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Não há como enriquecer através de prejuízos

???????????????????????????????????????O Governo brasileiro gosta de jogar dinheiro pela janela com o discurso de crescimento econômico (?), algo que não faz nenhum sentido. Ora, como alguém pode enriquecer tomando calote? Se uma empresa ou indivíduo empreendedor não conseguem, como uma nação conseguiria?

Financiar exportações para outros países não aumenta a produção de riqueza, pelo contrário. Cada um real que sai do Brasil via Governo como linha de crédito para outros países pagarem pelos produtos e serviços que compram de nós, significa um real a menos nos bolsos dos pagadores de impostos brasileiros, logo, significa um real a menos para consumo interno.

Quando, então, se trata de financiar exportações para países como Cuba, Venezuela, Argentina, Angola, Moçambique e Zimbabwe, a situação é ainda mais dramática, pois o calote é praticamente uma certeza. O Governo brasileiro empresta o dinheiro tomado coercivamente dos pagadores de impostos aos países que considera “amigos” para que estes paguem aos nossos exportadores, ou seja, nós pagamos a conta das nossas vendas a eles. Não faz o menor sentido.

Claro, que as empresas que exportam e recebem esses valores são beneficiadas, no entanto, todo o restante da sociedade é prejudicado, pois fica com menos dinheiro para consumo interno e, devido aos calotes, o Governo precisa repor as perdas através da única fonte de renda fixa e garantida que possui: os cidadãos.

Isso quer dizer que nós pagamos as nossas próprias exportações com nosso próprio dinheiro e ainda temos que pagar impostos maiores depois para amenizar as perdas do Governo nessas operações. Como, então, é possível ao país enriquecer desta maneira? Como enriquecer se usamos nosso dinheiro para pagar a dívida dos outros e ainda temos que dar mais dinheiro depois para repor as perdas, ficando com menos dinheiro em nossos bolsos para nossas necessidades? Estamos com menos dinheiro, mas estamos mais ricos?

É o mesmo que um vendedor de eletrodomésticos que oferece uma máquina de lavar roupas a R$600 para um consumidor, sendo que esses R$600 serão pagos por ele através de um carnê em 10 vezes. Contudo, o custo desta máquina para a loja foi de R$400 e o consumidor paga a primeira parcela (digamos, de R$68) e não paga as demais, ou paga só as três primeiras e não paga mais. Neste caso, a loja tomou prejuízo, pois não conseguiu recuperar sequer o custo do produto. Então, obviamente, não está mais rica só porque vendeu o produto. Ora, se o custo é R$400 e recebi R$68 (ou R$204), obviamente, estou com menos capital, logo, “menos rico”. No final, a loja terá que repor a perda de algum lugar, que será dos outros consumidores, aumentando os preços e limitando o crédito a perfis de menor risco.

É a mesma lógica de nossas exportações, pois achamos que estamos mais ricos porque vendemos os produtos e serviços, mas não percebemos que estamos mais pobres, pois emprestamos o dinheiro para que essa conta seja paga e não o recebemos de volta. O produto e/ou serviço saiu, mas o capital emprestado não retornou.

Esse é o problema de permitir ao Governo financiar as exportações, pois diferente de indivíduos que emprestam seu dinheiro assumindo os riscos e tendo eles que absorver as perdas (quando muito, cortando custos e modificando preços o mínimo possível para não perder outros clientes), o Governo utiliza o nosso dinheiro.

Na iniciativa privada o empreendedor está utilizando o dinheiro dele e possíveis perdas serão de responsabilidade dele, logo, ele busca investir esse dinheiro da melhor maneira possível para evitar essas perdas, que prejudicam seus clientes com possível aumento de preços, mas prejudicam seus negócios com perda de clientes devido a esse aumento e beneficia o concorrente que investiu melhor e possui um produto ou serviço tão bom quanto a um preço menor.

Um indivíduo que utiliza o dinheiro dos demais para promover o que ele acha que será benéfico para esses demais, sem ter que arcar com as perdas de maus investimentos, não se preocupará em investir adequadamente tais recursos. Como, então, achar que o Estado, que utiliza o dinheiro dos pagadores de impostos para promover o que ele (Estado) define como de interesse desses indivíduos, sendo que não precisará arcar com os prejuízos (basta arrancar mais dinheiro dos cidadãos), se preocupará em investir tais recursos da melhor maneira possível, se ele não terá que arcar com nenhuma responsabilidade por possíveis prejuízos?

Roberto Lacerda Barricelli é Jornalista, Assessor de Imprensa do Instituto Liberal (IL) e Diretor de Comunicação do Instituto Pela Justiça (IPJ)

Fontes:

Gazeta do Povo – http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?id=1465410

Estadão (Opinião) – http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-socorro-do-brasil-a-maduro-imp-,1094079

BBC Brasil – O Brasil é a solução para a escassez de produtos na Venezuela? – http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/11/131122_comercio_venezuela_lk.shtml

Portal Pecuária – http://www.pecuaria.com.br/info.php?ver=15283

 

Referência:

Hazlitt, Henry, Economia numa única lição, 2ª Edição, José Olympio Editora e Instituto Liberal (RJ), Rio de Janeiro, 1986

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O nacionalismo predatório nas relações trabalhistas

Workers are seen inside a Foxconn factory in the township of Longhua in the southern Guangdong province

Da série CLT – Ruim para os empresários, pior para os trabalhadores (I)

O Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, que instituiu a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em seu Título III (Das normas especiais de tutela do trabalho) Capítulo II (Nacionalização do Trabalho), Seção I (Da proporcionalidade de empregados brasileiros) estabelece a proporção de empregados brasileiros que as empresas necessariamente precisam possuir, deixando “brecha” para que o pode executivo abra “exceções”, contudo, a burocracia para tal ato fica clara na redação do próprio artigo:

Art. 352 – As empresas, individuais ou coletivas, que explorem serviços públicos dados em concessão, ou que exerçam atividades industriais ou comerciais (ou seja, todas as empresas, pois até quem presta um serviço o comercializa), são obrigadas a manter, no quadro do seu pessoal, quando composto de 3 (três) ou mais empregados, uma proporção de brasileiros não inferior à estabelecida no presente Capítulo.

