Metodologia do Idiota Útil (8) – Minorias oprimidas e os critérios relativistas

idiotautilA cor da nossa pele, nosso gênero ou orientação sexual, não nos confere mais ou menos capacidade, são as nossas escolhas, nosso esforço e o caráter que faz de cada indivíduo melhor ou pior sucedido que outro. Se não há oportunidades, ora, crie uma oportunidade para si mesmo.

No Brasil o grande problema é o excesso de controle estatal sobre a vida dos cidadãos.  Intervenção estatal corrói a sociedade e destrói a economia, prejudicando principalmente aos mais pobres, que a esquerda diz “proteger”.

Há uma enorme catalogação dos indivíduos que compões a sociedade em dois grupos: opressores e oprimidos. Se você é rico (e isso inclui o trabalhador de classe média, para a esquerda), branco, hétero, empreendedor, etc, então você é opressor, agora, se for negro, pobre, gay e desempregado ou em subemprego, você é oprimido.

Mas e as distorções? Ora, e se você for rico, branco e gay? Rico, negro e gay? Pobre, branco e hétero? Pobre, negro e hétero? Mulher, rica e negra? Mulher, rica, negra e gay? E por aí vai. Bem, nesse caso, tudo dependerá a qual grupo ideológico você pertence, o que na verdade é o único critério realmente válido para a esquerda, sendo os demais meros disfarces.

Explico, no fim de tudo você pode ser negro, pobre, gay e ter um subemprego, que se você não for de esquerda, você não presta e é ainda pior que um “opressor”, chamar-lhe-ão de “traidor da causa”. Excluem-te de todos os grupos e classificações e te tratam como uma aberração, pois você representa o que eles mais detestam: o indivíduo.

O ódio ao indivíduo existe devido ao que este representa: individualidade, liberdade, propriedade sobre si mesmo, propriedade privada, mérito, livre iniciativa, livre expressão, etc, ou seja, tudo aquilo que a esquerda odeia pode ser encontrado no indivíduo. Por isso, a necessidade e o desespero em coletivizar tudo, pois precisam jogar o indivíduo na massa para que se torne parte dela.

Uma vez na massa, perde-se a individualidade e é muito mais fácil ser convencido, manipulado e doutrinado. Mas, antes de coletivizar é necessário separar em grupos menores e dar-lhes nomes. Após a categorização em grupo inicia-se a lavagem cerebral. Se essa lavagem cerebral der certo, então passa a ser parte da massa e é acolhido por uma das minorias oprimidas, se não der certo, então serás marginalizado e “expulso do grupo”.

Essa é a tarefa dos idiotas úteis: idiotizar outros. O que realmente importa não é se você é negro, pobre, mulher e/ou gay, mas que você esteja alinhado com o pensamento da esquerda. Um exemplo claro é o caso do falecido deputado Clodovil Hernandes, que propôs a redução do número de deputados na Câmara Legislativa, desburocratizações e batia de frente com essa turma que defende as “minorias oprimidas”, normalmente “ativistas” dos Direitos Humanos.

O falsos defensores coitadizam essas “minorias” e o pior é que estas vestem a carapuça e realmente se acham coitadinhas. Clodovil odiava essa coitadização dos indivíduos, achava hipócrita e expôs isso na Câmara. Inclusive, ao ser atacado por uma deputada e defensora fanática dessa teoria das “minorias oprimidas”, disse que o problema era ressentimento, pois ninguém ia querer alguém como ela.

Ofensas a parte, a resposta foi mais que merecida e a deputada foi chorar (literalmente) no ombro do presidente da Câmara, no meio da sessão, dizendo: “O deputado Clodovil me chamou de feia”. Igual uma criança cujo coleguinha diz “sua feia” e ela vai chorar no colo da mãe: “Mamãe, o Joãozinho me chamou de feia”.

Clodovil, que era gay, não gostava de gays que tentavam impor sua visão de mundo e suas vontades aos outros e depois pousavam de coitadinhos oprimidos. E nesse ponto que quero chegar, pois justamente um gay com esse perfil atacou o falecido deputado dizendo: “Clodovil era homofóbico”. Adivinhem quem disse isso! Claro, o deputado Jean Wyllys (PCdoB).

