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A inversão dos direitos das vítimas

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O bandido que não deve ter o direito de cometer crimes, contudo, o que vemos é a inversão desta máxima e não só o bandido tendo direito a fazer o que bem entender, mas os cidadãos não tendo o direito de defenderem-se.

Na mente doentia dos defensores de bandidos, conhecidos também como ativistas dos “Direitos Humanos”, sejam cidadãos “comuns”, ou políticos conhecidos (como a secretária de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário), o cidadão deve deixar o criminoso fazer com ele o que bem entender e não reagir, ou utilizar de “violência” contra o bandido (ou seja, eles nos agridem e reagir é “violência”), pois devemos respeitar “os direitos humanos” desses “coitadinhos marginalizados pela sociedade burguesa, capitalista e fascista (?) malvadona”.

Para esses grupos de defensores de bandidos, ligados sempre à esquerda, os criminosos são “produtos do meio social” e a culpa por serem bandidos é nossa, que trabalhamos arduamente para conquistar o que temos através da meritocracia e de muito esforço. Sim, somos culpados porque temos um emprego, ou somos empreendedores e isso fomenta a inveja alheia. Nesse caso a culpa pela inveja é do objeto invejado e não do invejoso e vagabundo que ao invés de trabalhar dignamente, prefere tomar à força o que o outro conseguiu com trabalho e dedicação.

Como eu já disse em artigo anterior, o que ocorrer contra os bandidos quando reagimos às suas agressões são consequências das ações criminosas desses mesmos bandidos. Atualmente, o que vemos é a morte do bandido ser colocada como uma consequência da nefasta reação do cidadão que teve a audácia de se defender, ao invés de uma consequência da tentativa do bandido em iniciar agressão contra o cidadão.

Os bandidos não são produtos do meio social. Se assim fosse, então os pobres deveriam ser todos bandidos (ou a maioria deveria ser) e os cidadão de classe média e ricos, poços de bondade e honradez. Nesse caso, não haveria crimes do colarinho branco, nem políticos corruptos que ganham mais de R$26 mil ao mês e possuem assistências para tudo.

A realidade é outra. O bandido é uma exceção e não a regra. Tanto, que vemos os pobres (inclusive os mais miseráveis) preferindo desde catar latas de alumínio, papelão e plásticos pelas ruas, até trabalhando em “subempregos”, ou oferecendo sua mão de obra para “bicos” como retirar mato do quintal, pintar uma parede, varrer a calçada, etc. Outros preferem fazer malabarismo nas ruas, vender balas, doces e bebidas nos vagões dos trens e metrôs. E por aí vai.

Logo, virar bandido não é uma consequência da pobreza, por mais extrema que seja, nem da falta de oportunidades, mas de um desvio de caráter pré-existente. Claro, não direi aqui que crescer em um lar desfeito, com um pai bêbado, uma mãe drogada e apanhando, não pode exercer determinada influência, contudo, quantos crescem em lares assim (ricos, classe média e pobres) e optam pelo caminho oposto? Quantos optam pelo crime?

No fim, há sempre a opção e quem a faz é o indivíduo. Não há oportunidade alguma? Ora, e quem lhe disse que os outros são obrigados a lhe dar oportunidades? O vendedor de água ambulante dentro dos vagões do trem teve uma oportunidade lhe dada? Não, ele criou a própria oportunidade e escolheu trabalhar ao invés de cometer crimes. Alguns podem dizer que ele está cometendo um “crime”, pois é proibido tal comércio. Contudo, eu lhes responderei que o Estado é uma instituição que vive do roubo aos contribuintes e não tem legitimidade para existir, quiçá para definir o que são crimes. Isso é definido pela nossa moral, ética e pela ilegitimidade de se iniciar agressão contra outro.

Fosse o trem uma propriedade privada e eu concordaria em dizer que é um desrespeito ao dono fazer algo que ele proíbe em sua propriedade e que é criminoso caso isso carreta alguma agressão contra ele. O Estado tem suas “propriedades” construídas através do roubo e, portanto, devem ser privatizadas e o roubo cessar. Como isso deve ser feito? Há artigos diversos neste Blog, com inúmeras fontes que mostram esse processo, do qual eu ainda falarei muito em artigos futuros. Há também livros de Mises, Hayek, Bawerk, Menger, Rothbard e tantos outros, basta pesquisar e estudar.

O que deixo aqui é esta conclusão: enquanto os bandidos forem tratados como coitadinhos que merecem compaixão e os cidadãos ordeiros e trabalhadores como crápulas culpados pela marginalização desses coitadinhos, enquanto houver o preconceito ridículo dizendo que a pobreza gera criminosos, logo, os pobres são criminosos, continuaremos caminhando em frente à institucionalização do crime como política de estatal de “justiça social” e para o fim de nossa sociedade civilizada e do direito à propriedade mais “sagrada” de todas, a nossa propriedade sobre nós mesmos.

Por Roberto Lacerda Barricelli

Fontes:

Mapa da Violência 2013 (Pronto para download em PDF)-http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2013/MapaViolencia2013_armas.pdf

Artigo deste Blog sobre porte de arma (fontes ao final) – https://robertolbarricelli1.wordpress.com/2013/10/09/porte-legal-de-armas-de-fogo-diminui-a-violencia/

Câmara dos Deputados –http://www2.camara.leg.br/comunicacao/assessoria-de-imprensa/salario-de-deputados

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Proporcionalidade de reação não serve contra criminosos

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Quando falamos em “reação proporcional” logo vem à mente o tal “olho por olho” e não estamos errados em pensar assim. Ora, se eu tomo um soco e dou outro soco, a reação foi proporcional à ação, podendo haver desproporcionalidade na força, contudo, isso ocorre devido à diferença de força entre os indivíduos e, portanto, não fere o princípio básico da proporcionalidade.

