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No dia do Trabalhador, quem não trabalha recebe aumento

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O 1º de maio (Dia do Trabalhador) passou, mas a vergonha nacional permanece. Assim espero! Tomara que os brasileiros estejam envergonhados com a cara de pau com a qual a nossa presidente, Dilma Vana Rousseff (PT), pré-candidata à disputa presidencial este ano, se pronunciou na televisão. Clara propaganda eleitoral antecipada e paga com o dinheiro dos pagadores de impostos.

No Dia do Trabalhador, quem vive da transferência de recursos, financiada por aqueles que trabalham, também conhecida como Programa Bolsa Família, recebeu aumento! Agora a renda está maior, continua insuficiente para viver com dignidade, mas está maior e é suficiente para viver miseravelmente e sem precisar trabalhar, o que parece que para muitos é bem melhor que essa tal dignidade.

No Dia do Trabalhador (também chamado de Dia do Trabalho e Dia Internacional dos Trabalhadores) o que menos importa é o trabalho. A presidente Dilma valorizou justamente o oposto, a mendicância. A esmola estatal que impede o indivíduo de morrer de fome, mas que não o impede de ficar desnutrido, miserável e ignorante, contudo, é mais que suficiente para fazê-lo eternamente grato pelas migalhas que lhe atiram, criando um gado que pasta na direção que o fazendeiro apontar, sem questionar, sem pestanejar.

Estamos na lama. A cultura do coitadismo e a malandragem estão impregnadas na sociedade brasileira até a raiz. Quem trabalha é trouxa, bom mesmo é viver do trabalho alheio e se deixar ser explorado por políticos que precisam manter o povo miserável, senão a massa de manobra some e a fonte de manutenção do poder seca.

A situação está tão absurda que transformamos em herói quem nada fez além de cumprir com a obrigação. Cumprir com sua obrigação no Brasil virou um ato de coragem, tamanha é a distorção de valores éticos e morais.  Não ser “esperto”, malandro, “ligeiro”, etc, como Dilma com sua campanha eleitoral antecipada que ocorreu aos olhos de toda nação e com seu populismo bolivariano que só pretende manter seu partido e a própria Dilma no poder (ao menos mais quatro anos).

Somos todos malandros, mas uns são mais malandros do que outros.

Por Roberto Lacerda Barricelli

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O presidente Imaturo – Parte 4

Nicolas-Maduro

Não satisfeito em roubar lojas de comerciantes, limitar o lucro no mercado e tabelar o preço dos automóveis, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decretou que em 2014 empresários e o setor público não poderão demitir seus funcionários.

A nova medida soma-se às anteriores em busca do desastre. Tabelar o preço de automóveis obriga os donos de lojas do setor a venderem veículos de custo baixo e qualidade duvidosa, usados sem revisão (ou com ela porcamente feita) e com todo tipo de gambiarra possível. Os consumidores terão produtos ruins a preços incompatíveis, pois um veículo bom por um preço menor é barato, enquanto outro veículo sem qualidade (uma ratoeira praticamente), ao preço de mercado de um bom, é caro.

O mesmo posso dizer das lojas de eletrodomésticos, pois o Governo ou comprará produtos ruins e com custo pequeno, ou sofrerá um belo prejuízo após o fim do estoque roubado do ex-dono.

Limitar o lucro possui efeito parecido, produtos inferiores a preços de produtos superiores. Porém, a situação piora, pois essa medida desaquece o mercado, gera menos riqueza, distribui menos renda, estagna a geração de empregos e obriga os empresários a efetuarem cortes (principalmente de funcionários).

Se analisarmos com frieza, veremos que as medidas foram criadas para “resolver” os problemas uma da outra. Por exemplo, roubar as lojas e vender produtos bons a preços ridículos faz o estoque acabar rápido, ou seja, há a necessidade de reposição e o Governo terá que vender produtos inferiores para manter os preços baixos.

Com esse problema, para não deixar transparecer que só o Governo utilizará essa tática, Nicolás Maduro tabelou os preços dos automóveis para criar a impressão de que está agindo em favor dos mais pobres, o famoso populismo, estratégia de políticos narcisistas que se acham perfeitos e monopolizadores de todas as virtudes, mas com uma necessidade muito grande de serem “amados” pelo povo (e não só por questões eleitorais, pois a própria reeleição serve mais para alimentar o próprio ego do que para conquistar o “poder”).

