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R.I.P Eduardo Campos

Por Roberto Lacerda Barricelli*

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Lamento a morte de Eduardo Campos, pois penso no ser humano, mas muito alem, lamento pelas famílias de todas as vítimas do trágico acidente.

Eduardo Campos era um socialista, coronelista e neto de uma das figuras mais emblemáticas do socialismo brasileiro, Miguel Arraes, contudo, não merecia o trágico fim que teve. Não era um Stalin, um Mussolini, nem um Hitler, esses sim mereciam explodir em pleno ar.

Incomoda-me ver alguns amigos conservadores, liberais e libertários comemorando a morte de Campos: “Um socialista a menos”, é o que dizem. Com certeza, se um conservador, liberal ou libertário influente morrer, a maioria dos esquerdistas gritarão, urrarão, de felicidade e não tenho dúvidas de que haverá até comemorações, uma cervejada, ou algo do tipo. Esse é o tipo de gente que lidamos.

Não sejamos fanáticos idiotizados como eles. Se defendermos os direitos naturais à vida, liberdade e propriedade, então, sejamos coerentes. Campos não iniciou agressão contra ninguém que merecesse o fim que teve. Entendo que só o fato de integrar o Estado possa ser considerado como iniciação de agressão, principalmente por se tratar de um socialista, mas sejamos honestos, e se fosse um conservador, um liberal ou um libertário? Se fosse Ron Paul? Ora, ele não era parte integrante do Estado, lá na mais poderosa nação do mundo? Comemoraríamos a morte de Rand Paul? Caramba, muitos ainda choram a de Roberto Campos!

O ser humano deve estar acima de tudo. É pelo indivíduo que lutamos; não que sejamos altruístas apenas, pois nos inserimos na definição de indivíduo e perseguindo nossos interesses “egoístas” de liberdade individual, beneficiamos os demais indivíduos. Eduardo Campos era um indivíduo, um pai de família, amigo de uns e considerado inimigo por outros.

Não lamento a perda do político, mas me contentaria com a mera destruição política de Campos, através de debates, manifestações, eventos variados, entre outras ações que façam avançar uma “agenda libertária” e naturalmente crie uma cultura de respeito aos direitos naturais no Brasil, o que por si tornaria Campos e demais socialistas, irrelevantes. É esta a minha luta. Não desejo a morte de seus corpos, só de suas ideologias e de seus “personagens políticos”.

Claro, se amanhã, ou depois, me atacarem, como ocorre na Venezuela, me dou ao direito de revidar com uma AK-47, no mínimo. Mas enquanto a batalha estiver no campo das ideias, da cultura, da educação, da economia, da política… Revidarei na mesma moeda, não de forma proporcional, pois não acredito em proporcionalidade, mas sempre respeitando aqueles direitos que socialistas e demais esquerdistas desejam manter para si e tirar dos demais. Sou coerente com o que defendo.

Portanto, ficam minhas condolências para a família e amigos de Eduardo Campos e dos demais vitimizados nesta tragédia aérea.

*Jornalista, Assessor de Imprensa do Instituto Liberal e Diretor de Comunicação do Instituto Pela Justiça (IPJ)

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Desestatização do casamento já!

UNIO-E1

Não há uma desculpa minimamente “compreensível” para a intervenção do Estado nos contratos de casamento. Evitar monopólios? De quem? Garantir direitos? Ora, os contratos já o fazem e já há direitos inalienáveis (vida, propriedade e liberdade). Para garantir a possibilidade de divórcio, a partilha dos bens, etc? Isso tudo pode ser previsto em contrato. E se não for? Isso é problema das partes que fizeram o acordo e assinaram os papeis.

Ao assinar um contrato você está concordando com tudo que nele está disposto. Se não leu, tivesse lido. Se confiou nele(a), que desconfiasse. O indivíduo é o único responsável por si mesmo e pelas consequências dos próprios atos.

O Estado interfere no direito dos indivíduos de assinarem contratos de casamento entre si. Mas e se menores de idade se casarem, principalmente as crianças? Ou pais forçarem crianças a casarem, baseados em algum culto, ou religião? Primeiro, um menor de idade não está apto a assinar nada sem a orientação e consentimento de seus responsáveis, principalmente as crianças (os adolescentes podem tentar enganar, mas então o documento se torna inválido). Segundo, já há pais e mães que concedem emancipação aos seus filhos e a partir de então se quiserem casar, compete apenas a estes tal decisão. Conceder a emancipação é uma decisão que cabe aos pais e a mais ninguém. Terceiro, pais que obrigam seus filhos(as) a se casarem independente da idade por critérios religiosos o farão independentemente de permissão ou proibição do Estado, logo, a desestatização do casamento em nada afeta essa realidade.

É justamente por haver a estatização do casamento que os gays precisam lutar tanto pelo mundo pelo direito de se casarem, algo que os direitos à vida, propriedade e liberdade, por si, já lhes garantem, o Estado usurpa, para depois algum político de esquerda (a responsável pela estatização) tirar proveito e se mostrar como “grande defensor da causa gay, dos direitos individuais, das minorias, etc”, sendo que os liberais e os libertários são favoráveis aos direitos naturais desses indivíduos desde antes da estatização do casamento.

Essa estatização cria esse ambiente para tirar proveito político de uma situação criminosa gerada pelo Estado, pois atenta contra os direitos individuais.

Claro! Uma vez que o Estado se mete na questão e controla o casamento, nada mais justo que estender tal direito a todos os indivíduos, independente de gênero, etnia, credo, time de futebol, etc. Contudo, não devemos nos furtar a defender a desestatização do casamento, pois esta é a “solução final” que evita todos os problemas gerados pela estatização.

Mas e as Igrejas? As Igrejas são instituições privadas e tem o direito de escolher a quem atenderão. Se uma Igreja decidir não casar mais héteros, mas apenas gays, está em seu direito, se decidir casar só héteros, também, e se optar por efetuar casamentos de ambos, que assim seja. Ora, porque aqueles que se incomodam com tais direitos, então não fundam suas próprias Igrejas e casam a todos, ou ao público que desejarem?

Muito fácil condenar os demais por não fazerem aquilo que ti mesmo não estás disposto a fazer. Muito fácil querer impor sua opinião e moral sobre a propriedade de outros, mas não tomar uma única iniciativa através de sua propriedade para realizar tal opinião e tal moral. É a história de querer sempre obrigar outros a fazerem aquilo que achas correto, para que não tenhas o trabalho de fazê-lo por ti mesmo.

Concluo afirmando que não há o menor cabimento em manter nas mãos do Estado o direito de regulamentar e controlar o casamento, cuja decisão e suas consequências serão sempre de responsabilidade dos que se casam. Não há cabimento em manter o divórcio nas mãos do Estado, pois ele não passa de uma rescisão contratual, que no Livre Mercado seria autorregulada pelo próprio contrato e sem todas as complicações legais que hoje a intervenção estatal acarreta, como demora dos processos e entraves na vida pessoal dos envolvidos, que se veem reféns de um contrato rescindido, mas que precisa do aval de um terceiro que nada contribuiu, nem tem a ver, com tal contrato e com os direitos desses indivíduos de tomarem as próprias decisões,  efetuarem acordos entre si e assumirem as consequências já previstas pelo próprio contrato.

Roberto Lacerda Barricelli é Jornalista

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