Porém, a proporcionalidade de nada serve quando falamos em reação contra criminosos, pois nossa reação deve ocorrer não apenas por legítima defesa, mas para que o bandido sinta-se intimidado e pense duas ou mais vezes antes de tentar cometer outro crime. Não falo aqui em justiceiros, mas em reações individuais contra bandidos.

Por exemplo, o criminoso tenta me assaltar e leva a maior surra da vida dele, ou então reajo à bala e o coloco “pra correr”, ou até o alvejo, podendo matá-lo. Nesse caso eu reagi por legítima defesa contra um criminoso e a morte deste ou ferimentos são consequências de seu próprio ato criminoso. O criminoso que não deveria ter tentado me assaltar, ele que está errado e sofreu com a consequência de sua ação criminosa.

A proporcionalidade incentiva esses indivíduos a continuarem com suas ações, pois se o bandido tentar te assaltar e sua reação, ou a da justiça, for “proporcional”, não houve punição alguma. Se não há punição, por que o bandido deixará de cometer crimes? Se utilizar o “olho por olho” há a proporcionalidade, nada além, pois a punição começa a partir do segundo olho.

Se um bandido me rouba R$30 e é obrigado a me devolver os R$30, não houve punição, apenas uma “solução proporcional”, logo, o que o motivará a não roubar mais ninguém, posto que se for pego precisará apenas devolver o objeto do roubo? Por isso a lógica da privação de liberdade, da penalização, dos trabalhos comunitários, etc. O grande problema reside na desproporcionalidade em relação ao criminoso.

Se ele mata, então, fica preso por alguns anos, podendo sair em poucos por “bom comportamento”, “trabalhos comunitários”, etc. E quanto ao morto e sua família? Não há qualquer ressarcimento, pelo contrário, estão entre aqueles que pagarão pela manutenção do criminoso na cadeia através de seus impostos. No fim, penaliza-se duas vezes as vítimas.

A solução para esse problema não é uma “reforma do judiciário, ou de mais Estado na segurança, mas justamente o contrário. Precisamos de menos Estado interferindo em nossas vidas através de burocratas que se acham seres iluminados e superiores, com capacidade de decidir por nós melhor que nós mesmos. Precisamos de menos Estado e mais legítima defesa, começando pelo porte de armas livre aos cidadãos, ao invés de um estatuto do desarmamento que beneficia os criminosos, que não entregarão suas armas.

Precisamos poder reagir com a desproporcionalidade necessária contra os criminosos quando estes nos atacarem, tendo nossa legítima defesa reconhecida, ao invés de achincalhada. Devemos compreender que se um bandido nos ameaça, seja com arma de fogo, arma branca, ou ações diretas que não envolvem armas (por exemplo, nos atacando em grupo), nossa reação deve ser desproporcional e o que ocorrer aos bandidos visto como o que realmente é: consequência da ação criminosa do bandido.

O criminosos devem temer os cidadãos ordeiros e não o contrário. Enquanto a situação for a inversa, nada que for feito mudará uma realidade com 55 mil assassinatos em um ano.

Por Roberto Lacerda Barricelli

Fontes:

Mapa da Violência 2013 (Pronto para download em PDF)-http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2013/MapaViolencia2013_armas.pdf

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O surto dos justiceiros no Brasil

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Está espalhado pelo Brasil o “surto” coletivo por (alguma) justiça. Ocorre que no Brasil o menor infrator tudo pode contra os outros e ninguém pode contra ele. Não fosse isso o suficiente, também temos um governo que fomenta a invasão de terras, a guerrilha, o vandalismo e a coitadização dos criminosos.

O que esperar de um país com 55 mil homicídios anuais (2013)? Políticos e falsos defensores da lei financiam movimentos como o Black Blocs, enquanto o governo apóia a invasão de terras pelo MST e envia membros deste movimento para treinar guerrilha no Mato Grosso, com integrantes das FARC e agentes cubanos.

A população fica/está à mercê dos piores elementos existentes em uma sociedade: os bandidos. O que ocorre no Brasil é consequência do desgoverno estatal, com suas leis absurdas que garantem aos bandidos que a população não está armada e apoio a movimentos terroristas em solo nacional.

Os cidadãos acuados recorrem ao único meio de autopreservação disponível e revidam as agressões de seus detratores. Não à toa vemos todos os dias algum caso de revide, seja individual ou coletivo. Pelo menos seis já foram amarrados a postes e apanharam após tentativas frustradas de agressão criminosa (seja furto, roubo, ou qualquer outro crime).

Em uma sociedade onde as vítimas são punidas e os criminosos vitimizados não poderíamos esperar reações mais brandas. Há ainda quem diga que “ainda bem que o porte de arma não é livre, pois esses justiceiros as utilizariam”. Quem utiliza desse argumento não verifica o índice de criminalidade nos países “mais armados” e “menos armados”, tão pouco os compara. Também não analisa os dados do próprio território brasileiro, onde os Estado com mais portes de armas de fogo possuem os menores índices, seguidos pelos que tem mais registros. Também não verificam que os Estados com o maior crescimento dos registros de armas de fogo são os que têm o maior recuo nos índices de criminalidade. Essas informações estão disponíveis para análise no Mapa da Violência 2013.

Se os cidadãos ordeiros possuem armas, os criminosos pensam “n” vezes antes de cometer um crime que envolva qualquer contato físico com a vítima. Logo, há menos crimes. Se aliado a isso os criminosos forem punidos, então, os “justiceiros” diminuem consideravelmente, ou até somem. Outro fato que é “esquecido” pelos defensores dessa tese de que porte de arma piora a atuação dos justiceiros, consiste em que eles poderiam ter armas ilegais e/ou utilizar armas brancas como facas, espadas, ou pedaços de pau, etc. Se quisessem matar os bandidos, então matariam, com ou sem arma de fogo.