Contudo, tabelar os preços do setor automobilístico gera efeito parecido ao do roubo das lojas de eletrodomésticos para vendê-los a preços baixos, com um agravante, como o Governo não pagou pelos eletrodomésticos, logo, obteve apenas lucro com a venda dos mesmos, agora, como as lojas do setor pagaram pelos veículos já em estoque mais do que o preço permitido para venda, ou elas vendem esses veículos no mercado negro internacional a preços menores, porém lucrativos, ou sofrerão prejuízos consideráveis.

Isso estimula o tráfico de veículos, roubados em outros países, para a Venezuela, pois paga-se por eles menos do que valem (apesar do risco da operação) e consegue-se vender ao preço tabelado com lucro aceitável. Ou fazem isso, ou venderão veículos sucateados e de baixo custo para obter o lucro.

Notem que todos esses problemas foram gerados pelas medidas de Maduro e que cada nova medida para “consertar” o problema que ele mesmo causou, gera um novo problema que se soma aos anteriores.

Não é diferente com a mais recente medida, a de proibir demissões nos setores públicos e privados. Maduro sabe, ou foi alertado, de que suas medidas resultarão em cortes (principalmente) de funcionários para possibilitar a obtenção de algum lucro (na melhor das hipóteses, ou no mínimo evitar a falência das empresas.

E qual a atitude de Maduro ao “descobrir” que suas medidas gerariam aumento do desemprego? Decretar que as empresas não poderão demitir, como se tal medida fosse eficiente. Esta ação de Maduro demonstra sua fé inabalável em si mesmo, na sua personalidade narcisista.

Não foi considerado que tal atitude impedirá os empresários de demitirem, mas os obrigará a efetuar outros cortes? Os produtos e serviços serão ainda mais sucateados para haver a economia necessária (necessidade essa gerada pelas medidas anteriores) sem que haja corte de funcionários.

Além disso, a Venezuela passará por algo já conhecido dos brasileiros. Como os empregados terão seus empregos garantidos pelo Estado não precisarão se preocupar com o serviço exercido, ou seja, não haverá motivação para trabalharem melhor e não haverá como os empresários compensarem essa falta de motivação com campanhas, pois não haverá verba para tal.

Sabe quando você usufrui de um serviço público e é mal atendido por um funcionário público que age como se estivesse lhe fazendo um favor? Pois é, imagine isso no setor privado. É o que vivenciará a Venezuela. Com o emprego garantido não há motivação para trabalhar melhor e os patrões perderão o controle sobre seus funcionários, gerando um atrito que desgastará as relações entre empregados e empregadores. Não duvido que, por causa desse conflito gerado pelo governo, Maduro estenda a medida por mais algum tempo, desgastando ainda mais essa relação até que a tensão se torne insuportável.

Estimular uma luta entre classes é tática antiga do socialismo. Quebrar um país para depois moldá-lo ao seu gosto, também é. O socialismo é implantado na Venezuela através da quebra forçada do país, da qual os esquerdistas tirarão proveito se anunciando como “salvadores do povo” e justificando estatizações, mais roubo e arbitrariedades contra os “inimigos” criados no imaginário deles: a direita e o imperialismo. Tentarão justificar a perseguição e atos violentos contra opositores (algo que já existe na Venezuela).

O Governo gera os problemas na Venezuela através do intervencionismo e finge resolvê-los com mais intervencionismo, piorando cada vez mais a situação do país, aumentando a escassez de produtos e serviços com medidas absurdas como limitar os lucros e tabelar preços. É como tentar curar um câncer aumentando os maços de cigarro diários.

No meio disso tudo, Maduro trabalha na criação de bodes expiatórios aos quais culpar pelos resultados negativos de suas ações, como empresários, opositores e “imperialistas”; algo feito historicamente pela esquerda culpando a “burguesia” pelos problemas do “proletariado”, ou o “neoliberalismo” pela fome na África (explorada há décadas por regimes socialistas), ou os judeus pelos problemas dos Alemães (Hitler se declarou socialista e assumiu, em seu livro “Mein Kampf”, que “bebeu” muito do marxismo, além de tomar medidas claramente socialistas como o fim de direitos individuais, controle do mercado, perseguição aos opositores e muito mais).

A verdade é que a culpa, pelos problemas que a Venezuela enfrentará, é de Nicolás Maduro e ele a colocará em quem desejar.

