Meritocracia – O sistema mais justo nas relações trabalhistas

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A meritocracia é o sistema mais justo para as relações trabalhistas, pois consiste em recompensar baseado no mérito pessoal, sendo que premiar quem não merece, desmerece quem tem mérito. Porém, esse sistema é odiado por sindicatos e grevistas.

A lógica sindical é regulamentar as relações trabalhistas de todos os seus sindicalizados, sendo esta a forma mais justa. É justo um indivíduo mais capacitado, experiente, esforçado e que trabalha melhor, ganhar o mesmo que outro que cumpre a mesma função, que se esforça menos, possui capacitação inferior e pouca experiência?

O que é igualitário não é necessariamente justo, não confunda igual com justo, há diferenças gritantes entre os dois e isso é perceptível no caso descrito acima, pois um trabalhador tem mais qualificação e empenho que outro que desenvolve a mesma função, mas ambos ganham salários e benefícios iguais.

A meritocracia é a fórmula justa nas relações trabalhistas, seja entre os trabalhadores, ou entre empregadores e trabalhadores. Nesse sistema aquele que é mais capacitado, trabalha melhor, tem mais experiência e se esforça mais recebe salários e benefícios maiores.

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Um indivíduo que adere a uma greve tem por princípio sua capacitação e qualidade no desenvolvimento de suas funções são muito melhores do que o salário e os benefícios que recebe em troca. Ora, se é assim, então porque não conversa com seu chefe diretamente, ou se demite e procura um trabalho que esteja de acordo com sua capacitação?

Se for tão capacitado e trabalhar tão bem, logo, não terá nenhuma dificuldade em encontrar um trabalho que seja compatível com tais qualidades.

Acontece que a finalidade dos grevistas é sempre aumentar salário e benefícios independente da qualificação e qualidade de seus serviços. São avessos a meritocracia, pois só aqueles que merecem receberiam promoções, aumentos salariais e benefícios maiores. O que buscam os sindicalistas/grevistas é a valorização de sua mão de obra a qualquer custo.

É cômodo paralisar o trabalho e se juntar a outros grevistas para aumentar o próprio salário e benefícios, ao invés de se capacitar de acordo com o que exige o mercado de trabalho e os consumidores e desenvolver suas funções de acordo com a qualidade necessária.

Clama pelo Direito de Greve, mas são recorrentes os casos de agressão àqueles que não aderem às greves e o desrespeito ao Direito de ir e vir destes, impedindo o acesso ao local de trabalho. Tais condutas são proibidas na própria Lei da Greve (Lei 7.783, de 28 de junho de 1989) que confere status de ilegal às manifestações que quebrem essas regras.

Na mesma Lei há no artigo 7º a seguinte citação “a participação em greve suspende o contrato de trabalho, devendo as relações obrigacionais, durante o período, ser regidas pelo acordo, convenção, laudo arbitral ou decisão da Justiça do Trabalho”.

Porém, há juristas afirmando que a suspensão do contrato pelo período da greve é ilegal, pois impediria ao grevista exercer plenamente o Direto de Greve. Esses mesmos juristas não se atém ao fato de que a greve deve ser voluntária, logo, o indivíduo grevista aderiu ao movimento e parou de trabalhar pelo período determinado pelo sindicato por livre vontade.

Também não consideram que os empregadores são obrigados a pagar os dias sem trabalhar dos grevistas que entraram em greve justamente para coagir tal empregador a aceitar suas exigências. Ou seja, você para de trabalhar se seu patrão não lhe conceder um aumento substancial de salário, benefícios e atender a diversas outras exigências quanto ao seu local de trabalho (a empresa que pertence a ele).