Bem! É no mínimo compreensível o revide dos cidadãos. A legítima defesa não deve ser subjugada a conceitos distorcidos pela turma dos “direitos humanos”. Falam que os criminosos devem ir para a cadeia (quando falam isso), mas ele não vai, se for menor de idade então, não acontece absolutamente nada, no máximo um “pito” dos policiais, pois sabem que não adiantará levar o infrator a delegacia já no máximo será enviado para casa e/ou encaminhado para algum tipo de “tratamento” ou “ressocialização” infrutíferos. O “pito” também não adianta, mas pelo menos é “menos tempo perdido”. Chegamos ao ponto em que não fazer nada “compensa” pelo tempo economizado.

O bandido não é uma vítima da sociedade. Por mais que uma família desestruturada e condições de vida miseráveis possam influir, há quem prefira catar latinha e papelão na rua, capinar quintais e trabalhos diversos, a entrar para o crime. São trabalhos dignos e com uma função social mais importante que a maioria dos demais trabalhos. Entrar para o crime é uma escolha feita por falha de caráter, não por impulsos consumistas encorajados pela sociedade burguesa malvadona.

O surgimento do justiceiro é uma consequência da legítima revolta da sociedade contra os ataques estatais à legítima defesa e o apoio do mesmo Estado aos grupos defensores e vitimizadores dos criminosos; fatos que empurram os cidadãos a uma realidade dominada pela violência, a impunidade dos detratores e a punição das vítimas.

O justiceiro não possui uma falha de caráter e a escolha dele é por se defender como é possível, ou entregar sua vida nas mãos dos bandidos, vivendo acuado e com medo, sem poder usufruir de sua liberdade. E não pense você, leitor, que a solução passe por “mais Estado”, sendo justamente este o causador do problema. É necessário justamente o contrário, ou seja, menos Estado, com revogação do estatuto do desarmamento, fim do apoio aos grupos defensores de bandidos, fim da interferência na propriedade privada alheia e desaparelhamento partidário da polícia e do judiciário.

Enquanto essas mudanças rumo à diminuição do aparelho estatal não ocorrerem, veremos mais casos de bandidos amarrados em postes e o surgimento de mais justiceiros.

E se os cidadãos resolverem amarrar os políticos, corruptos e defensores de bandidos aos postes? Bem, aí faltarão postes, semáforos, hidrantes, orelhões… Do jeito que o Estado atua é mais fácil que removam os postes e proíbam o comércio e porte de cordas, trava de bicicleta, correntes, etc, aos cidadãos, do que diminuir seu tamanho e interferência na vida dos cidadãos para o bem destes, pois o que importa para os burocratas que dominam o maior aparato de coerção já inventado é o bem deles mesmos.

Por Roberto Lacerda Barricelli

Fontes:

Mapa da Violência – http://www.mapadaviolencia.org.br/

Homicídios e Juventude no Brasil – Julio Jacobo Waiselfisz – http://mapadaviolencia.org.br/pdf2013/mapa2013_homicidios_juventude.pdf

Blog Ebrael – http://ebrael.wordpress.com/2014/02/12/a-esquerda-os-black-blocs-e-o-apoio-ao-crime/

G1 – http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2014/02/homem-e-amarrado-por-vitima-apos-tentativa-de-roubo-em-sidrolandia-ms.html

R7 – http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/adolescente-suspeito-de-roubo-e-espancado-e-amarrado-nu-em-poste-na-zona-sul-do-rio-03022014

Veja – http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/assaltante-e-amarrado-a-poste-em-itajai-sc

Veja – http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/sem-mascara-doacoes-expoem-conexoes-do-black-bloc

Folha Política – http://www.folhapolitica.org/2014/01/jornalista-aponta-treinamento-de.html

Época – http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/felipe-patury/noticia/2013/07/b-base-de-treinamento-da-guerrilha-urbanab.html

Liberdade Econômica (Site) – Nos EUA Obama se espanta ao descobrir que porte de armas diminui o crime  http://liberdadeeconomica.com/home/2013/07/08/nos-eua-obama-se-espanta-ao-descobrir-que-porte-de-armas-diminui-o-crime/

Artigo do Professor John R. Lott Jr., Escola de Direito da Universidade de Chicago –http://www.armaria.com.br/maisarma.htm

“TV Folha” traz aumento da venda de armas no país e greve geral (14/07/2013) – http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/2013/07/1311046-tv-folha-traz-aumento-de-venda-de-armas-no-pais-e-greve-geral.shtml

O Globo – http://oglobo.globo.com/pais/venda-de-armas-ja-supera-nivel-anterior-estatuto-do-desarmamento-8364133

Blog do Roberto L. Barricelli – https://robertolbarricelli1.wordpress.com/2013/10/09/porte-legal-de-armas-de-fogo-diminui-a-violencia/

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A Esquerda e a Luta de Classes (I) – “Direitos Humanos” e a Legítima Defesa

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Este artigo é uma introdução ao tema “A esquerda e a Luta de Classes” e muitos dos pontos apresentados serão debatidos separadamente

Adianto que para a esquerda a legítima defesa não é legítima, mas um crime contra pobres coitados sem oportunidade na vida e transformados pela maldade da sociedade, mas conhecidos como criminosos. Quando cometer crimes passa a ter a falsa desculpa dos males sociais, ao invés de tal ato ser considerado como realmente é (desvio de caráter), então, é o início do fim da legítima defesa e a legitimação da agressão contra pessoas pacíficas.

