O Massacre de Katyn

Da série: “Horrores do Comunismo”

Katyn

O “Massacre de Katyn” ocorreu na floresta que leva o mesmo nome, na Polônia, em 1940. Para entender melhor o ocorrido, antes, exporei alguns fatos.

Primeiro, em agosto de 1939 os Nazistas e os Comunistas Soviéticos assinaram um pacto de não agressão que ficou conhecido como “Pacto Molotov-Ribbentrop”. No pacto assinado os soviéticos ficaram com o Leste da Polônia, Letônia, Finlândia, Estônia e Bessarábia (na Romênia). Os nazistas ficaram com a Lituânia e uma extensa faixa de terra conhecida como “Corredor Polonês”.

No livro: “Stalin – a Corte do Czar Vermelho”, Companhia das Letras, São Paulo, 2006, o historiador Simon Montefiore expõe que após assinarem o pacto, Stalin e Ribbentrop apertaram as mãos, o líder soviético pediu vodka e fez este brinde: “Sei o quanto a nação alemã ama o seu Führer. Ele é um bom sujeito. Gostaria de beber a saúde dele”. O “Führer” era ninguém menos que Adolf Hitler. O pacto foi assinado no próprio Kremlin.

Ora, certamente alguém que brindou à saúde de Hitler não podia ser boa pessoa, nem ter intenções benignas. Isso se confirmou poucos meses depois, em 1940, quando Stalin ordenou oficialmente (e isso está registrado nos documentos do Partido Comunista Russo e nos arquivos oficiais do Kremlin, encontrados e expostos apenas após a dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, em 25 de dezembro de 1991, com a renúncia do então líder Mikhail Gorbachev) a execução (o assassinato) de oficiais poloneses e civis; entre estes velhos, crianças e mulheres, considerados “sabotadores” e “inimigos”.

Foram executados aproximadamente 25.700 pessoas. Alguns veículos noticiaram em 2010 uma condenação da Câmara dos Deputados da Rússia (DUMA) a Josef Stalin pelo massacre de Katyn, contudo, se equivocaram no número de mortos e chamaram a todos de “oficiais”, pois o termo foi utilizado pela DUMA para definir a todos os executados; o que acarretou no erro cometido por esses veículos ao utilizarem o mesmo termo.

Enfim! Em 1920 a União Soviética tentou invadir a Polônia e foi rechaçada pelas forçar militares polonesas. A ferida no orgulho soviético causada por essa derrota foi uma das maiores motivações de Stalin para ordenar as execuções.

Com a quebra do pacto Molotov-Ribbentrop em 1941, os soviéticos colocaram a culpa pelo massacre na conta dos nazistas. Porém, não só a ordem foi documentada, como no livro já citado há o relato do encarregado por cumprir as ordens, o agente Bloktin (da KNVD, a polícia política soviética, posteriormente KGB). Bloktin relata em documento destinado ao chefe da KNVD à época, o “Promotor” Laurenti Beria, que junto com outros dois camaradas executou 250 poloneses por noite, sendo 4.500 enterrados na floresta de Katyn.

Voltando à condenação de Stalin pela DUMA. O Partido Comunista se recusou (e ainda recusa) a reconhecer o ocorrido e continua a colocar a culpa nos nazistas. Inclusive, o Deputado Viktor Ilyukhin disse: “Como podemos nos desculpar pela tragédia de Katyn se não foi nossa culpa?”. Esse mesmo deputado afirma que os documentos são falsos e que possui provas de que os carimbos utilizados nos mesmos não existiam na época devido à tecnologia utilizada por estes.

Contudo, além de Ilyukhin ser membro do Partido Comunista, também não apresentou até hoje as tais “provas”, sequer citou que os documentos que corroboram a culpa soviética são assinados e (no máximo) selados. O “carimbo” utilizado à época nesses documentos não gravava em tinta, mas sim em cera. Esses “detalhes” Ilyukhin “esquece” de mencionar.

Os fatos históricos documentados provam que Stalin ordenou a execução de mais de 25 mil polacos entre civis e militares, por revanchismo pela derrota de 1920 e também para minar o poder de combate polonês, impedindo que reagissem à dominação soviética.

Por muitos anos os indivíduos que ousassem expor a verdade sobre Katyn eram reprimidos, ou até fuzilados. Mas como todo empreendimento comunista/socialista, a repressão fracassou a verdade veio à tona. Apesar das falácias de Ilyukhin, até o atual presidente russo, Vladimir Putin, um ex-KGB, admite a culpa de Stalin no ocorrido, acompanhado por diversos Deputados, alguns também ex-KGB e até ex-Partido Comunista. Não adianta, negar os fatos jamais os fará deixarem de ser fatos.

Por Roberto Lacerda Barricelli

Fontes:

Mídia Sem máscara – http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/7492-katyn-massacre-comunista-e-midia-amestrada.html

Grupo Inconfidência – http://www.grupoinconfidencia.org.br/

Euronews – http://pt.euronews.com/2013/10/21/russia-nao-foi-condenada-pelo-massacre-de-milhares-de-polacos-em-katyn/

Estadão – http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,russia-culpa-stalin-por-massacre-de-katyn,645767,0.htm

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