A fuga dos cubanos e algumas questões

Medicos-cubanos1

Até o momento “apenas” dois cubanos fugiram do programa “Mais Médicos”, do Governo Federal, mas é o suficiente para que antigos questionamentos retornem à mesa. Por exemplo:

1 – Os médicos do programa “Mais Médicos” estão em situação de trabalho análogo ao escravo?

2 – Estamos financiando uma ditadura comunista assassina?

3 – Esses médicos realmente estão capacitados para exercer a medicina no Brasil?

4 – Estão vivendo em condições dignas e tendo seus direitos básicos respeitados?

As respostas são fáceis de obter, para tanto, basta analisarmos os fatos e elas surgirão perante nossos olhos.

Primeiro, se o programa fosse essa maravilha que o Governo Federal e principalmente a presidente Dilma Vana Rousseff e seu ex-ministro da Saúde e candidato ao Governo do Estado de São Paulo, Alexandre Padilha, se acostumaram a pintar, então, não haveria “fugas”. Ora, quem foge de algo tão maravilhoso?

A médica Ramona Matos Rodriguez foi a primeira a “fugir” do programa e conseguiu proteção e acolhimento na Liderança do Partido Democratas (DEM) na Câmara dos Deputados. A médica afirma que foi enganada quanto à possibilidade de trazer parentes para morar com ela no Brasil e que o custo de vida impossibilita que consiga sobreviver com a parte de seu salários que lhe chegava às mãos. A Polícia Federal estava atrás da cubana assim que esta saiu da cidade onde prestava os serviços (Pacajá/PA).

Depois de Ramona, o médico Ortelio Jaime Guerra foi o próximo a fugir do programa, mas para os Estados Unidos, onde conseguiu asilo. Ramona está tentando asilo no Brasil (Cuba é tão ruim que até o Brasil parece melhor?). E qual a reação dos esquerdopatas de plantão? Atacar a vida pessoal de Ramona e tentar desmoralizá-la. Como se dissessem: “vamos fingir que foi melhor ela ter saído e que do contrário seria expulsa”. Essa tática é conhecida como “Síndrome do Pombo Enxadrista” que consiste principalmente em “bater as asas” e voar cantando vitória, após uma derrota. A postura de alguns dos idiotas úteis em questão merece até um artigo a parte. Como não possuem argumentos para explicar a situação denunciada por Ramona, então, tenta-se desesperadamente acabar com a credibilidade da denunciantes através de ataques pessoais e difamação.

Algumas “acusações” parecem até piadas. Entre elas, a acusação de “namorar” e “fazer sexo”. Quem ajudou a médica é chamado por vermelhos defensores de Cuba e do PT de “escravocratas”. Como? Não satisfeitos, esses mesmos vermelhos dizem que Ramosa fez um escolha individual e que isso é um direito dela, mas não mencionam que ela estava sob as leis de Cuba, no Brasil, o que significa que ela não tinha tal “direito” e que a retirada do mesmo é feita com aprovação do Governo Federal e da Presidente Dilma. Isso mostra a capacidade que a esquerda possui de fingir um posicionamento e omitir os fatos para garantir determinados interesses pessoais e políticos.

Outra acusação “interessante” (hilária) é afirmar que os oposicionistas (PSDB e DEM) desejam retirar médicos do Brasil e enviá-los a Miami, manipulando os leitores para que pensem que ambos os partidos querem apenas prejudicar o povo para ganho próprio, quando quem faz isso é o PT e Dilma justamente através do programa “Mais Médicos” (neste caso). Incitar o ódio à oposição através da exacerbação do ódio próprio a ela, ou seja, mostrar que a odeia tanto que ela deve ser mais odiosa do que você mesmo, é tática de longa data da esquerda. Mas não citam que enquanto o médico Ortelio Jaime Guerra foi para os Estados Unidos, a médica Ramona Matos Rodriguez pede asilo no Brasil e deseja exercer a profissão aqui. Ora, como então podem dizer que o DEM deseja enviar os médicos a Miami se Ortelio não teve ajuda alguma desse partido e foi para os Estados Unidos, enquanto Ramona que teve deve ficar e trabalhar por aqui?