Tudo isso não passa de um jogo de interesses patrocinado por determinado grupo que deseja a manutenção e expansão do próprio poder sobre os cidadãos através do domínio pelo Estado. Quando olhamos a história, vemos que tais grupos estão sempre à esquerda, seja comunista, socialista, social democrata, nazista, fascista, ou bolivariano (entre outros).

O primeiro (e mais importante) passo para que esses grupos alcancem seus objetivos é a destruição da sociedade através da criação de uma luta de classes, que sem tal incentivo não existiria. A luta de classes só é possível e historicamente verificável em sociedades onde há o incentivo ao ódio e à inveja entre os indivíduos. É esse caminho que está seguindo o Brasil.

A esquerda está há décadas tentando incitar uma luta de classes no Brasil, através da criação de “minorias”, inversão de valores éticos e morais e supressão de direitos individuais. Dentro do tema deste artigo utilizo como exemplo a relação entre os defensores dos “Direitos Humanos” e a legítima defesa na ótica esquerdista.

O que vemos diariamente é o cidadão cada vez mais acuado, refém dos criminosos e impedido de dispor de seu direito à legítima defesa. Essa situação é planejada, pois causar o caos na sociedade gera a oportunidade ao Estado de se impor ainda mais. A lógica é simples, gera-se o caos social através do Estado incentivando, protegendo e financiando grupos de defesa aos bandidos (sob a alcunha de “Direitos Humanos”) e outros para gerar o próprio caos (como os Black Blocs), para, na sequência, dizer que o problema só pode ser solucionado através de mais Estado. Nesse momento, legitima-se ao Estado “fazer o que for necessário” e isso resulta na supressão dos direitos individuais e no total domínio dos indivíduos pelo próprio Estado.

Outra tática é imputar causas falaciosas para fatos diversos. Por exemplo, se um gay comete suicídio e é encontrado estraçalhado embaixo do viaduto do qual se jogou, rapidamente a patrulha dos “Direitos Humanos” levanta a bandeira da homofobia e imputa a esta a causa da morte, seja dizendo que ele foi assassinado (mesmo havendo provas de foi suicídio), ou gritando que a “sociedade opressora” é a culpada. Em ambos os casos retira-se a responsabilidade do culpado e coloca-se sobre os inocentes, por interesses políticos e pessoais.

Outro bom exemplo: se após cometer diversos crimes (furtos, roubos e ameaças) um menor (negro e pobre) é amarrado nu a um poste e apanha de suas vítimas, logo, será vitimizado e as chamadas de revistas, jornais, canais de televisão, etc, ligados ao Estado farão questão de enfatizar que o tal jovem é negro e pobre. Também dirão que ele não teve oportunidades na vida, novamente, a culpa sai de cima do criminoso e recai sobre suas vítimas, que conquistaram suas propriedades através de trabalho, esforço e mérito. A falácia se comprova ao verificarmos que não é porque um indivíduo é pobre ou tem poucas oportunidades, que será/é um criminoso, para tanto, basta saber “agarrar” as oportunidades que tiver e desenvolvê-las para que surjam mais oportunidades.

Essa vitimização dos criminosos serve perfeitamente ao propósito de disseminar o caos social, gerando uma forte sensação de impotência nos cidadãos, enquanto o Estado impossibilita aos mesmos o acesso aos meios de autodefesa, como o porte de armas. O que resta? Aceitar o aumento do próprio causador dos problemas (o Estado) para combatê-los, resultando em problemas piores e dominação maior.

Agora, se um bandido branco é amarrado a um poste e apanha, onde se enfia a mídia que fez sensacionalismo em cima do caso do jovem negro? Sequer se pronuncia. Onde está a Secretária de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário? Constrangedoramente calada! Dois pesos e duas medidas, por uma questão de interesse. (Detalhe, até o momento são dois os casos de criminosos brancos amarrados e espancados).

Ora, é interessante e benéfico aos planos da corja no poder dar ênfase ao caso do jovem negro e pobre, “coitadizando-o”, pois gera ódio de negros contra brancos, de pobres contra ricos, de idiotas úteis contra a população. Mas mostrar que também há bandidos, pobres e brancos com os quais ocorreu o mesmo, aí é demais. Não ajuda a “causa”, pelo contrário, mostra a sociedade que não há motivos raciais e de classe por trás dos acontecimentos.

Passa despercebido o fato de que é a própria esquerda quem cria a falácia de que a pobreza gera os criminosos e levanta a questão da cor da pele destes, ou seja, a própria esquerda que discrimina por condição social e é racista. Há criminosos de todos os gêneros, etnias e condição social (os de colarinho branco situados em Brasília e na Papuda são prova viva disso). O ambiente familiar, a situação social e a criação podem influenciar? Claro que sim, mas cabe ao indivíduo a escolha de tornar-se criminoso ou não e de sua responsabilidade os resultados de tal escolha. O fato é que escolher o crime é a propensão de indivíduos com desvio de caráter, que preferem tomar o que é de outros a conquistar com o próprio esforço e mérito e não o resultado de uma condição pré-existente. Do contrário, todos os indivíduos em determinada situação se tornariam criminosos, o que não é o caso. Há quem prefira recolher latinhas de alumínio e papelão nas ruas do que entrar para o crime.

Também é muito interessante pintar o suicídio de um jovem gay como caso de assassinato brutal por homofobia, pois alimenta o ódio dos gays contra os héteros. E quando surgem cartas dentro do diário do suicida, descobertas pela própria mãe, que anuncia e assume que seu filho cometeu suicídio, como já diziam os peritos, o que faz Maria do Rosário, idiotas úteis e a esquerda caviar? Dizem que “não há provas suficientes para se descartar o homicídio”, contudo, esquecem que há provas direcionando para o suicídio e que jamais houve quaisquer provas para levantar a possibilidade de homicídio. Então, espere! Para acusar a esquerda não precisa de provas, mas quando é refutada diz “não haver provas suficientes”? Há alguma dúvida do por que desse duplo padrão?

