O presidente Imaturo – Parte 3

Maduro3

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, recebeu “super poderes” do congresso para governar por decreto. Deram super poderes a um super maluco. Será que entre seus poderes está o de falar com os mortos e por isso ele vê Hugo Chávez em todos os lugares? Mas esses super poderes só foram entregue agora, que estranho, não?

A verdade é que o projeto de poder de Maduro necessita que este imponha sua vontade a qualquer custo e seja capaz de censurar os opositores, para tal, além de sempre mudar o foco dos problemas e transferir a culpa do seu governo pela crise econômica e social ao twitter, sabotagens da burguesia parasitária e o imperialismo “estadunidense”, agora Maduro poderá sufocar de vez seus “inimigos”.

O presidente pretende limitar os lucros dos empresários para garantir preços baixos ao povo venezuelano, mas não se atenta ao fato que limitar os lucros obrigará os mesmos empresários a cortar custos, principalmente quanto à qualidade de produtos e serviços. O povo terá acesso a bens sucateados.

Poderá também censurar os “mentirosos jornais da burguesia parasitária”. Como não é surpresa que um governante autoritário e cego tenha acessos de raiva quando é exposta a verdade, Nicolás Maduro demoniza os jornais que não agem de acordo com a sua cartilha. Divulgar a verdade virará crime na Venezuela, que já se encontra em tomada de liberdades individuais, principalmente a de expressão, há muito tempo.

Basta saberem que Maduro ordenou a prisão de dois jornalistas e um fotógrafo do jornal oposicionista “Diário 2001”, que ficaram detidos por algumas horas, por cobrirem um evento do Natal antecipado por decreto, organizado pelo governo, em Caracas.

Também podemos verificar que os veículos de comunicação independentes foram fechados em 14 anos de Chávez no poder. Não satisfeito, Maduro criou veículos estatais para terem o monopólio das “informações oficiais” alegando que os veículos privados não cumprem o “dever” de noticiar as maravilhosas conquistas do governo e, portanto, não podem noticiar nada em relação ao mesmo. Em poucas palavras, afirmou que os jornais devem ser veículos de propaganda positiva do governo e não noticiadores da verdade.  Isso tudo ocorre em setembro de 2013.

Além disso, Maduro criou o “Noticiário da Verdade” (versão da verdade do governo e dele próprio) como se nada que seja diferente do que for informado nesse noticiário (de transmissão obrigatória pelas emissoras, adeus liberdade de imprensa) por outros veículos seja verdade. Assim ele pode noticiar que Hugo Chávez aparece em forma de passarinho pelas manhãs e que o Twitter é um vilão imperialista perigoso e inimigo do Estado Venezuelano.

Para piorar, ontem (14/11/2013), Maduro pediu que os venezuelanos não lessem determinados jornais, ou seja, aqueles que não acariciam seu governo independente das arbitrariedades e ações nefastas. Claro que esse pedido ocorreu em um discurso emocional e desprovido de razão, para vender melhor a ideia aos “pobres eleitores”. Tanto, que Maduro criticou o clero no país e convocou as imagens de Jesus Cristo, o Papa e São Francisco de Assis.

Não sem antes tornar a acusar um suposta “guerra econômica da burguesia contra a Venezuela” pela crise causada por anos de políticas socialistas bolivarianas mal sucedidas, que sufocaram o mercado nacional e afastou os investidores internacionais, deixando a balança comercial desfavorável, diminuindo o acesso da população a produtos e serviços (principalmente de primeira necessidade), forçando as empresas a diminuírem sua produção, distribuição e estoques para se protegerem do excesso de oferta fora da realidade financeira da maioria da demanda, ou seja, tiveram que diminuir a produção e aumentar os preços para equilibrar as finanças devido a supressão da demanda.

O resultado é a escassez desses produtos e serviços e uma distorção econômica rara, pois há demanda suficiente, mas o mercado sufocado pelo Estado não possui condições de ofertar seus produtos e serviços dentro das possibilidades econômicas da maioria dessa demanda. Esses fatores somados geraram a hiperinflação que vive a Venezuela.

O Estado causa os problemas e qual a solução proposta por Maduro? Poder especiais para aumentar o controle do Estado.

Não satisfeito com as estatizações de empresas por acusação de “guerra econômica através de especulação”. Essas empresas, agora estatais, aumentam pouco a produção e sucateiam os produtos para que seja possível vender aos venezuelanos por preços ínfimos. O medo dessas estatizações afastam ainda mais os investidores internacionais, com exceção de governos simpáticos a Maduro, como brasileiro, que doam o nosso dinheiro para socorrer o falido governo venezuelano e sustentar o projeto de poder de Maduro.

O presidente venezuelano continuará a por a própria culpa em bodes expiatórios como o imperialismo, sabotagens da oposição, “burguesia parasitária” (a mesma que gera empregos e riqueza) e no twitter. Daqui a pouco sobrará até para personagens de desenhos e gibis… Opa, ele já fez isso, ao colocar a culpa da violência na Venezuela em cima do homem-aranha.

Agora teremos o Super Imaturo, embananado, destruindo o país e colocando a culpa nos vilões imaginários de sua realidade alternativa.

Por Roberto Lacerda Barricelli

Fontes:

– Jornal de Notícias de Portugal (JN Portugal – 14/11/2013) –  http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=3534162&page=-1

– G1 Mundo – http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/11/maduro-convoca-boicote-contra-jornais-burgueses-na-venezuela.html

– Veja (Internacional – América Latina – 18/09/2013) – http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/maduro-culpa-o-homem-aranha-por-criminalidade-na-venezuela

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2 Comentários

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2 Respostas para “O presidente Imaturo – Parte 3

  1. Muito bom. só resta sentir lamentar pelos cidadãos daquele pais, a muito tempo deixou de ser uma escolha o socialismo ali, já é algo imposto na marra. o que fazer para mudar essa situação? tem como contornar?

    • Para contornar os cidadãos precisam eleger um opositor com viés liberal que abra o mercado, desburocratize, deixe o mercado definir o sistema de preços e reconquiste a confiança dos investidores internacionais, parta que as empresas nacionais tenham acesso a produtos e serviços baratos e de qualidade para repassar aos venezuelamos (insumos, matéria prima, produtos prontos, tecnologia para prestação de serviços, etc) e para que multinacionais montem filiais no país, aumentando a concorrência interna e gerando empregos. Maior concorrência gera produtos e serviços melhores e mais baratos e valoriza a mão de obra do trabalhador, que precisa concorrer com outros, investindo em qualificação. Aumenta-se o poder aquisitivo do indivíduo e, portanto, o acesso deste a bens e serviços, beneficiando a economia e o desenvolvimento social.

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