§ 2º – Não se acham sujeitas às obrigações da proporcionalidade as indústrias rurais, as que, em zona agrícola, se destinem ao beneficiamento ou transformação de produtos da região e as atividades industriais de natureza extrativa (único setor que escapou), salvo a mineração.

Art. 353 – Equiparam-se aos brasileiros, para os fins deste Capítulo, ressalvado o exercício de profissões reservadas aos brasileiros natos ou aos brasileiros em geral, os estrangeiros que, residindo no País há mais de dez anos, tenham cônjuge ou filho brasileiro, e os portugueses. (Redação dada pela Lei nº 6.651, de 23.5.1979)

Art. 354 – A proporcionalidade será de 2/3 (dois terços) de empregados brasileiros, podendo, entretanto, ser fixada proporcionalidade inferior, em atenção às circunstâncias especiais de cada atividade, mediante ato do Poder Executivo, e depois de devidamente apurada pelo Departamento Nacional do Trabalho e pelo Serviço de Estatística de Previdência e Trabalho a insuficiência do número de brasileiros na atividade de que se tratar.

Parágrafo único – A proporcionalidade é obrigatória não só em relação à totalidade do quadro de empregados, com as exceções desta Lei, como ainda em relação à correspondente folha de salários.

Sabendo da morosidade do Estado brasileiro (que consegue ser maior que o normal, posto que Estado, burocracia e morosidade andam de mãos dadas) imagine quanto tempo demorará a que um ato do Poder Executivo e depois de devidamente apurada pelo Departamento Nacional do Trabalho e pelo Serviço de Estatística de Previdência e Trabalho… Bem, os trabalhadores, empresários e empreendedores morrerão esperando a autorização.

Mas tal artigo continua válido? Sim! Não há nenhuma lei, nada, que o revogue. Como se resolve isso então? Ora, ou sendo “amigo do Rei”, logo, sua empresa recebe “atenção especial” do Estado e consegue tal autorização em tempo recorde, ou não contratarás estrangeiro acima do permitido, ou o faz ilegalmente. Mas onde encontraremos esses imigrantes trabalhando ilegalmente? Não sei, talvez, só talvez, por exemplo, nas confecções clandestinas do Brás (São Paulo/SP), que também estão no Bexiga, Luz, Mooca (todos em São Paulo/SP). Ou então na Rua 25 de Março? Informalidade? E por aí vai!

A atividade desses indivíduos é importante para a economia, pois gera riqueza, mesmo que “informal”, distribui renda para eles através de empregos (mesmo que com remunerações abaixo do salário mínimo) e permite que diversos outros indivíduos, mais pobres, tenham acesso a produtos e serviços que não conseguem consumir no mercado “formal”. Claro, não é a situação ideal, mas sua causa reside justamente nas dificuldades de se contratar um trabalhador cuja mão de obra seja mais barata, pagando o que ela vale, possibilitando que este adquira experiência e qualifique-se através do trabalho, valorizando sua mão de obra futura. No caso de estrangeiros, também é culpa do Estado, que limita sua contratação e cria barreiras burocráticas infindáveis e que os empurra a essa situação.

Prova do que falo é o número desses estrangeiros que procriam em território nacional e depois conseguem a cidadania brasileira. Podendo trabalhar “legalmente” e como “brasileiro”, esse imigrante utiliza a experiência adquirida para trazer outros de seu país (normalmente familiares e amigos) para trabalharem juntos em uma confecção ou outro negócio próprios e passarem pelo mesmo processo, mas com algum apoio do resto do grupo. Ou então ele utiliza tal experiência e qualificação adquiridas mediante trabalho, para arranjar um trabalho melhor, onde ganhará acima do próprio salário mínimo e obterá melhor qualidade de vida.

Vejo esse quadro repetidamente! Assim como vejo a necessidade de importação de mão de obra para setores como engenharia, que passa por alguma burocracia, mas nem tanta, pois as grandes empreiteiras são financiadoras de muitos políticos, como a própria Operação Lava Jato da Polícia Federal demonstrou recentemente. Nessa, que sai no prejuízo são os pequenos, que precisam buscar mão de obra no mercado nacional, sendo que esta se encontra em plena escassez. No fim, sobrevivem apenas os “amigos do Rei”, novamente, que agradecem ao Estado pela regulamentação que acaba com a concorrência, mas que é quebrada facilmente por sua influência junto ao próprio Estado.

Alguns dirão que o caso dos engenheiros se enquadra no artigo 357 da referida lei: Art. 357 – Não se compreendem na proporcionalidade os empregados que exerçam funções técnicas especializadas, desde que, a juízo do Ministério do Trabalho, Indústria e Comercio, haja falta de trabalhadores nacionais.