Abaixo a exemplificação da manipulação da informação a favor da incitação ao ódio:

Racismo-Esquerda

Como dividir uma sociedade que não se odeia? Como impor mais Estado a cidadãos capazes de se defender? Como alimentar o ódio entre classes, etnias e gêneros, sem mentir, manipular e coagir?

Para os defensores dos “Direitos Humanos”, financiados pelo Estado e pela esquerda (a qual pertencem), o agressor pode invadir nossas casas, violentar nossas esposas, destruir nossas família, matar, roubar, barbarizar, e temos que ser submissos a eles. Os bandidos devem ter o “direito” de cometer crimes, pois são os cidadãos ordeiros, trabalhadores, esforçados, produtivos, pagadores de impostos e submetidos à meritocracia os culpados pelos crimes que sofrem. O bandido é um “coitadinho” e o cidadão que se protege das agressões é um “monstro/justiceiro/burguês/opressor/selvagem/etc”.

O asco da esquerda pela legítima defesa existe devido ao fato desta impossibilitar a transformação do indivíduo em um ser indefeso e facilmente dominável. Nessa linha, o aparelhamento do Estado visa à obtenção do poder total desses grupos sobre a vida de cada indivíduo. Conseguir se defender de agressores é ruim para o Estado, pois é ele o maior agressor existente. Definir os criminosos pelos que são significa ter a capacidade de reconhecer no Estado o maior criminoso que há. E ninguém ama mais o Estado do que a esquerda.

Nas mentes torpes desses demagogos, manipuladores e agressores, temos que abrir mão do nosso direito à legítima defesa, para que o Estado nos proteja de quem ele próprio é protetor. Para eles, devemos entregar nossos meios de autodefesa e tratar como coitado quem, por desvio de caráter, comete atrocidades contra nós.

Querem também que façamos isso enquanto eles incitam o ódio na sociedade, através da inveja contra quem obtém sucesso através do próprio trabalho e mérito. Desejam que fiquemos indefesos, enquanto alimentam o ódio dentro da sociedade, entre as classes, grupos, tribos, etnias, gêneros e tutti quanti.

Mas, então, eu pergunto-lhes, se o Estado protege os bandidos e incita o ódio entre os indivíduos dentro da sociedade, é loucura abrir mão de nossa legítima defesa. O ódio só aumentará e o Estado protegerá os criminosos e as “minorias oprimidas” (criadas para substituir o proletariado como massa de manobra) que terão carta branca para agir como quiserem.

Por isso que não podemos aceitar a inversão dos valores éticos e morais, nem a manipulação dos indivíduos pela esquerda e muito menos a troca dos papéis entre agressores e agredidos. Ou lutamos pelo nosso direito à legítima defesa e o exercemos, ou ficaremos indefesos.

A esquerda sempre defenderá o Estado e seus próprios interesses através do monopólio da coação estatal. Portanto, cabe aos indivíduos defenderem-se da esquerda e seus protegidos. Se deixarmos nas mãos dessa organização criminosa (chamada Estado) a tarefa de nos defender de quem eles defendem, quem nos defenderá do Estado?

Por Roberto Lacerda Barricelli

Fontes:

Veja –http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/assaltante-e-amarrado-a-poste-em-itajai-sc

Pragmatismo Político –http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/02/jovem-negro-e-acorrentado-nu-em-poste-por-grupo-de.html

R7 –http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/adolescente-suspeito-de-roubo-e-espancado-e-amarrado-nu-em-poste-na-zona-sul-do-rio-03022014

Folha de São Paulo – http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/01/1398641-policia-de-sp-diz-acreditar-que-jovem-gay-tenha-cometido-suicidio.shtml

Estadão –http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,mae-reconhece-que-jovem-gay-achado-morto-em-sp-cometeu-suicidio,1121080,0.htm

UOL –http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2014/01/17/governo-federal-ve-indicios-de-crime-de-odio-contra-jovem-gay-em-sp.htm

Veja –http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/sem-mascara-doacoes-expoem-conexoes-do-black-bloc

Veja – http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/vereadores-juiz-e-delegado-aparecem-em-lista-de-doadores-de-sininho

Blog Ebrael – http://ebrael.wordpress.com/2014/02/12/a-esquerda-os-black-blocs-e-o-apoio-ao-crime/

G1 – http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2014/02/homem-e-amarrado-por-vitima-apos-tentativa-de-roubo-em-sidrolandia-ms.html

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O constrangedor silêncio de Maria do Rosário (2) – Dois pesos e duas medidas

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Em 28/03/2012, Maria do Rosário, secretária de Direitos Humanos da Presidência da República, se manifestou contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que inocentou um acusado de estupro de vulneráveis (menores de 14 anos) através de um julgamento relativista, reforçado pela decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, em 1996, quando relator do processo de habeas corpus de um acusado (pelo mesmo crime).

Na ocasião Marco Aurélio Mello disse que presunção em estupro de menores de 14 anos é relativa: “Confessada ou demonstrada o consentimento da mulher e levantando da prova dos autos a aparência, física e mental, de tratar-se de pessoa com idade superior a 14 anos, impõe-se a conclusão sobre a ausência de configuração do tipo penal”. Resumindo, para Marco Aurélio Mello uma lei que define como estupro de vulnerável o ato sexual com menores de 14 anos, independentemente do consentimento, deve ser desrespeitada. Uma lei que não dá margem a essa interpretação foi rasgada ao meio pelo Ministro do STF.

