Dividir para conquistar!

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Bem, na verdade me deparo com esta frase: No que você está pensando? Ando pensando muito na vida ultimamente. Me formei Economista pela Uerj, estudei matemática até minha alma sangrar, e resolvi (ou o destino me propôs, com muita satisfação) seguir o oficio de professor. E vou dizer, ando decepcionado demais com a realidade em que nos encontramos. Há uns cinco anos conheci uma aluna, cujo objetivo claro era ser promotora de justiça. Ela me chamou simplesmente porque havia tirado 8 na prova de matemática do PH e não se conformava com isso. E eu deveria dar a ela toda a matéria dessas duas questões em pauta, o que fiz com muito prazer e orgulho. Há três anos, conheci um aluno maravilhoso, veio a ser meu amigo: tinha dificuldades em matemática e física, e lá fui eu cumprir minha missão. Ele anotava tudo, era brilhante, mas durante as aulas mandava torpedos no celular. Foi uma batalha, mas hoje ele cursa história em uma universidade federal. Garoto de coração inimaginavelmente bom. Há três semanas, fui dar uma aula em que a aluna não sabia como tirar raiz quadrada, e para mim, amigos, duvida é duvida. Chegando lá, a professora não ensinou como tirar raiz, apenas fez uma tabela que ia de raiz de zero = 0 até raiz de 3481 = 59.

Eu reluto em falar palavrão, mas não tenho muito mais o que dizer: O SISTEMA É FODA. Primeiro, não me sai da cabeça a frase: Dividir para dominar. Essa é minha questão hoje. Antes de prosseguir, quero dizer que não sou racista. Nunca fui. Meus melhores amigos são negros. Mas a meritocracia acabou no Brasil. Obra do governo, dividindo, dominando e mantendo o “bom” andamento do sistema. Ao dizer que as cotas nas faculdades são legais, penso: E os brancos que estudam em escola publica que não tem qualidade por causa do governo ou professores tais quais eu citei acima? Eles não merecem ter a chance? E os negros que estudam em escola particular, se deram bem? O grande fato é que eu sempre pensei que uma sociedade com um grau de ensino pior seria mais facilmente dominada. E é. Os que entram nas cotas, e eu vi isso pessoalmente, não ficam na universidade. Há um índice de evasão absurdo. Escrevi em um quadro uma vez dois elevado ao cubo, e o aluno me perguntou que jeito novo era esse de escrever 23. Outra feita, me perguntaram o que era log do lado do 100. E a mais escabrosa, “professor, o que é esse f(x) que o senhor tanto escreve?” E ele discutiu comigo que economia não usava matemática. Primeiro período. Então, me deparei com uma nova cota: filhos de militares mortos em combate. Não comentarei, mas me lembro que sou filho de um executivo morto por infarto, deve ter uns bons adeptos do meu clã. Desculpe, mas só rindo mesmo. Enfim, ser negro, pardo, branco, amarelo, rosa ou tricolor, isso não é mérito, não dá caráter nem honra a ninguém, somos todos humanos, o governo deveria providenciar uma educação justa a todos ao invés de promover populismo barato. Eu estou calado faz tempo, ma com a evasão, o número de alunos diminui, o custo médio cai e isso para na conta de alguém. E de quebra, menos pessoas alcançam o nível superior, deixando a sociedade pior. O Brasil está abrindo vagas para estrangeiros, em vários cargos, por escassez interna de profissionais em diversos níveis superiores. Alguém quer um biscoito?

Mas pode piorar. Esse fim de semana assistindo TV escola, e vi um documentário extraordinário, resumindo: Pais de alunos eram chamados em várias escolas públicas pois seus filhos tiravam notas baixas, e conversando com eles, “filho, você sabe a situação lá em casa, o bolsa escola, vai faltar comida!!!” Educação que se exploda!!! Ah, dividindo e dominando.

Continuando de mal a pior, conversando com um grande amigo esse fim de semana, fechando o assunto, há uma corrente da língua portuguesa, que diz que correção gramatical é discriminatória. Aí entra a galera do ENEM que recebeu nota máxima em redação escrevendo “rasoavel”, “enchergar” e “trousse”, entre outras barbáries. Vários autores dizem que essa crítica é uma discriminação, um crime.

Falando em discriminação, Acusticofobia é o medo relacionado aos ruídos de alta intensidade, Eremofobia é o medo de ficar só, e Lesbofobia é o medo de mulheres lésbicas. Ta no dicionário e na Wikipédia. Logo, concluo, Homofobia é o medo de homossexuais, mas aí entrou um monte de coisas que não entendi. Tenho amigos homossexuais, heterossexuais, enfim, essa opção não me diz se o caráter de alguém é bom ou não, segundo meus conceitos. Mas ando com medo de ser discriminado por sr heterossexual. Hoje tudo virou isso, e eu me assustei mesmo quando soube de um projeto circulando por aí, que dá cota de 10% aos estudantes homossexuais e professores homossexuais também. Sem dizer o alarde que a mídia faz com o assunto, como se alguém que assume ser homossexual tivesse atingido um patamar mais evoluído. Qual o motivo? Dividir héteros e homossexuais, mais uma vez para dominar. Enfim, como falei sobre raça acima, cor não define caráter, opção sexual também não. Cada um tem direito de fazer o que bem entende, mas sem afetar o lado do próximo. Como disse um polêmico deputado federal ao ser perguntado se era contra professores homossexuais, a resposta dele é a mesma minha: Não sou contra ninguém, desde que passe por mérito. Enfim, amigos, desculpem a extensão e o tempo que tomei de vocês, mas venho maquinando isso na minha mente a muito tampo e hoje decidi compartilhar com algumas das pessoas que acho formadoras de opinião, e peço que me retornem.

Muito grato.

Por Rodrigo Barbosa – https://www.facebook.com/rodrigotigrebarbosa

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1 comentário

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Uma resposta para “Dividir para conquistar!

  1. Ser teu amigo me enche de orgulho… Assino embaixo em absolutamente TUDO!

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