Como acabar com os testes em animais e resguardar as pesquisas científicas

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A causa pode parecer “nobre”, mas os meios são burros. Sequestrar animais de Institutos, laboratórios, faculdades, ou onde quer que estejam, que serviriam para pesquisas científicas e desenvolvimento de medicamentos, tratamentos de doenças como Alzheimer, Parkinson e o Câncer, não fará os testes pararem, prejudicará inúmeras pessoas afetadas por essas doenças em todo o mundo e piorará a situação dos próprios animais.

Os testes de cosméticos servem para impedir efeitos indesejáveis nos humanos, porém em muitos casos há alternativas nessa área, como testes de permeação cutânea e irritação de olhos e peles, pois para esses há como reconstituir pele humana através de produção de tecido em laboratórios utilizando técnicas de cultura de células. Também pode-se testas em olhos de bois e galinhas já abatidos. Por que então não desenvolvemos tecnologias também para a área de pesquisa médica?

O primeiro problema que encontramos é que todas essas tecnologias são estrangeiras e os materiais tem validade de uma semana, o que torna muito dispendioso a importação. Portanto é necessário o incentivo ao desenvolvimento dessa tecnologia em território nacional, porém, isso não adiantará se poucos laboratórios forem autorizados a isso. Se houver burocratização o Estado criará uma reserva de mercado a esses laboratórios e eles cartelizarão o setor, tornando os produtos muito caros e de baixa qualidade.

Ao invés de invadirmos institutos para roubar cães, temos que brigar pela desburocratização e desoneração de todos os laboratórios que desejem desenvolver essas tecnologias alternativas, assim teremos diversos laboratórios entrando na corrida e competindo entre si e essa concorrência os obrigará a produzir os melhores materiais com menores custos (produto melhor e mais barato).

Esses produtos servirão para substituir gradualmente os testes em animais até que não sejam mais necessários, como ocorreu nos países que desenvolveram a tecnologia existente, por exemplo, a Inglaterra que possui até um programa chamado FRAME (Fundo para a Substituição de Animais em Experimentos, em português) advindo a livre iniciativa e não da intervenção estatal.

Invadir instituições de pesquisa e roubar os animais fará com que essas instituições reforcem a segurança e se isolem cada vez mais, sendo que quanto mais atentados maior será o reforço na segurança, até que se mudem para locais de difícil acesso e com segurança privada de alta qualidade. Logo, simplesmente os ativistas não conseguiram mais roubar os animais e estes ficarão em locais isolados onde será muito mais difícil fiscalizar e descobrir maus tratos. Piora a situação dos próprios animais.

Não se engane achando que o prejuízo financeiro causado forçara essas instituições a reverem seus conceitos e parar os testes até que haja alternativas viáveis, isso não ocorrerá, pois os financiadores delas aumentarão os recursos e todas possuem seguros sobre seu “capital animal”.

Parar os testes agora significará parar diversas pesquisas científicas, principalmente na área médica, prejudicando o desenvolvimento de tratamentos, remédios e possíveis curas para diversas doenças que afligem milhões de pessoas no mundo. Trocaremos a vida de alguns ratos, coelhos, cachorros e macacos pela de milhões de seres humanos.

Portanto, mude sua maneira de lutar, ou os testes jamais cessarão e chegará um momento no qual não poderão fazer absolutamente mais nada, além de se enraivecerem com uma situação cujo passo inicial para ter fim poderia ter sido dado há 10, 20, ou 30 anos.

Se você ama os animais e quer impedir que sejam cobaias em testes, não utilize essa tática burra do caso Instituto Royal, pois além de piorar a vida dos próximos animais que eles comprarão, ainda será você o criminalizado (a) e acusado de roubo, pois esses cães, coelhos e ratos são legalmente considerados propriedade dos Institutos e quem adotá-los será acusado de receptação de propriedade roubada. Ou seja, além de você ser considerado criminoso, será difícil arrumar novos donos para esses animais e haverá o risco de serem devolvidos pelas autoridades aos “donos de direito”, ou recolhidos por centros de zoonose que os sacrificarão caso não sejam adotados em determinado período de tempo.

Seja inteligente e não mais um idiota útil.

Por Roberto Lacerda Barricelli

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Fonte:

Veja testes que já não existem cobaias e aqueles em que são necessáriashttp://www.paraiba.com.br/2013/10/21/03617-veja-testes-que-ja-nao-exigem-cobaias-e-aqueles-em-que-sao-necessarias

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2 Comentários

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2 Respostas para “Como acabar com os testes em animais e resguardar as pesquisas científicas

  1. edianez Scott Varella

    A má educação sempre serviu para a maldade de formas que nada mudou. O ser humano sente e gosta de maltratar, principalmente animais, inocentes, como se eles não sentissem dor, não tivessem sentimentos. Do que adianta a ciência destruir para construir. Não faz sentido. A vida inteira sempre existiu métodos de teste, e porque nos animais que são retalhados, torturados. Vejo isto como sendo muito cômodo, mais fácil de ser dessa forma, em vez de procurar outros métodos. O que adianta se formar para torturar, não faz sentido A vida é construir, não destruir. Ok

    • Cite um método viável para acabarmos com os testes de animais no Brasil.

      Pode pesquisar a vontade e não achará nenhum, pois a tecnologia de todos é estrangeira e o material que mais dura tem validade de uma semana.

      Você só falou falou e não disse nada, só mais um discurso emotivo e ideológico que não levará a lugar algum. Cadê a alternativa? Você não oferece nenhuma!

      É simples, descubram as alternativas via´veis no Brasil e então os testes em animais pararão, tentem pará-los à força e as instituições que possuem financiamentos nacionais e internacionais “infinitos” revidaram com mais segurança e isolamento. Resultado, não será possível chegar até elas, o que acabarão são as possibilidade de protestos.

      Dizer que as Instituições de pesquisas tem prazer em torturar animais é uma desonestidade intelectual absurda. É o mesmo que culpar todos os médicos pela morte de todos os pacientes só porque 0,5% deles são malucos assassinos.

      A vida é construir? Ok, e as pesquisas em animais que salvaram milhões de vidas humanas, mais especificamente com ratos e macacos, descobrindo os coquetéis antivirais da AIDS destruíram o que?

      Fácil é ficar com a bunda no sofá e só sair para roubar animais de um Instituto cuja a adoção será considerada crime de receptação, forçando o Instituto a reforçar a segurança e atirar nos ativistas na próxima, ou se mudando para uma área de segurança máxima e difícil acesso, ao invés de se movimentar para que o Estado deixe de sufocar os laboratórios aptos a desenvolver uma tecnologia nacional que elimine a necessidade dos testes em animais. Pior que ser burro e intelectualmente desonesto é ser idiota útil.

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