Voltando a Maria do Rosário, esta se mostrou indignada com a decisão e afirmou: “Ao afirmar essa relativização usando o argumento de que as crianças de 12 anos já tinham vida sexual anterior, a sentença demonstra que quem foi julgada foi a vítima, mas não quem está respondendo pela prática de um crime”.

Contudo, a indignação da secretária da SDH/PR parece ser tão relativa quanto o estupro de vulneráveis é para Marco Aurélio Mello; como se servisse apenas quando o acusado não é um “companheiro”. Não, pelo visto, para ela “todos são iguais perante a lei” é muito relativo.

Se não fosse assim, Maria do Rosário se manifestaria sobre o caso de Eduardo Gaievski (ex-assessor da Presidência da República para {ironicamente} políticas voltadas a juventude [crianças e adolescentes]) e demonstraria a mesma indignação, ou ainda maior, pois se trata de alguém que estava ligado à presidência e indicado por sua “companheira” Gleisi Hoffmann (PT), Ministra da Casa Civil, para o cargo. Gaievski assumiu ter feito sexo com vulneráveis, aparece em áudio se gabando disso e têm familiares (filho e irmãos), além de um colega (da administração da prefeitura de Realeza/PR, cidade da qual foi prefeito e ajudou a eleger o atual), presos por tentar comprar, intimidar e coagir testemunhas.

Mas não, Maria do Rosário não se manifestou, nem mostrou indignação com o caso do “companheiro” (também é do PT), assim como a Ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT) não se manifesta e ainda tentar censurar quem o faz (como o editor do site Ucho Info) para evitar que o caso respingue em sua campanha ao Governo do Paraná.

Ora, secretária, dois pesos e duas medidas? Condena o relativismo sobre o assunto e o relativiza quando é de seu interesse? Não mês espanta, mas entristece. Não fico espantando, pois esse é o modus operandi da trupe dos direitos humanos e dos “revolucionários” da esquerda. Sempre relativizando e utilizando dois pesos e duas medidas.

Posso citar como exemplo este fato: a esquerda propõe soluções ruins que agravarão problemas criados pelo Estado, quando isso ocorre, mudam o discurso para fingir uma vitória inexistente. Por exemplo, o próprio estupro. Se ocorrer com mulheres brancas, então nem se lamenta, se o estuprador for negro, então ele é a vítima, pois as mulheres negras são as únicas cujo estupro deve ser condenado. Isso na mente dessa esquerda carnívora e mentirosa, que adora incitar uma guerra entre classes. Um exemplo prático? A declaração do ex-Pantera Negra, Eldridge Cleaver, de que estuprar mulheres brancas é um mérito revolucionário. Claro, pois como políticas esquerdistas de incitação o ódio racial (como as cotas e direitos especiais para criminosos de acordo com a cor de sua pele e situação social) tiveram como um de seus resultados o aumento de estupros contra mulheres brancas, então, ao invés de assumir o fracasso e combater o estupro, comemora-se o fato de que o estupro contra brancas aumentou, dando a entender que antes só ocorria com as negras e que agora ocorrer também com as brancas é uma vitória “revolucionária”.  O correto é afirmar: todo estupro está errado, é hediondo e ponto, não importa contra quem ocorra.

O que diria Maria do Rosário sobre um de seus “coitadinhos” bandidos que estuprassem? Que o estupro é culpa da opressão das malditas brancas capitalistas malvadas da elite fascista e racistas que se recusam a fazer sexo com os pobres, os feios e os negros? Culpa do estereótipo de beleza burguês? Ora, desde quando alguém é obrigar a faze sexo com outro(a)? Haverá cota para isso agora? Quer uma mulher? Então que tenha a capacidade de conquistar uma, sabendo que pessoa alguma é obrigada a reformular os próprios conceitos de beleza ou do que procuram em um(a) parceiro(a) só porque você é feio, pobre, negro, asiático, judeu, católico, evangélico, ou o que for. Você não consegue arrumar ninguém? O problema é seu, ninguém é obrigado a ficar contigo, assim como você não é obrigado(a) a ficar com ninguém.

O estupro é ilegítimo, pois inicia agressão contra outro e viola a propriedade mais “sagrada”, a propriedade sobre si mesmo. O indivíduo tem o direito de não fazer o que você quer e você não tem o direito de obrigá-lo a nada.

Outra prova da mentalidade dessa turma. Se um hétero (branco e/ou da “elite”; da classe média já basta) viola seus filhos, vulneráveis e/ou estupra uma mulher (desde que não seja branca, hétero e da mesma elite ou superior e militante da esquerda) é logo achincalhado e condenado. Claro que ele deve ser condenado e pagar caro pelo que fez e independente de sua cor, condição social, ideologia e gênero. Mas e se gays violam os próprios filhos e vulneráveis? Ora, no máximo uma nota ou rápida reportagem na mídia sem audiência alguma, pelo contrário. Acha preconceito meu? Homofobia? Querido(a), primeiro que estou defendendo que nenhum estupro é legítimo independente de quem o comete e contra quem é cometido. Segundo, pode verificar o que acabei de dizer nesses dois vídeos: https://www.youtube.com/watch?v=VDyYTZVPwBI&hd=1 e https://www.youtube.com/watch?v=juATpq-elWw e confira os comentários. Qual importância foi dada a esses casos? Nenhuma! Quem dos direitos humanos e da esquerda se indignou? Ninguém!

Confira este vídeo, veja quantos comentários teve (ainda bem que com repulsa): http://www.youtube.com/watch?v=VYnHkNx11i8. Mas sabe o que é pior, se você pesquisar no Facebook e pela internet sobre esse caso verá centenas (ou milhares até) de esquerdistas reclamando da atitude do marido e utilizando os argumentos que citei (eles sempre os usam) para amenizar o crime hediondo do “coitadinho”.

