Metodologia do Idiota Útil – O Culto aos falsos “ídolos” (4)

MaoeStalin

O idiota útil possui tantos ídolos e os adora com tanta “vontade” que não consegue compreender que os opositores sejam adeptos de ideias e não cultuem “ícones” da “direita”.

Outro fato importante é que o idiota útil cultua com amor tamanho os ídolos dele como: Che Guevara, Fidel Castro, Mao, Hugo Chávez e Stalin, que quando são expostos fatos sobre tais ídolos que não lhe agrada, o idiota útil imediatamente pensa que são mentiras da “direita golpista”. Ele realmente acha isso, pois você pode mostrar um vídeo onde o “ídolo” dele assume tudo que é exposto e mesmo assim o idiota útil não acreditará, chegando a lhe acusar de editar o vídeo para incriminar “os santos”.

Antes ele estivesse sendo desonesto, não é o caso. O idiota útil possui uma necessidade profunda de manter intocadas as imagens de seus ídolos, sendo qualquer fato que as manche, imediatamente atacado, sem argumentos, claro, mas com discursos emocionais, como crianças ingênuas que defendem a existência do Papai Noel, pois não conseguem suportar a ideia de sua inexistência e a desilusão causada por esta.

Logo, como o idiota útil tem “certeza” de que todos estão mentindo sobre seus ídolos, basta estar em um debate e aqueles que ele acha serem seus ídolos serão atacados, com mentiras escandalosas. O idiota útil pensa “já que ele está mentindo sobre o meu ídolo, mentirei sobre o dele”. Porém, como aquilo que é exposto sobre o ídolo dele não são mentiras, mas o que ele fala sobre “ícones” da oposição são mentiras, o idiota útil fatalmente não consegue sustentar o que diz, enquanto o “opositor” que se utiliza de fatos e da razão cita dados, mostra fontes e consegue expor com as mentiras contadas e as verdades “escondidas”.

Além disso, como os opositores (normalmente liberais, conservadores, ancaps, minarcos, entre outros de “direita”) costumam serem adeptos das ideias e não cultuar “ídolos”, causado uma confusão muito grande na cabeça do idiota útil, que não compreende como é possível estudar e concordar com a tese (ou parte dela) de determinados economistas, filósofos, sociólogos, políticos, pesquisadores, jornalistas, escritores, etc, sem ser um fã(nático) e idolatrá-los.

Como os ataques não surtem efeitos e as mentiras são expostas, não sobra nada ao idiota útil a não ser defender os próprios ídolos com frases de efeito, sem nenhuma base argumentativa. Como, por exemplo: “Che foi um pacifista e humanitário”, ou “Mao transformou a China na potência que é hoje”, ou até “Marx queria defender os interesses dos proletários”. Basta dizer a ele: “Ah é? Então prove. Apresente-me fatos que corroborem sua afirmação”. Ou virão com falácias, factóides ou mitos, todos de fácil refutação.

Quem embaralhar de vez a cabeça do idiota útil? Se em qualquer momento ele fizer (em um momento raro de iluminação) uma crítica correta a algum dos tais “ícones”, concorde com ele e argumente em cima da crítica, mostrando pontos positivos e negativos desse “ícone”, por fim, deixando claro no que você concorda e discorda.

Pronto, a mente do idiota útil explodirá, pois toda a certeza que possuía de que tudo que você falava sobre os ídolos dele eram mentiras está baseada na ideia errada de que o “opositor” idolatra X, Y e Z. Ora, se o “direitista” é capaz de admitir um erro em algum ícone e debater seriamente sobre o assunto, então, como o idiota útil pode afirmar que tudo que é dito por esse sobre seus ídolos são falácias? Como ele pode ter certeza? Simples, estudando e buscando as fontes citadas. Ele encontrará as verdades e então terá que tomar uma decisão: acreditar nelas, por haver variedade de fontes e fatos históricos, ou, continuar negando-as e enganando a si mesmo. Caso ele escolha a segunda opção, a própria confiança em si e no que defende estará abalada para sempre e seus argumentos se tornarão cada vez mais falaciosos e desprovidos de honestidade intelectual, levando-o a incapacidade de debater e ao descrédito perante os demais.

E se ele simplesmente não buscar informação, nem estudar? Bem, a maioria deles faz isso, porém, dificilmente ele tornará a tacar um “ícone” da “direita” em debates com você, inclusive evitando-os, pela incapacidade de debater ideias que sempre o deixará em desvantagem.

Os idiotas úteis não desistem de espalhar falácias e exaltar falsos ídolos, mas pode ser combatidos com argumentos sólidos baseados em fatos e na razão. Demorará muito tempo até que possuam menos “mídia”, mas vale a pena investir nessa ideia.

Por Roberto Lacerda Barricelli

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