Os médicos cubanos trabalham em troca de US$400, para morarem obrigatoriamente em alojamentos coletivos, ter o mínimo para comer e cumprirem a jornada de trabalho que lhes for estabelecida, pois estão em solo brasileiro regidos pelas leis de Cuba. Aqui já respondemos a pergunta um com sonoro SIM! É óbvio que indivíduos nas condições em que se encontram os profissionais cubanos, ou seja, ainda sob as leis da ditadura sanguinária castrista, sem direitos trabalhistas, individuais e humanos, sem dignidade, recebendo menos de 10% do salário prometido, com outra parte (US$600) retida em Cuba, o restante indo par as mãos dos Castro e obrigados a aceitar tudo que lhes for infringido, pois do contrário são enviados à Ilha Cárcere para a devida “punição”, logo, estão em situação de trabalho análogo ao escravo. Está respondida também a pergunta quatro: não há dignidade alguma nem respeito aos direitos mais básicos dos médios cubanos.

Lendo o parágrafo imediatamente acima, podemos concluir também que estamos financiando (com o dinheiro dos nossos impostos) uma ditadura comunista assassina (praticamente um pleonasmo). Fica ainda mais clara essa afirmação ao buscarmos um mínimo de informação e descobrirmos que as médicas cubanas estão proibidas de engravidar e se isso ocorre são enviadas a Cuba para um aborto forçado (pois aqui é crime). Um país que está acostumado a praticar a eugenia para camuflar o índice de mortalidade infantil não me surpreende ao introduzir tal regra e tomar tais medidas.

Os casos de médicos cubanos que tentam curar os pacientes com chás, ervas e afins mostra a necessidade do exame “Revalida” para medirmos a capacidade desses profissionais de prestar um serviço tão essencial e que exige o máximo de cuidado. Sei que o exame é considerado por muitos liberais (principalmente libertários) como um empecilho ao Livre Mercado e mais uma forma protecionista criada por um órgão burocrático para manter uma reserva de mercado. Contudo, há a necessidade de sabermos o quão preparados estão esses profissionais que lidam com vidas. Esperaremos casos mais sérios como mortes e danos irreversíveis para excluir este ou aquele médico?

Em um Livre Mercado é mais fácil, ora, se um médico é ruim, ou charlatão, então, os clientes dele o trocarão por outro com custo acessível e qualidade. Agora, no caso do SUS, onde os “clientes” não tem como escolher, como se faz? Obviamente que a melhor saída seria privatizar o SUS, trocar pelo sistema de voucher para planos de saúde com desoneração e desregulamentação total do setor e deixar o Livre Mercado agir. Mas isso não ocorreu e tão cedo não ocorrerá, logo, qual a saída que temos hoje para a situação? O “Revalida”! Portanto, é mais inteligente permitir que os médicos cubanos passem pelo exame, enquanto lutamos pela desregulamentação da economia e por cortes de impostos (até sua eliminação no longo prazo). Vamos lutar pelo Livre Mercado através de conquistas graduais e de longo prazo, igual fazem os idiotas úteis com o comunismo desde que Antonio Gramsci criou tal metodologia. A diferença é que eles (os idiotas úteis) estão dispostos a acabarem com quantas vidas forem necessárias pelo caminho.

Permitir o “Revalida” não é “reforçar uma prática protecionista”, mas evitar danos sérios à sociedade enquanto lutamos pelo Livre Mercado, que por si extinguirá o “Revalida”.

No fim, se analisarmos mais um pouco, perceberemos que mesmo se o Brasil fosse um país de Livre Mercado, aqui não pisariam os médicos cubanos, pois são tratados por Cuba como “produtos” para exportação e obtenção de recursos para manutenção da ditadura castrista na Ilha Cárcere.

Por Roberto Lacerda Barricelli

Fontes:

Perito.med – http://www.perito.med.br/2014/01/escandalo-o-preco-da-escravidao.html

Folha de São Paulo – http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/02/1410001-mais-um-cubano-abandona-o-programa-mais-medicos.shtml

Diário da Manhã – http://www.dm.com.br/texto/164855-madica-cubana-pede-asilo

Exame – http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/cubanos-nao-podem-nem-namorar-veja-depoimento-de-medica

Diário da Manhã – http://www.dm.com.br/texto/164833-o-programa-mais-madicos

O Globo – http://oglobo.globo.com/pais/cubano-anuncia-por-rede-social-que-abandonou-mais-medicos-seguiu-para-os-eua-11562768 

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1 comentário

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Uma resposta para “A fuga dos cubanos e algumas questões

  1. Alvaro Preis

    Já são 5 os médicos fugitivos do trabalho escravo, mais 22 voltaram oficialmente para Cuba, segundo relato do próprio governo.

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