Obviamente que Maria do Rosário não tem nem como se manifestar sobre todo crime que ocorre no Brasil. Mas e aqueles que ganham espaço na mídia e entre os cidadãos? E quando envolve tráfico de influências, corrupção ativa e passiva, intimidação, estupro, violação sexual de vulneráveis, coação, compra de testemunhas e é cometido por alguém ligado ao governo? Não merece ser rechaçado e a demonstração da mesma indignação que a secretária demonstrou em 28/03/2012? Aí tudo bem, pois o acusado é de sua turma?

Quando bandidos serão tratados como bandidos, independentemente de cor, nacionalidade, gênero, posição social, posição política, etc, e respeitarão a Constituição Federal Brasileira, que pode não ser perfeita, mas que garante um conceito que todos devem respeitar: a igualdade perante a lei? Quando acabará o relativismo tendencioso e conveniente?

Por Roberto Lacerda Barricelli

Fontes:

Empresa Brasil de Comunicação (EBC) – http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2012-03-28/para-maria-do-rosario-decisao-do-stj-sobre-estupro-de-vulneraveis-%E2%80%9Csignifica-constituir-um-caminho-de

Ucho Info:

1 – http://ucho.info/operacao-fracassada-para-libertar-gaievski-ex-assessor-pedofilo-de-gleisi-hoffmann-teria-utilizado-caixa-2

2 – http://ucho.info/decretada-prisao-de-irmaos-de-gaievski-ex-assessor-pedofilo-de-gleisi-por-coacao-de-testemunhas

3 – http://ucho.info/com-predilecao-por-assessores-enrolados-gleisi-indica-condenado-para-tesoureiro-do-pt-do-parana

4 – http://ucho.info/ex-assessor-pedofilo-de-gleisi-pode-fazer-delacao-premiada-e-contar-o-que-sabe-sobre-o-caixa-2-do-pt

5 – http://ucho.info/entenda-porque-gleisi-hoffmann-a-incompetente-ministra-da-casa-civil-tenta-calar-o-editor-do-ucho-info

Alerta Total – http://www.alertatotal.net/2014/01/gleisi-hoffmann-pt-e-o-desespero-para.html

Portal do Olavo de Carvalho – http://www.olavodecarvalho.org/semana/02022002globo.htm

Youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=VYnHkNx11i8

https://www.youtube.com/watch?v=juATpq-elWw

https://www.youtube.com/watch?v=VDyYTZVPwBI&hd=1

Blog do Cançado – http://blogdocancado.com.br/maria-do-rosario-se-cala-diante-dos-inumeros-crimes-cometidos-pelo-pedofilo-petista-eduardo-gaievski/

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O constrangedor silêncio de Maria do Rosário

MariadoRosario

A secretária de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, se pronuncia apenas quando o assunto é de interesse do governo e/ou pode ser utilizado para obtenção de alguma vantagem nas eleições que se aproximam. Isso fica claro por suas atitudes e declarações.

Porém, quando se trata de defender as vítimas da violência e não os criminosos; que são tratados como coitadinhos vitimizados pela sociedade capitalista e a classe média fascista malvada, Maria do Rosário parece perder a voz. Se o assunto puder afetar de algum modo o PT ou a reeleição de Dilma Rousseff, nossa, a secretária perde logo os cinco sentidos.

Maria do Rosário antecipou o retorno das férias para tratar de um assunto de suma importância, a decapitação de presos e desrespeito aos “Direitos Humanos” de bandidos no Maranhão. Nem uma única palavra sobre a menina Ana Clara, de seis anos, que morreu devido às queimaduras sérias que sofreu em ataque de criminosos a ônibus em São José do Ribamar/MA. O caso é tratado como homicídio pelo Ministério Público do Maranhão, que indiciou sete pessoas pelo assassinato.

Mas falar de Ana Clara e assistir a família da menina não proporciona a polêmica e a audiência de defender criminosos.

E depois de também não tomar uma atitude que fosse em relação ao monstro da Casa Civil, Eduardo Gaievski, Maria do Rosário também assume o papel dos “três macacos sábios” e se faz de muda, cega e surda quando se trata de responder a questionamentos sobre o prefeito de Coaria (AM), Adail Pinheiro, acusado de crimes sexuais contra menores e alvo de mais 70 processos.

Falar de ambos e oferecer apoio às vítimas que é bom, nada. Óbvio, seria confessar que há corruptos no partido. Na mente de Maria do Rosário que se dane o idoso de 81 anos que morreu de infarto após receber a notícia de que a bisneta faleceu.

Mas Maria do Rosário não defende apenas os bandidos, ela também abre a bocarra para falar de “crimes de ódio”, pois rende audiência e votos para Dilma. Um exemplo perfeito é o caso do jovem Kaique Augusto Batista dos Santos, que foi encontrado morto em baixo de um viaduto no centro de São Paulo/SP.

Como o jovem é gay e sua morte ocorreu de madrugada e o garoto estava desfigurado, a secretária de Direitos Humanos tratou logo de emitir comunicado e se posicionar sobre o caso taxando-o como “crime de ódio”. Kaique era gay e Maria do Rosário covardemente se aproveitou da situação para falar em assassinato motivado por homofobia, como se ela estivesse por dentro das investigações, tivesse lido algum laudo (que saiu após seu comunicado) e/ou fosse dona da verdade absoluta e capaz de dizer o que ocorreu sem saber nada sobre.