É como eu disse acima, não basta ser de uma “minoria oprimida”, tem que ser de esquerda, esse é o principal ponto. E se o esquerdista for homem, branco, rico, machista e hétero? Ora, então o partido lhe dá todas as honras e luta até que ele vire presidente do Brasil, podendo ser um filósofo, ou um ex-operário, tanto faz, desde que seja de esquerda.

Se for mulher, não feminista, branca, rica e (até onde sabemos) hétero? Ocorre o mesmo que com o homem. Se houver algo de “oprimido” na história dessas pessoas para que o partido possa explorar, melhor ainda. Seja a primeira presidente, ou um nordestino de origem miserável. Os idiotas úteis de plantão se deliciam com o discurso demagógico que envolve esses personagens e saem bradando com orgulho que não são preconceituosos, pois elegeram um nordestino e uma mulher.

Esses mesmos idiotas úteis chamam o presidente do Superior Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, de macaco traidor, pois mandou bandidos do partido para a cadeia. Como são desprovidos de racismo e preconceito esses coitadinhos, não é? Fosse Joaquim Barbosa do partido e livrasse os bandidos da cadeia, que então seria um herói e um negro acima de qualquer suspeita, para os idiotas úteis.

Essa é a face escondida do racismo dos próprios esquerdistas, mas que tentam disfarçar através do monopólio de todas as virtudes, se colocando como únicos defensores daqueles que (para eles) só prestam se forem de esquerda e do partido.

Por Roberto Lacerda Barricelli

Fontes:

UOL Mais – http://mais.uol.com.br/view/1575mnadmj5c/clodovil-tinha-homofobia-internalizada-afirma-jean-wyllys-0402CD1C356AD8992326?types=A

Implicante – http://www.implicante.org/blog/o-racismo-petista-contra-joaquim-barbosa-no-twitter/

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7 Comentários

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7 Respostas para “Metodologia do Idiota Útil (8) – Minorias oprimidas e os critérios relativistas

  1. Jorge Willian

    Há algumas coisas que precisam estar clara: coletivo não é necessariamente o mesmo que massa. E nem é o oposto de indivíduo, pois aquele é constituído de indivíduos, mas este não existiria fora da coletividade. O ser humanos não é igual a alguns animais que saindo de dentro do corpo que o produziu já sai praticamente andando/voando, assim quase pronto. O humano já necessita se constituir também fora do ventre, e por muitos anos. Confundir a crítica ao estado com a crítica à coletividade é um dos grandes erros do liberalismo propagado por alguns. Talvez esqueçam que fora justamente aqueles que lutavam pela coletividade (anarquismo e comunismo) os que mais fizeram críticas ao Estado. A precariedade do argumento liberal atual é justamente não conhecer aquilo que combate. O estado é um pressuposto do liberalismo, posto que este tende a defender a propriedade privada e não a defesa da coletivização desta. Como manter a propriedade privada sem manter o Estado? suas polícias, normas e servidores? Por isso acho estranho argumentos como os aparecem no texto ( “O ódio ao indivíduo existe devido ao que este representa: individualidade, liberdade, propriedade sobre si mesmo, propriedade privada, mérito, livre iniciativa, livre expressão, etc, ou seja, tudo aquilo que a esquerda odeia pode ser encontrado no indivíduo. Por isso, a necessidade e o desespero em coletivizar tudo, pois precisam jogar o indivíduo na massa para que se torne parte dela.) Pois parece apenas repetir um Locke que dizia que até um escravo era proprietário, pois possuía seu corpo. Possuía? Jura?!

    • “Como manter a propriedade privada sem manter o Estado?” A propriedade privada veio antes do Estado (1). Tente invadir minha propriedade privada e descobrirá a resposta (2).

      Se te coletivizam, você faz parte da massa. Não existe coletivizar o indivíduo e mantê-lo como indivíduo, isso é mais que lógico, é óbvio.

      O escravo era um proprietário cuja propriedade lhe foi violentada e roubada.