Por Roberto Lacerda Barricelli

Fontes:

Vox Internacional – http://noticias.voxbr.com/internacional/venezuela-proibe-empresas-de-demitirem-seus-empregados-em-2014/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=facebook

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O presidente Imaturo – Parte 2

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou seis medidas nefastas para enfrentar a crise econômica. De novo na linha; “Políticas socialistas bolivarianas criaram problemas? Vamos resolver com mais políticas socialistas bolivarianas”.

As seis medidas são:

– Controle de preços e do câmbio

– “Liberação de recursos para o setor produtivo”

– Criação de uma corporação para o transporte de produtos

– Operações cívico-militares para fiscalizar a especulação financeira

– Programas para promover a poupança

O controle de preços e do câmbio trabalhará com “preços justos e máximos” dentro dos conceitos do governo socialista bolivariano, ou seja, o comércio não terá mais liberdade para realizar o próprio cálculo financeiro e terão que se adaptar a esses preços. Logo, para garantir a sobrevivência haverá duas possibilidades: vender produtos e prestar serviços bem baratos e de qualidade inferior, ou diminuir a variedade de produtos e serviços, mantendo apenas aqueles que possam comercializar dentro do que manda o governo, gerando mais escassez e inflação.

Nesse ponto podem questionar: “Mas essa política não incentiva as empresas a investirem em preços menores e qualidade para ganhar os clientes e ficarem dentro dos preços máximos?” Não! Pois os custos com as novas regulamentações e com os impostos, a escassez e a medida 2 impedem que isso ocorra. Só o que promove preços baixos e qualidade de produtos e serviços é a livre concorrência, inexistente na Venezuela.

A “liberação de recursos para o setor produtivo” ocorrerá apenas para empresas que invistam na produção e no mercado nacionais, ou seja, uma boa dose de protecionismo garantindo a subsistência dessas empresas, o que diminui ainda mais a necessidade de competição e incentiva o sucateamento de produtos e serviços e preços maiores (ou máximos, nesse caso), bem acima do que poderiam ser.

As empresas que atuam com produtos de primeira necessidade (principalmente alimentos) também receberão “ajuda” (leia-se subsídios protecionistas) do governo de Maduro, através do Fundo de Compensação e Estabilização para a proteção de preços. Tudo isso pago com dinheiro sugado da PDVSA (que se continuar assim tomará o posto de empresa mais endividada do mundo da Petrobras, cujo governo brasileiro fez o mesmo uso) e dos contribuintes (que acabam pagando duas vezes).

O controle do câmbio será de responsabilidade do Centro Nacional de Comércio Exterior. Certo! Vamos controlar o câmbio que está galopante por causa do Estado através de mais Estado controlando o câmbio.

A criação da empresa estatal de transportes teve início com o pedido de cinco mil caminhões ao Brasil e à China. Mais uma empresa para ser aparelhada por um Estado que é mau prestador de serviços. Pergunto, haverá pagamento pelos caminhões brasileiros, ou nós pagaremos essa conta à Venezuela? Bastava que Madura deixasse o mercado de transportes livre para atuar e a concorrência obrigaria as empresas (existentes e que surgiriam) a ter qualidade e agilidade na prestação de serviços, bons equipamentos (e não sucateados) e preços baixos. Empresas que não atendessem a esses requisitos seriam engolidas pela concorrência e faliriam, como ocorre em todos os setores dentro de um Livre Mercado. Mas o presidente venezuelano prefere montar uma estatal inferior e custosa que será mantida com dinheiro de outras estatais e dos contribuintes. Não há almoço grátis, se é grátis para X é porque Y está pagando.

Operações cívico-militares para inspecionar os preços, ou seja, o mesmo que os fiscais que temos aqui no Brasil, com diferença que não são militarizados. E qual o resultado aqui? Incentivo a corrupção. Criar fiscais, sendo que nem todos serão militares, não garante o sistema de preços, apenas cria mais um custo aos comerciantes: corromper os fiscais. Tal custo será repassado ao consumidor. Agentes governamentais com o poder de fechar o seu negócio caso encontrem alguma “irregularidade” abre espaço a uma nova rede de corrupção, como vemos em diversos países pelo mundo, desenvolvidos, subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Portanto, esse poder deve ser colocado nas mãos invisíveis do livre mercado, que agem com muito mais sabedoria e proporcionam um ambiente favorável a empresários e consumidores, através da concorrência que (repito) aumenta a qualidade e diminui os preços.

