Metodologia do Idiota Útil (7) – Capitalismo de Estado

charge-comunismo

Um dos maiores espantalhos utilizado pelos idiotas úteis é a falácia do “Capitalismo de Estado”. Essa falácia consiste em dizer que onde houver socialismo/comunismo, na verdade, houve “Capitalismo de Estado” e não esses primeiros.

É parte da estratégia de negar a existência de experiências socialistas/comunistas no mundo. Para tanto, juntam o odiado capitalismo ao amado Estado para criar um bicho de sete cabeças e nenhum cérebro. A ideia é legitimar outra falácia, de que o capitalismo distorce o Estado e não ao contrário, colocando a culpa pelo corporativismo no capitalismo.

União Soviética? China Maoísta? Camboja? Laos? Zimbábue? Cuba? Todos dominados pelo “Capitalismo de Estado”, um termo tão absurdo que só a incoerência de colocar um sistema que só existe em junção à liberdade econômica como se fosse de responsabilidade do maior monopólio existente, já é suficiente para refutar a afirmação dos idiotas úteis.

O Estado intervém na economia e sufoca a liberdade econômica, logo, não é possível a existência de um “Capitalismo de Estado”. O correto é dizer “Estado Corporativista”, ou seja, aquele onde o Estado protege determinadas empresas da concorrência através de regulamentações, burocracia fiscal complexa e tributos que só essas conseguirão arcar, criando reservas de mercado que serão exploradas pelo oligopólio criado.

Isso ocorre no setor de telecomunicações claramente, no qual a Anatel tem uma função bem mais reguladora do que fiscalizadora, sufocando potenciais concorrentes e garantindo que só as determinadas empresas consigam prestar o serviço. Qual o resultado? Uma das conexões de internet mais caras do mundo e com menor cobertura.

Devido à falta de concorrência garantida pela reserva de mercado, as empresas do setor não se vêem obrigadas a investir em qualidade e preços menores de produtos e serviços, pois estão garantidas e protegidas pelo Estado. Ou consumimos delas, ou ficamos sem. Sãs as duas opções que temos.

Voltando! Nos países citados houve/há a estatização dos meios de produção e programa forçados de coletivização e industrialização. Enquanto os idiotas úteis se apegam falsamente a epistemologia e o empirismo; que não servem para provar porcaria alguma, eles se esquecem de que ambos são refutados automaticamente ao expormos a práxis desses regimes; que é/foi inegavelmente socialista/comunista.

Se você não tem como negar a práxis sem mentir, então, não há nada que a epistemologia e o empirismo possam fazer para forçar a falsa impressão de que você está certo. Se o capitalismo não existe sem liberdade econômica ampla ou total, logo, não é possível dizer que ele é cria do Estado, pois este é responsável pela supressão da liberdade.

Na cabeça dos idiotas úteis é simples: deu certo, então o socialismo tem algum ou todo o mérito, mas se deu errado é porque não houve socialismo. E eles realmente acreditam nisso, portanto, para eles, não há desonestidade intelectual nenhuma nesse pensamento, mas há nos argumentos daqueles que refutam essa falácia.

Houve diversas tentativas de se implantar o socialismo/comunismo e todas falharam grosseiramente, não porque não houve socialismo/comunismo, mas justamente pelo contrário, houve só que não funcionou, pois não é funcional. Admitir isso é doloroso demais para os idiotas úteis e por isso eles preferem repetir um mantra falacioso milhares de vezes, pois mais que enganar aos outros, possuem a necessidade suprema de enganarem a si próprios constantemente e manterem a fantasia criada e alimentada em suas mentes, de que são os seres mais virtuosos, sábios e caridosos existentes; e que por isso precisam impor a todos os demais sua virtuosidade, sabedoria e caridade, pois os outros são seres inferiores que necessitam de sua ajuda.

Na verdade, não passam de narcisistas compulsivos, carentes e desesperados pelo reconhecimento e elogios dos demais por aquilo que não são. Nesse aspecto o auto-engano ajuda a manter inflado o ego e o intelecto desprovido de capacidade lógica, racional e argumentativa.

Por Roberto Lacerda Barricelli

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