com/2014/03/02/ucrania-tensao-na-crimeia-com-forcas-militares-olhos-nos-olhos/

IG – Último Segundo – http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2014-03-04/putin-houve-golpe-na-ucrania-e-russia-tem-direito-de-usar-a-forca-se-necessario.html

G1 Mundo – http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/03/russia-admite-debater-crise-na-ucrania.html

G1 Mundo – http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/03/navios-russos-bloqueiam-canal-entre-crimeia-e-russia-diz-ucrania.html

G1 Mundo – http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/03/navios-russos-bloqueiam-canal-entre-crimeia-e-russia-diz-ucrania.html

BBC – www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/03/140303_ucrania_poder_militar_rb.shtml

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