Por fim, alguém pode dizer: “Mas você não tem como questionar que promover a poupança é algo bom!”. Engana-se! Promover e incentivar a poupança são situações diferentes. Promover a poupança significará (nas palavras do próprio Maduro) “estimular o regresso de capital e divisas à Venezuela”. É o Estado controlando para onde você manda seu dinheiro e onde o poupa.

Incentivar a poupança significa criar um ambiente economicamente favorável que permite ao indivíduo poupar. Isso é possível através da implantação do Livre Mercado, pois quanto mais liberdade econômica, maior o poder aquisitivo do consumidor, pois a mão de obra passa a necessitar de mais qualificação e ser disputadas pelos diversos concorrentes, valorizando-se e proporcionando experiência profissional a quem possui pouca ou nenhuma. Aliando isso aos preços menores e decorrente aumento de salários e benefícios, há mais oportunidades para o consumo e a poupança.

As seis medidas de Nicolás Maduro levam a Venezuela à beira do abismo socialista e aprofundará ainda mais a crise instaurada justamente por políticas semelhantes anterior a essas. Mas Maduro continua no seu mundinho particular, onde todos são felizes, gratos, abastados e Hugo Chávez surge na forma de um passarinho à sua janela para lhe agradecer pelos sensacionais serviços prestados a causa bolivariana.

Por Roberto Lacerda Barricelli

Fontes:

Terra Economia – http://economia.terra.com.br/maduro-anuncia-6-medidas-para-enfrentar-crise-economica-na-venezuela,65c6b6ff0a622410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

Agência Brasil (EBC) – http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-11-06/maduro-anuncia-medidas-para-enfrentar-crise-economica-na-venezuela

DINERO – http://www.dinero.com/internacional/venezuela/articulo/el-presidente-nicolas-maduro-anuncio-paquete-medidas-economicas/187567

  • As análises sobre as medidas citadas são de responsabilidade do autor do texto.

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O presidente Imaturo – Parte 1

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Dias passam e continuo me surpreendendo com a capacidade dos socialistas de superarem sua própria estupidez.

Não satisfeito em criar o Ministério da Suprema Felicidade da Nação e antecipar o Natal para um povo sem acesso aos bens mais básico do consumo, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deu ouvidos a Chávez reencarnado em passarinho que foi à sua janela pela manhã e ordenou a invasão e ocupação das lojas da empresa Daka, para “vender os produtos a preços justos e acessíveis à população”.

Claro, pois a culpa da escassez de produtos básicos que o levou a invadir uma fábrica de papel higiênico alegando os mesmos motivos e que não era produzido tendo em vista as necessidades do povo é das malditas empresas capitalistas, assim como a culpa pela inflação, certo? Errado!  A política estatizante e bolivariana de Nicolás Maduro; que teve início com o golpista Chávez, é a única culpada pela escassez dos produtos básicos, apagões (que Maduro delegou a culpa a um “golpe oposicionista” que jamais ocorreu) e hiperinflação.

Ora, se a iniciativa privada é sufocada e tolhida e os setores estratégicos e que fazem a economia de uma nação girar estão sob controle de um Estado Socialista, não se pode esperar menos que uma crise econômica. Se há monopólio estatal, obviamente, não há concorrência e por mais que o governo pressione, os produtos e serviços serão inferiores e mais caros. O mesmo ocorre quando o mesmo governo sufoca a iniciativa privada (exceto as empresas de seus financiadores, por enquanto), pois esta perde competitividade e o alto custo gerado é repassado ao consumidor nos preços finais, além dos cortes e do consequente baixo investimento em qualidade.

E quando se percebe que o povo está insatisfeito e tais respostas populistas não tem mais o efeito esperado junto à população, o que faz o presidente venezuelano? Tem mais atitudes populistas na mesma linha e tenta distrair a população com uma suposta aparição do rosto de Hugo Chávez no metrô.

Resultado, revolta da população e manifestação contra o tal presidente.

Sabendo do ciclo negativo que as políticas bolivarianas possuem. O que ocorrerá se o governo da Venezuela insistir em arrumar os estragos causados por elas utilizando mais doses de política socialista bolivariana? A total destruição do país, no mínimo.

Ora, o povo não tem o que comer, os preços estão altos, há escassez de produtos (que colabora mais o surgimento da hiperinflação) e está infeliz, qual a solução? Óbvio, criar um ministério absurdo, com um nome “bonitinho” e antecipar o Natal, para que as pessoas utilizem o dinheiro que não possuem, para comprar produtos que não há e/ou que não estão a preços acessíveis aos infelizes.