Contudo, ignoram novamente uma passagem importante: “desde que, a juízo do Ministério do Trabalho”, no fim, o Estado define isso e cria mais burocracia para uns que para outros. Se você não é “amigo do Rei”: “agora há engenheiros brasileiros suficientes, não há necessidade de importar mão de obra”, se você é “amigo do Rei”: “pode importar, pois é óbvio a falta de mão de obra nacional”. 

Com o fim da necessidade de recorrer à informalidade, as empresas que antes seriam “ilegais” agora podem concorrer no mercado e tal concorrência as obrigará a servir melhor aos consumidores que as demais, melhorando e barateando produtos e serviços. Quem servir melhor aos consumidores sobreviverá e quem servir mal, então falirá. E a questão de salários de brasileiros nunca inferiores aos de estrangeiros esmaga a concorrência entre trabalhadores, que já fora prejudicada amplamente pela obrigação de “proporcionalidade”. Pode verificar o que falo no seguinte artigo:

Art. 358 – Nenhuma empresa, ainda que não sujeita à proporcionalidade, poderá pagar a brasileiro que exerça função análoga, a juízo do Ministério do Trabalho, Indústria e Comercio, à que é exercida por estrangeiro a seu serviço, salário inferior ao deste, excetuando-se os casos seguintes:

        a) quando, nos estabelecimentos que não tenham quadros de empregados organizados em carreira, o brasileiro contar menos de 2 (dois) anos de serviço, e o estrangeiro mais de 2 (dois) anos;

        b) quando, mediante aprovação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comercio, houver quadro organizado em carreira em que seja garantido o acesso por antigüidade;

        c) quando o brasileiro for aprendiz, ajudante ou servente, e não o for o estrangeiro; (???)

        d) quando a remuneração resultar de maior produção, para os que trabalham à comissão ou por tarefa.

Mais entraves, com algumas “exceções”. O item “a)” é de chorar, ora, se o brasileiro e o estrangeiro estão em uma empresa sem organização por carreiras e em função análoga, por que os salários seriam diferentes? Só se um desempenhasse seu papel melhor que o outro, mas nesse caso cairia no item “d)”, ou se possuísse melhor qualificação, mas nesse caso, por que eu contrataria e/ou manteria o menos qualificado, a não ser que ele também se qualificasse e, então, seu salário se equipararia ao do outro (através da concorrência entre trabalhadores, sem necessidade de lei)? Essa concorrência e poder contratar os trabalhadores sem entraves são importantes e explicarei abaixo o porquê. O item “b)” já comentei, pois depende novamente de uma decisão de burocratas do Estado. Mas o item “c)”, não ficou claro. Ora, como o brasileiro seria o estrangeiro? Ou o estrangeiro não pode ser quem exerça a função? Mas neste caso ele não seria contratado. Ou se o brasileiro e o estrangeiro exercerem tais funções? Em todos os casos o item é simplesmente inútil.

O item d) coloca uma exceção interessante e que pode servir de “brecha” para muitas empresas, que então preferirão contratar autônomos e/ou profissionais liberais, que terão que se esforçar para “fazerem” os próprios salários, contudo, nesse caso, o Livre Mercado torna tal item simplesmente desnecessário e inútil, sendo que o efeito deste item no mercado atual (com forte intervenção estatal) tende a gerar mais informalidade e menos “segurança” aos trabalhadores quando as empresas optarem por contratação de mão de obra estrangeira e mais barata e para os próprios estrangeiros que se veem tendo que aceitar trabalhos “menos seguros” em um país desconhecido, o que dificulta o desenvolvimento e adaptação de parte desses indivíduos, algo que no Livre Mercado seria naturalmente melhor distribuído.

Até as demissões são prejudicadas: Parágrafo único – Nos casos de falta ou cessação de serviço, a dispensa do empregado estrangeiro deve preceder à de brasileiro que exerça função análoga.

Então, as empresas precisam primeiro demitir todos os estrangeiros, para depois demitirem os brasileiros, gerando um ônus desnecessário para atender a tal regulamentação e dificultando as próprias demissões. Quanto mais difícil for de se demitir funcionários, então os processos seletivos são mais rígidos e menos trabalhadores conseguem passar neles, colaborando com o desemprego.

No Livre Mercado, o fluxo de trabalhadores é livre, sem entraves para contratações e demissões, além dos próprios contratos, acordados e assinados por empregadores e empregados. Se for necessário trazer mão de obra estrangeira e mais barata, então poderá fazê-lo, aumentando a concorrência entre os próprios trabalhadores, que serão obrigados a buscar meios de competir, aprimorando-se, qualificando-se, etc. O resultado é a valorização da própria mão de obra do trabalhador brasileiro e diminuição, talvez fim, da necessidade de importar mão de obra. Essa valorização resulta em melhoria dos processos de fabricação, distribuição e comercialização de produtos e prestação de sérvios, aumentando a qualidade de ambos e diminuindo o custo das empresas com captação, treinamento e manutenção de mão de obra e com quantidade de erros humanos que podem acarretar prejuízos, equilibrando com o aumento das remunerações. São produtos e serviços melhores e mais baratos.

Alguns dirão que o aumento da concorrência entre os trabalhadores diminuirá as remunerações, pois há mais oferta de mão de obra do que demanda por trabalhadores, contudo, esses indivíduos não observaram que enquanto alguns trabalhadores optarão por aceitar menores remunerações, outros competirão através de qualificação para o mercado de trabalho. Os que aceitarem menores remunerações obterão mais experiência e valorizarão sua mão de obra futura, o que optarem por qualificação também valorização sua mão de obra, só que terão essa vantagem em relação aos menos qualificados, resultando em custo-benefício interessante aos empregadores.