Erro grave de alguém na posição da secretária, pois até a mãe (que no começo achava o mesmo que Maria do Rosário) assumiu que o filho cometeu suicídio. É claro que há imensa dificuldade em admitir um suicídio de um filho, pois os pais costumam se culpar, sendo mais fácil e confortável acreditar em um assassinato. Mesmo assim, a mãe de Kaique (Isabel Cristina Batista) reconheceu o suicídio do filho após encontrar uma “carta” de despedida no diário de seu filho e ver as provas da polícia de que o menino se suicidou.

Uma perfuração na perna era usada de desculpa para um suposto espancamento seguido (ou precedido) por tortura, contudo, a polícia afirma que a lesão foi causada na queda do viaduto de onde Kaique se atirou aos braços da morte. Os peritos indicam que Kaique realmente se atirou do viaduto. Houve até manifestação incitada pelas acusações de Maria do Rosário e ativistas irresponsáveis, que também julgaram e encerraram o caso sem ter acesso a nenhuma das informações da investigação. Manifestação contra homofobia por causa de um suicídio?

É constrangedor ver a mudança do discurso de quem acusava e agora diz: “É muito cedo para confirmar o suicídio”. Ora, não era muito cedo para confirmar o assassinato movido a homofobia, mas é cedo demais para confirmar o suicídio? Dois pesos e duas medidas?

Além da vergonha que passa Maria do Rosário por tentar prematuramente tirar proveito político da situação em prol da reeleição de Dilma (conseguindo justamente o contrário, pois isso pode vir à tona durante a campanha e ser mais um ponto negativo para a presidente e seu partido), esta também cometeu dois crimes, segundo o artigo 340 do Código Penal Brasileiro.

1 – Anúncio de falso crime

2 – Mobilização da autoridade

Eis o artigo: “Art. 340 – Provocar a ação da autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado: Pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa”.

Os crimes foram cometido ao emitir o comunicado onde podemos ler claramente:

1 – “A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) vem a público manifestar solidariedade à família de Kaique Augusto Batista dos Santos, assassinado brutalmente” (A polícia e seus peritos já indicavam o suicídio e não havia como não há prova alguma de assassinato. Crime: Anúncio de falso crime).

2 – “A ministra (é secretária e não ministra) da SDH/PR, Maria do Rosário, designou o coordenador-geral de Promoção dos Direitos de LGBT e presidente do Conselho Nacional de Combate a Discriminação LGBT, Gustavo Bernardes, para acompanhar o caso pessoalmente”.

“… a SDH/PR está acompanhando o caso junto às autoridades estaduais, no intuito de garantir a apuração rigorosa do caso e evitar a impunidade”.

Fica clara a mobilização (provocação de ação) da(s) autoridade(s), com ordens diretas de Maria do Rosário. A secretária de Direitos Humanos da Presidência da República cometeu dois crimes e nada ocorrerá; nem um pedido de desculpas à população, pelo contrário, não me surpreenderei se insistirem no assassinato mesmo havendo a definição do suicídio e houver tentativas de desmoralização das ações da polícia.

Vivemos uma época de inversões promovidas pelas “autoridades”, onde suicídio vira assassinato brutal motivado por homofobia, crianças assassinadas brutalmente são esquecidas enquanto os criminosos vitimizados e crimes de todo tipo viraram culpa das vítimas e não dos criminosos que os cometem. Tudo utilizado para fins políticos e partidários, em detrimento dos cidadãos honestos, trabalhadores e ordeiros aos quais essas mesmas autoridades devem servir e jamais se esquecer que são eles que pagam seus polpudos salários.

Maria do Rosário e toda a trupe são funcionários dos cidadãos e devem agir em favor dos interesses destes (já que existe o Estado, apesar de não ser legítimo, pois é financiado através de extorsão, repressão e o monopólio da força) não ao contrário.

Uma excelente frase de Abraham Lincoln me vem à mente: “É melhor calar-se e deixar que a pessoas pensem que você é idiota do que falar e acabar com a dúvida”. O problema é que Maria do Rosário se cala apenas quando deveria prestar esclarecimentos e fala quando lhe convém. Ao menos, desta vez, por falar quando não deve se colocou em situação vexaminosa, enquanto seu silêncio pelo que realmente importa é constrangedor.

Por Roberto Lacerda Barricelli

Fontes:

Estadão – http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,mae-reconhece-que-jovem-gay-achado-morto-em-sp-cometeu-suicidio,1121080,0.htm

G1 São Paulo – http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/01/secretaria-da-presidencia-manifesta-solidariedade-familia-de-kaique.html

Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – http://www.sdh.gov.br/noticias/2014/janeiro/nota-publica-sobre-o-assassinato-de-kaique-augusto-batista-dos-santos

Ucho Info – http://ucho.info/familia-reconhece-que-jovem-cometeu-suicidio-em-sp-conclusao-desmente-a-oportunista-maria-do-rosario

Ucho Info – http://ucho.info/psdb-cobra-da-petista-maria-do-rosario-providencia-em-relacao-ao-escandalo-do-prefeito-pedofilo-de-coari

Portal do Correio Braziliense (21/01/2014 às 20h31min) – www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2014/01/21/interna_brasil,408983/familia-descarta-crime-de-homofobia-e-admite-suicidio-de-jovem-em-sp.shtml

Jornal Pequeno – http://jornalpequeno.com.br/edicao/2014/01/21/ministerio-publico-denuncia-sete-acusados-pela-morte-de-ana-clara/

G1 Maranhão – http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2014/01/bisavo-de-ana-clara-morre-apos-saber-que-menina-foi-queimada.html

O Tempo – http://www.otempo.com.br/capa/brasil/secretaria-de-direitos-humanos-federal-repudia-viol%C3%AAncia-em-pres%C3%ADdio-1.770155

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