O que Maduro espera? Que o Papai Noel envie papel higiênico de presente? Deve estar torcendo para que o vermelho da roupa do bom velhinho signifique que ele é um “camarada” amigo da “revolução”.

E quando a mídia internacional tenta expor tanta barbárie, qual a atitude de Maduro? A mesma com os jornais do país, que estão censurados, aparelhados e semi-estatizados. Manda prender um repórter do jornal Miami Herald (do Estados Unidos) por solicitar uma entrevista com militares (o nome do repórter é Jim Wyss e foi solto 48hrs após sua prisão não explicada). Claro, deve ser um golpista e o fato de ele estar lá para escrever sobre as eleições municipais de 8 de dezembro de 2013 (com acusações de intimidação do governo à oposição) e a escassez de produtos básicos no país não teve nada a ver com a prisão. Só sendo cego por escolha para pensar desse jeito.

Falando em 8 de dezembro de 2013, Maduro declarou esta data como o “Dia da Lealdade e do Amor a Hugo Chávez”. A declaração ocorreu em 06 de novembro de 2013. Três dias após mais esse ato populista na tentativa de (mais uma vez) ganhar a população pela emoção e comoção e “santificar” Hugo Chávez, milhares de pessoas se prepararam para sair às ruas em ma “passeata auto convocada” (significa que as pessoas assumem que a oposição não as convocou, mas que elas mesmas o fizeram).

No começo do mês, ao saber da convocação da passeata pela sociedade cível, o presidente Maduro atacou o Twitter (por onde foi convocada a passeata), dizendo que foram retirados de sua conta e das contas de políticos bolivarianos milhares de seguidores como um plano do Twitter e da Direita Internacional de desestabilizar a Venezuela. Os problemas como a falta de comida e produtos básicos e a hiperinflação que tornaram seu governo “menos popular” e defasaram a imagem sua e de seus “companheiros” nada teve a ver com os seguidores perdidos?

A inflação galopante e a provável desvalorização do câmbio no curto prazo são de culpa do fracasso das políticas socialistas e não de empresários malvados e de uma inexistente direita golpista.

Nicolás Maduro vive no próprio mundo de fantasia e ilusão, no qual tenta inserir os venezuelanos através da comoção da nação com seus discursos emotivos, inflamados e populistas, que vem perdendo força e levando o próprio Maduro a ter atitudes que em qualquer lugar racional seriam motivo para recomendar-lhe o hospício.

Por Roberto Lacerda Barricelli

Fontes:

Reuters Brasil – http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE9A802A20131109

RFI (Portugal) – http://www.portugues.rfi.fr/geral/20131109-venezuelanos-protestam-neste-sabado-contra-politica-de-nicolas-maduro

G1 Mundo – http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/11/jornalista-do-miami-herald-preso-na-venezuela-e-solto-confirma-jornal.html

Lux (Portugal) – http://www.lux.iol.pt/internacionais/nicolas-maduro-maduro-chavez-hugo-chavez-venezuela-feriado/1506971-4997.html

EM (Artigo originalmente publicado pela Agence France-Presse – AFP) – http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2013/11/01/interna_tecnologia,466226/maduro-dispara-contra-o-twitter.shtml

Valor Econômico – http://www.valor.com.br/internacional/3333556/maduro-intervem-em-loja-careira-na-venezuela-e-prende-jornalista

Agência Brasil (EBC) – http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-11-05/venezuela-vincula-espionagem-dos-estados-unidos-aos-problemas-economicos-que-pais-enfrenta

Estadão (01/10/2013) – http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,maduro-pede-medidas-especiais-contra-midia-e-oposicao-da-venezuela,1080901,0.htm

Folha de São Paulo (05/11/2013) – http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/11/1366986-contra-amargura-maduro-antecipa-as-comemoracoes-do-natal-na-venezuela.shtml

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Haddad estremece relação com Kassab e preocupa Dilma e Padilha

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E parece que a presidente Dilma Rousseff e o provável candidato do PT ao Estado de São Paulo, o Ministro da Saúde Alexandre Padilha, estão bem preocupados com a impopularidade do prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Filme repetido?

Lembro de 2004 quando Marta Suplicy era prefeita de São Paulo e não conseguiu reeleição, além de ser apelidada de “Martaxa”, por motivos óbvios. É importante para o projeto de poder do PT colocar as mãos no Estado de São Paulo e manter-se na prefeitura da capital. Conseguindo destruir São Paulo e colocar o Estado dependente sob suas garras, o PT minará o principal rival no país, o povo paulista.