A tendência é que a oferta de mão de obra diminua, convergindo ao equilíbrio, ou seja, retornando a escassez, porém em nível “normal” ao Livre Mercado, fazendo os empresários concorrerem novamente entre si pela mão de obra disponível, o que eleva as remunerações novamente, contudo, com uma melhoria significativa, pois os trabalhadores ou estão mais qualificados devido à experiência obtida aceitando menores salários, ou estão mais qualificados devido ao aprimoramento que buscaram para competir entre si quando a demanda por mão de obra era menor que a oferta.

De qualquer maneira, ganha o trabalhador, ganha o empregador e ganha o consumidor.

Os artigos 355 e 356 e o inciso 1 do artigo 352 não são importantes para a análise deste artigo e em nada alteram os efeitos apresentados. No caso do artigo 352, compreende-se o seguinte: § 1º – Sob a denominação geral de atividades industriais e comerciais compreende-se, além de outras que venham a ser determinadas em portaria do Ministro do Trabalho, Indústria e Comercio as exercidas: (e seguir-se-á uma lista). Por que a lista não é importante (pois poderia contar com alguma exceção que afetaria toda a construção do artigo)? Porque não há tal exceção, posto que “além de outras que venham a ser determinadas em portaria do Ministro do Trabalho, Indústria e Comercio”, logo, novamente, a decisão final cabe ao Estado, inclusive para “exceções”, que não estão previstas nesta listagem. Até as que não estão listadas, o Ministro pode considerar parte da lista e ponto, logo, as não listadas estão sempre sob “ameaça”.

Por fim, deixo o seguinte pensamento para reflexão: o Governo brasileiro mantém tal regra quanto aos estrangeiros, mas quando se trata de seus próprios interesses, faz valer as “exceções” das quais o Estado é o árbitro supremo e não se incomoda e trazer mão de obra estrangeira, barata e (em muitos casos, comprovados por receitas, imagens e relatos) menos qualificada. Uma prova disso? O programa “Mais Médicos”.

Roberto Lacerda Barricelli é Jornalista

Fontes:

Decreto-Lei 5.452 – http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm

Lei 6.651, de 23/05/1979 – http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6651.htm#art1

Referências:

Adam Smith – A Riqueza das Nações (Livro I: Das causas do aprimoramento das forças produtivas do trabalho e a ordem segundo a qual sua produção é naturalmente distribuída entre as diversas categorias do povo; Editora Juruá, 1ª Edição (2006), 4ª Reimpressão (2011), traduzido por Maria Tereza Lemos de Lima)

Ludwig von Mises – Uma crítica ao Intervencionismo (Instituto Mises Brasil (SP) e Instituto Liberal (SP), 2ª Edição, traduzido por Arlette Franco)

Ubiratan Jorge Iorio – Dez lições fundamentais de economia austríaca (Instituto Mises Brasil (SP), 1ª Edição, 2013)

Murray N. Rothbard – Governo e mercado: Economia da Intervenção Estatal (Instituto Ludwig von Mises Brasil)

Ludwig von Mises – As seis lições (Instituto Ludwig von Mises Brasil (SP) e Instituto Liberal (RJ), 7ª Edição, traduzido por Maria Luiza Borges)

The Open Mind with Milton Friedman (1975) – https://www.youtube.com/watch?v=STFJZtRmpvs

 

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De quem é a culpa pelo fiasco da Copa do Mundo de Futebol no Brasil?

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O Governo brasileiro que ofereceu o Brasil para sediar a Copa do Mundo de Futebol da FIFA 2014 e nós que não tomamos nenhuma atitude ao longo dos 6 primeiros anos contra tal decisão. Logo, não é da responsabilidade da FIFA efetuar quaisquer investimentos que sejam para que o país tenha condições de sediar. Ao se oferecer, o Governo aceitou de imediato todas as regras estabelecidas pela FIFA e, portanto, não pode reclamar agora.

A FIFA não obrigou ninguém a investir em Estádios, pois o Governo ao se oferecer para sediar a Copa, sabia da necessidade de construção e que nas regras da FIFA para que um país sedie o evento consta a necessidade de haver um número X de Estádios com Y características, não sendo responsabilidade da FIFA construí-los, ou neles investir.

Imagine que somos donos de um evento e que só nós podemos autorizar que outros o recebam, por exemplo, uma Mostra das obras do autor X. Então, um Museu vem atrás de nós e pede para receber tal mostra, já sabendo que precisará ter uma estrutura Y para que isso seja possível. Ora, é de nossa responsabilidade investir no Museu para que ele possa receber o nosso evento do qual ele veio pedir para receber? Não!

A FIFA tem seus problemas, mas a culpa pelo fiasco da Copa é totalmente do Governo brasileiro que sabia de antemão tudo que seria necessário para sediar o evento, quais eram os termos, tendo aceitado estes e prometido a estrutura, mesmo sabendo que não teria como cumprir com as promessas, pois antes de um país se candidatar (o Governo nos oferecer) para ser sede do evento, a FIFA disponibiliza todos os critérios para que isso ocorra.

A FIFA, como instituição privada e da qual o Governo foi atrás, não faz nada além do certo em proteger seus interesses. Não cometeram crime algum, não iniciaram agressão contra ninguém.

A culpa é do Governo e, também, a culpa é nossa (e muito nossa), que quando, em 2007, recebemos a notícia de que o Brasil sediaria a Copa, acreditamos nas promessas do Governo e nada fizemos para impedir este fiasco, mesmo com o passar dos anos e ficando claro o problema que isso causaria.