Logo, esses juristas afirmam que grevistas tem o direito de não trabalhar (por que acha que recebe pouco, ou que a empresa não possui estrutura boa o suficiente) e ainda receberem seus salários durante esse período. Já o empregador é obrigado a te pagar pelos dias que você se recusou a trabalhar (por não gostar das condições que a empresa lhe propicia, mesmo estando ciente de todas estas quando assinou o contrato de trabalho por livre vontade). É vedado também demitir o grevista durante o período de greve, mesmo que sejam pagos todos os direitos trabalhistas deste.

Enquanto isso, o colega que trabalha melhor e é mais capacitado continuará ganhando o mesmo que ele e se o empregador aumentar o salário e/ou os benefícios desse funcionário mais capacitado, aquele menos capacitado entrará em nova greve para que se iguale as mesmas condições do colega mais capacitado.

Só haverá justiça nas relações de trabalho quando os empregadores tiverem o direito de pagarem e beneficiarem aos seus funcionários de acordo com o que estes merecem; não por coação.

As greves punem empregadores e consumidores, que ficam sem atendimento e às vezes também são agredidos e tem o acesso bloqueado às empresas. São documentos e contas que atrasam e multas que são obrigados a pagar, entre outros danos.

No sistema sindicalista beneficia-se o funcionário que se acha melhor do que realmente é e usa da coação para alcançar seus objetivos ao invés de buscar um trabalho que esteja de acordo com suas expectativas. Também se desprestigia o trabalhador capacitado, experiente e que presta bons serviços, prejudica-se o consumidor, com a manutenção dos funcionários com qualidade inferior, e agride-se o empregador, coagindo-o a aceitar o que os sindicatos quiserem sob a ameaça de paralisarem os serviços, causando-lhe diversos prejuízos.

Quando alguém lhe disser que está insatisfeito com o salários e condições do emprego, pensando em aderir à greve, não deixe de perguntar: porque então você não se demite e procura um emprego que esteja de acordo com suas expectativas, já que é tão capacitado e, logo, não encontrará dificuldades para conseguir essa recolocação? Está insatisfeito? Peça demissão e procure algo melhor. Não possui a capacitação necessário? Então você não merece esse “algo melhor”.

Os grevistas, organizados em sindicatos, prejudicam propositalmente outras pessoas para conseguirem aquilo que a meritocracia não lhes dará: salários e benefícios maiores em troca de capacitação e qualidade menores; recorrendo à violência sempre que necessário contra seus próprio colegas, clientes e empregadores.

Por Roberto Lacerda Barricelli

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Fontes:

Presidência da República – Casa Civil: Lei da Greve (Lei 7.783 de 28 de junho de 1989) – http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7783.htm

Instituto Ludwig von Mises Brasil – As distorções geradas pelos sindicatos e pela política de salário mínimo (Artigo de Ludwig von Mises, traduzido pelo IMB em 25/02/2012) – http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1233

Instituto Ludwig von Mises Brasil: Greves e sindicatos criminosos- Leandro Roque (22/11/2011) http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1186

Revista Exame: Caminhoneiro que tentou furar bloqueio em estrada é morto (04/07/2013) – http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/caminhoneiro-que-tentou-furar-bloqueio-em-estrada-e-morto

Folha de São Paulo: Propostas do Governo enfraquecem greves, diz advogado-geral da União- http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1141216-propostas-do-governo-enfraquecem-greves-diz-advogado-geral-da-uniao.shtml

Olhar Direto: Grevistas ‘impedem’ entrada e saída de funcionários no prédio da Seduc http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Grevistas_impedem_transito_de_funcionarios_da_Seduc_Veja_Fotos&id=340662 – (24/09/2013)

Jornal O Tempo: Grevistas fecham os Correios na Afonso Pena e impedem entrada de clientes http://www.otempo.com.br/cidades/grevistas-fecham-os-correios-na-afonso-pena-e-impedem-a-entrada-de-clientes-1.717842 – (23/09/2013)

Charge – http://sociologiafonso.blogspot.com.br/2011/06/charges-com-situacoes-diferentes-da.html

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