Porém, mesmo que consigam o poder no Estado, não será suficiente se não se mantiverem pelo menos mais um mandato como “soberanos” na capital, pois esta é responsável pela maioria do faturamento do Estado e onde está a maioria dos eleitores. Não a toa que o PT vem cercando a capital através das cidades próximas como São Bernardo do Campo, Santo André, Guarulhos, Mauá e Osasco.

A capital é essencial, mas o PT também precisa da “Grande São Paulo”, para dificultar a fuga a redutos não petistas. Cidades grandes no interior com certeza também estão na mira do PT.

Voltando a capital. A impopularidade de Fernando Haddad é preocupante para o PT, logo, se verem algum petista contra o aumento do IPTU não se iludam, ele(a) não desenvolveu uma capacidade intelectual honesta, apenas teme que os efeitos sobre a imagem de Haddad possam interferir na imagem de Padilha e de Dilma.

Esse medo aumenta com a possibilidade do Partido Social Democrático (PSD) apoiar a chapa Eduardo Campos e Marina Silva devido ao provável apoio do Partido Socialista Brasileiro (PSB) a Gilberto Kassab (PSD) na disputa pelo Estado de São Paulo com o Governador Geraldo Alckmin (PSDB) e Alexandre Padilha (PT) que devem ser os principais nomes na disputa.

Para remediar a situação o PT planeja colar em Haddad a imagem de “gerente que faz faxina” em alusão as investigações sobre a Máfia dos Fiscais, mas claro, sem mencionar que o secretário municipal de Governo, Antonio Donato, foi acusado por uma das fiscais investigadas, a servidora Paula Sayuri Nagmati, de ter sua candidatura a vereador financiada com dinheiro da Máfia dos Fiscais e que sabia disso.

Claro que quando se ataca um petista, este é considerado um santo homem injustiçado e caluniado e fazem de tudo para desqualificar seu depoimento (alguém se lembra do Mensalão?). A servidora será exonerada, mas tenho dúvidas se a motivação é apenas pelo envolvimento dela no esquema, ou principalmente para desqualificá-la a qualquer custo. Será que seu depoimento sobre os fiscais envolvidos também será “desqualificado”, ou valerá apenas para estes, mas não para Donato? O que serve para atacar os outros não é válido se atacar o PT?

Porque todos os fiscais que foram acusados serão investigados e são execrados por Haddad, enquanto Antonio Donato é defendido com unhas e dentes? Quer dizer que ser do PT lhe deixou acima de qualquer suspeita?

O desespero com a imagem de Haddad e as eleições de 2014 fará o PT dar um tiro no próprio pé, primeiro porque enquanto tentam colar no prefeito da imagem de combatente da corrupção, este defende um acusado apenas por ser um “companheiro”, enquanto todos os demais são execrados pelo mesmo. Segundo, porque investir nessa imagem colada as investigações da Máfia dos Fiscais estremece ainda mais a relação com o PSD, pois o período que os fiscais teriam agido compreende os anos de 2007 e 2012, ou seja, durante da gestão de Gilberto Kassab.

No fim, posso dizer que as atitudes de Fernando Haddad e a Máfia dos Fiscais  acabaram por beneficiar a oposição, em detrimento do projeto de poder do PT, com um desgaste tremendo da imagem do prefeito. Um tiro que saiu pela culatra e acima de tudo pode manter o povo paulista a salvo dos guerrilheiros comunistas que não satisfeito cem nos submeter ao seu (des)Governo Federal, também querem fazer o mesmo no Governo Estadual de São Paulo e em sua capital.

Por Roberto Lacerda Barricelli

Fontes:

Estadão (07/11/2013) – http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/atos-de-haddad-j%C3%A1-preocupam-dilma-padilha-e-o-pt

Estadão (06/11/2013) – http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/fiscal-que-acusou-secret%C3%A1rio-de-haddad-ser%C3%A1-exonerada

Prefeitura de São Bernardo do Campo – http://www.saobernardo.sp.gov.br/

Prefeitura de Santo André – http://www.santoandre.sp.gov.br

Prefeitura de Mauá – http://www.maua.sp.gov.br

Prefeitura de Osasco – http://www.osasco.sp.gov.br/

Prefeitura de Guarulhos  – http://www.guarulhos.sp.gov.br

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