A FIFA não impôs a Copa ao Brasil, nem aos brasileiros, tão menos exigiu que fossem construídos Estádios e torrados recursos públicos nas obras X, Y ou Z. A FIFA possui critérios anteriores à candidatura do Brasil e como eles serão atendidos é problema de quem se candidatou. Se os Estádios “padrão FIFA” e todos os critérios como mobilidade, estrutura das cidades, etc, já existisse antes da candidatura, não haveria necessidade de investimentos e a FIFA não interferiria, se os investimentos necessários fossem todos patrocinados pela iniciativa privada, a FIFA não se intrometeria, assim como sendo mais de 85% dos investimentos oriundos do setor público (segundo a Folha de São Paulo), a FIFA não interferiu na origem desses recursos, no máximo, lembrando ao país que os critérios pré-existentes à candidatura precisam ser atendidos, independente de onde saiam os recursos para tal (deixando isso a cargo do Governo decidir).

O erro foi do Estado, que com mais uma ação de pão e circo ofereceu o país para sediar um evento ao qual não possui estrutura e que consumiu recursos advindos dos bolsos dos pagadores de impostos, sem a menor responsabilidade (típico do Estado) e também é nossa, que tivemos sete anos para reclamar e deixamos (como bons brasileiros) para fazer isso de última hora.

A FIFA tem seus erros, com certeza, como o obscurantismo que ronda o sorteio dos ingressos da Copa e quais os critérios utilizados (dados não divulgados) e devemos pressionar a entidade como consumidores, mas colocar sobre ela parte da culpa dos gastos públicos infindáveis, da corrupção política, dos conchavos entre o Governo e empreiteiras de “amigos do Rei” (algo que o cientista político Fabio Ostermann, Diretor de Relações Institucionais do Instituto Liberal, diagnosticou corretamente como “capitalismo de compadres”, que é o sistema que impera no país) e tantos outros problemas nossos, é no mínimo tapar o sol com a peneira, ou agir como uma criança que ao ouvir uma verdade que lhe incomoda, tapa os ouvidos com as mãos e começa a falar bem alto: “La la la la la la la”.

Roberto Lacerda Barricelli é Jornalista

Fontes:

Jogos Limpos – http://www.jogoslimpos.org.br/destaques/investimentos-publicos-na-copa-substituem-os-privados/

Folha de São Paulo – http://www1.folha.uol.com.br/esporte/folhanacopa/2013/06/1297264-gastos-publicos-com-a-copa-2014-sobem-e-chegam-a-r-28-bilhoes.shtml

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Greves e Copa do Mundo de Futebol – Tudo a ver

grevecopa

O estouro de greves pelo país às vésperas da Copa do Mundo de Futebol FIFA 2014 não é de se estranhar. O pós-doutor em economia pela University of Alabama, Adolfo Sachsida, avisou em 2013 que haveria tais greves. Mas por quê?

Ora, estamos próximos à Copa do Mundo, que consumiu bilhões do dinheiro dos pagadores de impostos, tem obras inacabadas e outras que sequer saíram do papel, Estádios “prontos” de última hora, nenhum investimento público em transportes, mobilidade e estrutura e (o que é pior) impossibilitam a iniciativa privada de fazer tais investimentos, pois sabem que são incompetentes para tal, que essa incompetência é clara para a maioria dos cidadãos, que a iniciativa privada faz melhor, gastando menos e sem socializar os custos e prejuízos e que tudo isso aumentaria ainda mais o mico. Resumindo, o Estado detesta e teme a concorrência, pois sabe que ela escancara sua ineficiência frente à eficiência da iniciativa privada.

Sabendo de tudo isso, por que os funcionários públicos e de serviços considerados essenciais como transportes, eletricidade, etc, não fariam greves? É a oportunidade perfeita para chantagear o Estado: “ou nos atendem em nossas reivindicações, ou os serviços continuarão paralisados e o mico da Copa será ainda maior”, ou então: “ou nos atendem, ou paralisaremos os serviços durante a Copa”. Qual a opção que o Estado escolherá?

Além dos bilhões despejados irresponsavelmente em um evento que poderia ser muito melhor organizado pela iniciativa privada, sem a socialização dos prejuízos aos pagadores de impostos. Tanto é verdade que nas edições onde a responsável foi a iniciativa privada, as obras foram concluídas muito antes da Copa, como na França em 1998 e na Alemanha em 2006, com custos menores que os nossos.

Não bastassem os custos já inicialmente altos, houve aumento significativo dos gastos, que em alguns casos alcançaram os 166% de aumento em relação ao projeto inicial (o caso da obra aeroportuária em Salvador/BA, que de R$30 milhões subiu para R$79 milhões).

Portanto, entre aceitar as demandas dos grevistas, ou recusá-las e ver a Copa do Mundo de Futebol ainda mais prejudicada pela falta dos serviços, qual será a decisão do Estado? No fim, os pagadores de impostos novamente arcarão com o prejuízo gerado pelo oportunismo daqueles que sustentamos e da estupidez de um governo que se colocou na posição de refém desses indivíduos. Como todo custo extra impacta no orçamento, não será surpresa se houver aumento de impostos.

No fim de tudo, pagamos pelas obras inflacionadas, pela irresponsabilidade, ineficiência e incompetência do Estado e pelo oportunismo de grevistas que se aproveitam da situação para aumentar os próprios ganhos e nos prestarem serviços inferiores e mais caros.