      Vários indivíduos coletivizados = massa. Algo elementar e que não precisa “ficar claro”, pois está mais que claro desde a definição de indivíduo, coletivo e massa.

      Servidores? Polícias? Normas? Serviços privados são melhores e sem interferência do Estado são mais baratos que os públicos. Polícia? Há uma viatura em cada esquina? Há alguma segurança que não a proporcionada por nós mesmos? Não. Eu me defendo muito melhor do que uma polícia sucateada e historicamente incapaz me “defende”. Normas estatais? Para quê? O PNA já é mais que suficiente para determinar o mínimo necessário para a boa convivência social.

      Se você não consegue enxerga nada disso, nem entende, então precisa estudar um pouco mais. Sugiro: “A Ética da Liberdade” de Murray Rothbardt

  2. Jorge Willian

    Talvez fosse importante pensar o porque da criação do Estado, ainda mais pensar sobre o fato da não existência do Estado onde não ocorre a priopriedade privada dos principais meios de produção. Fora isto é a balela de que sozinho defenderei minha propriedade e não preciso do Estado para isto. Coisas de filmes americanos.

    • É balela? O General Venezuelano sozinho na varanda contra soldados cubanos discorda de você. Há exemplos práticos, como o dele.

      Será que o fato de os Estados brasileiros com mais porte de arma serem os menos violentos e os que mais registraram armas nos últimos 10 anos são os mesmos com maior queda dos índices de violência em igual período, são mera coincidência?

      E os países com mais porte de armas e no topo do índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation serem os com menores índices de violência, também é coincidência?

  3. Jorge Willian

    E mais: se te coletivizam (a natiureza já nos fez social, ela nos coletivizou?) você faz parte da massa. Jura?! Há de se definir coletivo e massa, mas como isto já foi feito, nos basta pesquisar. E, finalizando, não devemos confundir a não concordância com falta de conhecimento. A arrogância não é um bom argumento e tende ao preconceito.

    • Ao colocar que a natureza nos fez social, sendo que há casos registrados de crianças criadas por animais e em certas comunidades “naturais” que se tornam antissociais, e definir “verdades absolutas” (de acordo com a sua opinião) fica claro que a arrogância aqui não é minha. Ao definir como verdade absoluta que a arrogância tende ao preconceito, você está utilizando-se de um pré-conceito.

      Ao definir o debate como confusão entre não concordância com falta de conhecimento, você demonstra total falta de conhecimento sobre o debatedor (o que é fato) e se coloca como dono da razão, logo, fica claro que não sou eu que estou agindo por “falta de concordância”.

      O que coletiviza o indivíduo (e nesse ponto você confunde sociabilização com coletivização, conforme fica claro em seu comentário) é o Estado e determinados grupos com interesse pelo controle total desse. Exemplos práticos de coletivização forçada de indivíduos e meios de produção: URSS, China Maoista, Camboja, Zimbábue, Venezuela Chavista, Cuba, Coreia do Norte, Vietnã (quer mais?)…

      A massa é a consequência da coletivização forçada de diversos indivíduos, que perdem totalmente sua individualidade, passando a pensar somente como parte dessa massa.

      Por fim, atacar o debatedor e tentar infligir a ele “falta de conhecimento”, “arrogância” e “preconceito” (entre outros que idiotas úteis costumam utilizar, como aviso há tempos) não passa de um recurso de erística schopenhaueriana (um dos 27 estratagemas), o mais famoso e sobre o qual escrevi no artigo 7 desta série.

      Sua ação no debate até agora só ajudou a demonstrar como tudo que eu avisei nos outros 7 artigos desta série. É até engraçado, pois você já passou pelas quatro primeiras fases que apontei no começo da série, só faltam mais 3.

      Na falta de argumento, melhor não tentar argumentar. Não é porque você leu “por aí” que a natureza nos fez social, que seja verdade absoluta. Por isso a importância do estudo, pesquisa e análise lógica e racional sobre tudo o que lemos, vemos e ouvimos.

      Prestar atenção nas próprias contradições também é um exercício interessante que lhe recomendo.

      Abraços

      Roberto

  4. Nilton Bento

    Parece que não quiseram passar pelas outras tres fases…

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