Roberto Lacerda Barricelli é Jornalista

Fontes:

Vídeo do Adolfo Sachsida – https://www.youtube.com/watch?v=-5R59vjoNZU

Tribuna da Bahia – http://www.tribunadabahia.com.br/2014/01/13/150-dias-da-copa-custo-de-obras-sobe-ate-166-tres-estadios-estao-atrasados

O Globo – http://oglobo.globo.com/economia/aeroviarios-brasileiros-ameacam-greve-durante-copa-do-mundo-12465739

Folha de São Paulo – http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/fj1207201004.htm

Estadão – http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,alemanha-tera-seu-proprio-centro-de-treinamento-para-a-copa-no-brasil,1108130,0.htm

G1 – http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/05/primeira-manha-apos-greve-de-onibus-e-tranquila-para-passageiros-no-rio.html

Estadão / Brasil – http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,tj-decreta-ilegalidade-da-greve-de-bombeiros-e-pm-em-pernambuco,1167021,0.htm

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Brasil – O sucateamento de uma nação (I)

Militantesemcerebro

Como ancap sou a favor da secessão individual, ou seja, “porcamente explicando”, que cada um seja sua própria nação se assim quiser. Contudo, o que temos atualmente é um país chamado Brasil, do qual todos somos obrigados a fazer parte. Bem, a partir do momento que há essa obrigação e que não há possibilidade de secessão, ou sequer uma perspectiva de longo prazo, precisamos pelo menos viver em uma nação minimamente digna.

Infelizmente o Brasil é o contrário do que podemos chamar de “nação digna”, pois os valores essenciais para a convivência civilizada foram esquecidos e substituídos por arremedos de valores.

No Brasil atual a ética e a moral estão de tal maneira distorcidas que indivíduos virão heróis por fazerem nada além de suas estritas obrigações, como Joaquim Barbosa ao mandar criminosos para a cadeia. Ora, essa é uma das obrigações dele como juiz e nada fez além de cumpri-la. Porém, no país da malandragem e onde os conchavos substituíram o trabalho honesto e a integridade moral, um ato de responsabilidade pode até parecer de extrema coragem.

Vemos o sucateamento da moral e da ética, por exemplo, em discursos contraditórios do dia a dia, como: “você viu que X achou um celular e devolveu para o dono?”, “Nossa, quanta honestidade, está certo, tem que devolver…”, “Você devolveria?”, “Eu não, pois achado não é roubado”. É o império da hipocrisia.

A honestidade causa espanto, enquanto os crimes não chocam mais. A desonestidade e a malandragem viraram parte comum do cotidiano do brasileiro. Já admitimos abertamente votar em candidatos “menos piores”, ou até “que roubam menos”, pois junto com esse sucateamento da nação, vem a desesperança e até certo comodismo, ou preguiça de mudar algo. “Deixa como está. Não está bom, mas não está tão ruim”.

Quem busca ter uma vida honesta é considerado “trouxa” no Brasil. Fez o trabalho da escola, ou universidade, corretamente e sem “encheção de lingüiça”, nem o copia e cola da internet? Trouxa! Devolveu o dinheiro que viu cair do bolso de outra pessoa? Trouxa! Claro, que esse “trouxa” é sempre acompanhado de uma expressão de espanto pela “boa ação”, que não passa de cumprir com sua obrigação moral e/ou ética.

Não tentar levar vantagem sobre tudo e todos causa espanto e gera desconfiança, afinal, “o que você está querendo sendo tão honesto assim?”. Houve uma flagrante inversão, onde a desconfiança recai sobre o indivíduo honesto, enquanto o desonesto é até encorajado.

Estamos produzindo falsos heróis, baseados no espanto e aversão à responsabilidade, honestidade e integridade, causados pela carência de valores concretos e não relativizados de açodo com o que for conveniente, mas também por um projeto de sucateamento desses valores, que iniciou há mais de 60 anos, no Brasil, e atualmente está em seu auge.

Setores fundamentais da sociedade como educação, cultura, acesso a informação, jornalismo e mídia, saúde, política, etc, passaram (e ainda passam) por um processo de domínio e aparelhamento ideológico, advindo de um projeto de doutrinação em ampla escala, consideravelmente atuante desde os anos 50 do século XX, que tem por objetivo coletivizar e alienar as consciências individuais, destruir o próprio indivíduo e sucatear os valores éticos, morais e cívicos, transformando os cidadãos em uma grande massa burra, distorcida e que acha Valeska Popozuda uma grande pensadora moderna, enquanto chama Mises, Hayek, Hoppe, J. O. de Meira Penna e tantos outros, de “velhos”, “coxinhas reacionários” e “elitistas”; que chamam MC Gui de gênio e Beethoven de “chato”, “ultrapassado” e “coisa de burguês, pois povão gosta é de funk”.

Nada contra os gostos individuais, pois cada um tem o direito à individualidade. Contudo, não posso deixar de observar o sucateamento promovido pelo projeto citado e que está diretamente relacionado com a disseminação desses gostos individuais como parâmetros do “bom gosto”, da “modernidade” e da construção/definição de uma cultura nacional e de valores distorcidos, seletivos e contraditórios.

Falarei deste projeto de doutrinação, alienação e destruição da sociedade civil no próximo artigo desta série.

Roberto Lacerda Barricelli é jornalista

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As perigosas relações de Gleisi Hoffmann

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A ex-ministra Chefe da Casa Civil e atual pré-candidata ao Governo do Paraná, a Senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR), não sabe escolher seus assessores, ou sente-se tão “intocável”, que não liga em escolher as piores relações possíveis.

Começou com Eduardo Gaievski (PT/PR), sua pior escolha até agora, pois conseguiu colocar um indivíduo que hoje é acusado de 40 crimes sexuais, sendo 28 contra menores e, destes, 14 contra vulneráveis (menores de 14 anos), para trabalhar na sala ao lado da presidente Dilma Rousseff (PT) e ainda por cima como responsável pelas políticas da Presidência da República para Jovens e Adolescentes. É como colocar o lobo para cuidar dos cordeiros.

Ainda por cima, os irmãos de Gaievski possuem mandados de prisão expedidos, seu filho está preso e seu melhor amigo, da época como Prefeito de Realeza (PR), também. Todos por tentativa de coerção e suborno de testemunhas. Seu filho é namorado da filha do prefeito atual de Realeza, o qual Gaievski ajudou a eleger e que mandou despejar de um “terreno público” um senhor que se recusou a retirar a queixa contra Gaievski, pelo estupro de sua neta.

Não satisfeita, escolheu o deputado federal André Vargas (PT/PR) como coordenador de sua campanha ao Governo do Paraná, para depois ter que afastá-lo pelo envolvimento deste com o doleiro Alberto Youssef e o ex-Diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em fraudes investigadas pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato. O doleiro e o Costa estão presos, enquanto André Vargas ameaça abrir a boca caso não receba ajuda do Partido dos Trabalhadores, que recuou a ideia de jogá-lo aos leões depois de tais falas.

Vargas, Youssef e Costa são investigados por atuar na obtenção de contratos fraudulentos com o Ministério da Saúde, a Petrobras e outras estatais, além do pagamento de propinas a funcionários públicos e a políticos. No total, a turma teria movimentado ilicitamente R$10 bilhões. Entre esses contratos estão situações muito suspeitas, como a MO Consultoria, de Youssef, recebendo mais de R$34 milhões de nove fornecedores da Petrobras, sendo tal empresa apenas de fachada e investigada por corrupção ativa, ao repassar propinas.

Há também o contrato assinado a convite (?) de uma empresa, a Ecoglobal Ambiental, e sua filial nos Estados Unidos, a Ecoglobal Overseas, com a Petrobras. Ambas assinaram contrato de R$443,8 milhões, para depois venderem 75% de suas ações por R$18 milhões, para Youssef e Paulo Roberto Costa. Pois é, incrível!

Gleisi Hoffmann não pode dizer que desconhecia esse lado de André Vargas, nem mesmo de Youssef e sua relação com o primeiro, pois em 1998 ambos foram indiciados por desvio de R$14 milhões da Prefeitura de Londrina (PR) para abastecer o caixa 2 da campanha à Deputado Federal do atual Ministro das Comunicações (e marido de Gleisi) Paulo Bernardo.

Qual será o próximo passo? Colocar o Fernandinho Beira-Mar no Ministério da Defesa, ou em uma Secretaria de Políticas contra as Drogas? Desse jeito o único lugar ao qual Gleisi chegará é a lista negra do próprio PT, na qual já estão seus companheiros Gaievski e Vargas.

Por Roberto Lacerda Barricelli

Fontes:

G1 Política – http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/04/deputado-andre-vargas-renunciara-ao-mandato-informa-assessoria.html

G1 Política –http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/04/andre-vargas-atuou-com-doleiro-por-contrato-com-ministerio-diz-revista.html

Blogs – Estadão –http://blogs.estadao.com.br/fausto-macedo/policia-federal-indicia-46-investigados-da-operacao-lava-jato/

G1 Política –http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/04/vargas-recua-e-desiste-de-entregar-carta-de-renuncia-diz-assessoria.html

Folha de São Paulo –http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/04/1439147-pf-cumpre-21-mandados-de-prisao-na-2-fase-da-operacao-lava-jato.shtml

Site do Fabio Campana – http://www.fabiocampana.com.br/2014/04/chantagens-e-mentiras-andre-vargas-na-veja/

Ucho Info – http://ucho.info/andre-vargas-manda-duros-recados-ao-pt-e-ameaca-contar-o-que-sabe-sobre-gleisi-e-paulo-bernardo

Ucho Info – http://ucho.info/pt-adota-discurso-embusteiro-e-malandro-para-tentar-salvar-o-enrolado-andre-vargas-e-o-proprio-partido

Ucho Info – http://ucho.info/conselho-de-etica-da-camara-abre-processo-para-investigar-andre-vargas-que-nao-pode-mais-renunciar

Ucho Info – http://ucho.info/doleiro-preso-lavou-dinheiro-para-o-marido-de-gleisi-a-mando-de-andre-vargas-aponta-o-mp-do-parana

Estadão Política – http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,escandalo-ja-unia-parlamentar-e-doleiro-em-1998,1151170,0.htm

Ucho Info –http://ucho.info/?s=Gaievski&x=0&y=0

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Libertários devem prestar concursos públicos

anarcocapital

Um dos passos fundamentais para a esquerda estar hoje no poder, no Brasil, começou pelo aparelhamento do funcionalismo público, pois assim mantém-se uma eterna massa de manobra que se pode ora jogar para cá e ora jogar para lá. Falou em privatização? Bora fazer greve rapaziada e/ou depredar o patrimônio alheio, ou pior, o que foi construído e é mantido com o dinheiro de nossos impostos e será reformado com o mesmo. Tem gente que adora um prejuízo.

Mas, infelizmente, para qualquer projeto político de longo prazo, como eliminar o próprio Estado, primeiro, precisamos nos infiltrar no funcionalismo público, pelas seguintes razões:

1 – Acabar com uma das massas de manobra mais poderosas da esquerda (se não for a mais poderosa)

2 – Diminuir os danos causados por funcionários com mente estatista e jogados na massa, dentro do que conseguirmos (não nos esquecendo das milhares de regulamentações internas que engessam o próprio sistema)

3 – Facilitar ações de longo prazo como as privatizações da saúde e educação públicas, pois libertários estão lá dentro

4 – De quebra, ainda temos a oportunidade de recuperar parte do que nos foi roubado, apesar de que o roubo continuará, pois continuaremos sujeitos a inúmeros impostos.

O mais importante é a quebra da hegemonia da esquerda e a introdução do libertarianismo dentro do funcionalismo público e, se possível, na mente dos funcionários públicos. A possibilidade de eliminar o Estado através dele mesmo não pode ser descartada, ao contrário, devemos aliá-la às ações que visam obter o mesmo efeito, porém de fora para dentro.

Dentro do que a malha regulamentatória permitir, os libertários podem e devem agir, buscando diminuir os danos e o próprio Estado. Quebrar o máximo de burocracia, combater a corrupção de dentro do próprio funcionalismo público e levar uma mentalidade de mercado para dentro desse.

A esquerda perde essa massa de manobra e o sindicalismo, que serve muito bem aos donos do poder, leva um duro golpe. Podemos tornar os efeitos das greves insignificantes e até minar o poder dela, ou seja, chega de aumentos de salário, benefícios, etc, para todos, independentemente da qualidade do trabalho de cada profissional.

Cada vez que há uma greve e parte das reivindicações são atendidas, ocorre o aumento do custo estatal e consequentemente do próprio Estado. Quem paga por isso? Os “contribuintes”, claro. Se pudermos eliminar esse efeito, no mínimo, frearemos parte da expansão estatal e abriremos caminho para a diminuição do Estado.

Será bem mais fácil privatizar todo o funcionalismo público ineficaz e caro que temos hoje no Brasil (se não acredita em mim, que tal ler a pesquisa da Bloomberg? Ou então o Índice de Retorno em Bem Estar à Sociedade, vulgo IRBES). Ora, por exemplo, enquanto as cidades de São Paulo e Porto Alegre gastaram (em média) mais de R$1.000,00 ao mês por aluno da rede municipal de educação (Lei Orçamentária Anual 2013 e 2014, respectivamente para cada cidade) o custo destes em colégios privados de melhor qualidade ficam abaixo de R$900,00, desde que haja desoneração do setor de educação.

A diminuição de alunos na rede municipal diminui o Estado já no curto prazo, pois os alunos migram para escolar particulares melhores e as públicas fecham ou são privatizadas. E se somada a desregulamentação do setor, através da livre concorrência há aumento da qualidade dos serviços e diminuição dos preços, o que sustenta a diminuição do Estado no longo prazo (constante). Mas como alcançar isso se os funcionários públicos (em maioria) são contra? Se eles fazem greves e pedem por mais e mais Estado?

Podemos aplicar o mesmo conceito aos demais setores como saúde, bancário, petróleo, etc. Inclusive, as empresas que são utilizadas para gerar caixa para o próprio Estado e maquiar as contas, como a quebrada Petrobras, geram “lucros” aos acionistas (principalmente o maior deles, o Estado) enquanto o prejuízo (como o endividamento superior ao próprio valor de mercado da empresa) é pago pelos troux… digo, contribuintes.

Agora, se o funcionalismo público nessas empresa é de maioria libertária, podemos mais facilmente lutar pelas privatizações das mesmas com o apoio dos próprios funcionários, o que acaba com a relação “lucro estatal/privado e prejuízo socializado”. Posso, então, acrescentar um quinto motivo para libertários prestarem concursos públicos:

5 – Acabar com a socialização do prejuízo das empresas estatais

Se, por acaso, lembrar de mais algum bom motivo, produzirei outro artigo dentro deste tema. Fico aberto a sugestões via Fale Conosco aqui do Blog.

Por Roberto Lacerda Barricelli

Fontes:

IRBES – Índice de Retorno em Bem Estar à Sociedade –https://www.ibpt.org.br/img/uploads/novelty/estudo/787/ESTUDOFINALSOBRECARGATRIBUTARIAPIBXIDHIRBESMARCO2013.pdf

Pesquisa Bloomberg –http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2013/09/brasil-e-o-bultimo-em-rankingb-sobre-eficiencia-de-sistemas-de-saude.html

BBC Brasil – Dívida e geração de caixa da Petrobras preocupam mercado –http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131023_leilao_petrobras_pu_lk.shtml

Estadão Economia – http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,petrobras-e-a-empresa-com-mais-dividas-no-mundo,1087347,0.htm

Blog –https://robertolbarricelli1.wordpress.com/2013/10/25/orcamento-do-ministerio-da-saude-pagaria-plano-privado-ao-assistidos-pelo-sus-no-pais/

Blog –https://robertolbarricelli1.wordpress.com/2013/10/16/saude-publica-e-mais-cara-e-inferior-a-particular-no-municipio-de-sao-paulo/

Blog –https://robertolbarricelli1.wordpress.com/2013/11/27/paises-com-maiores-impostos-nao-possuem-melhor-retorno-a-populacao/

Blog –https://robertolbarricelli1.wordpress.com/2013/10/11/escolas-municipais-de-sao-paulo-custo-superior-e-qualidade-inferior/

Clube Farroupilha –http://clubefarroupilha.com/2014/03/29/escolas-municipais-de-porto-alegre-custo-superior-e-qualidade-inferior/

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