A política abortista mascarando os reais índices de mortalidade infantil em Cuba

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Enquanto os defensores vorazes do regime totalitário castrista enxergam o aborto na Ilha-Prisão como uma “conquista inalienável das mulheres e um avanço nos direitos humanos”, adaptando a realidade ao que gostariam que fosse real, poucos se dão ao trabalho de aceitar o que de fato acontece.

O aborto é liberado na Ilha desde 1965, mas a “conquista” transformou um método que deveria ser utilizado em casos extremos, algo que também deveria ser explicado à população, em um método contraceptivo comum e uma política do regime dos Castro para manter os índices de mortalidade infantil.

Os “avanços na área da saúde pós-Revolução” não passam de um mito em Cuba. Em 1958, segundo dados da ONU, Cuba estava no 13º lugar do Ranking Mundial de Mortalidade Infantil, à frente de países como França, Alemanha Ocidental, Itália, Japão, Espanha e Portugal. Na época a mortalidade infantil em Cuba era de 40 por mil habitantes, enquanto da França (41,9), Japão (48,9) e da Itália (52,8). Proporcionalmente Cuba avançou menos que os demais países desde 1959, sendo que hoje possui 4,9 mortes por 1.000 nascidos, enquanto França (3,0), Japão (2,0) e Itália (2,0).

Se Cuba tivesse mantido os avanços conquistados até 1958 estaria atualmente com índices abaixo de 1,9 mortes para cada 1.000 nascimentos, ou seja, entre os 10 primeiros no mundo. Porém, Cuba ocupa atualmente o 44º lugar nesse ranking e isso graças à sua política abortista (inexistente como política em 1958 e quase inexistente como prática).

O problema dos excessos de aborto em Cuba surgiu na grande mídia a partir de 2006, quando houve 67.903 abortos por mulheres na faixa dos 12 aos 49 anos, ou seja, 37 para cada 100 grávidas. Como resposta o regime castrista acusa a população como culpada pela situação e diz reconhecer que esse é um “grave problema social e de saúde”.

Ora, os cubanos não possuem acesso a anticoncepcionais e informação? Se levarmos em consideração a falta de liberdades políticas, econômicas e sociais, o racionamento de itens básicos e que o único jornal de Cuba pertence ao Partido Comunista, bem, não me parece difícil responder a tal questão.

Mas algo continua omitido. A adoção do aborto eugênico em Cuba. Fetos que tenham a menor chance que seja de desenvolverem qualquer problema, ou que possuam qualquer deficiência que seja, são obrigatoriamente abortados para garantir a baixa taxa de mortalidade infantil.

Os dados até agora mencionados são dos livros: “O Livro Negro do Comunismo – Crime, Terror e Repressão (Vários autores, Editora Bertrand Brasil)” e “La lune ET Le caudillo: Le rêve dês intelectuels et le régime cubain, de Jeanine Verdes-Leroux (compre aqui)” e de estatística oficiais da ONU e UNICEF, como muitos dos que citarei abaixo.

Segundo relatório anual da ONU (World Health Statistics) publicado em 2013 e do relatório anual do UNICEF, em 2011 a taxa de mortalidade materna é de 31,6 mortes por 100.000 nascidos. Superior a de países como os Estados Unidos (8,4 para cada 100 mil nascidos), que figurava atrás de Cuba nessa estatística em 1958.

O dissidente Cubano que mora nos Estados Unidos e autor dos livros: “Fidel: Hollywood’s Favorite Tyrant” e “O Verdadeiro Che Guevara e os Idiotas Úteis que o idolatram”, Humberto Fontova, em 2009 publicou uma carta resposta para uma reportagem da CNN que exaltava “as maravilhas do sistema de saúde cubano” na qual omitiu todos os dados aqui já mencionados. Fontova nos passa a seguinte informação: “A ‘impressionante’ mortalidade infantil cubana mantida artificialmente baixa pelas trapaças estatísticas do Partido Comunista e por uma taxa de aborto verdadeiramente pavorosa: 0,71 abortos para cada feto nascido vivo. Essa é, de longe, a taxa mais alta do hemisfério. Em Cuba, qualquer gestação que sequer insinue alguma complicação é ‘terminada’”.

Ninguém melhor que o cubano ex-residente da Ilha Prisão para nos dizer qual a realidade em Cuba. Para reforçar sua afirmação, Fontova apresenta dados de 2009, entre eles que a Associação dos Médicos Cirurgiões Americanos constatou taxa de mortalidade entre crianças de 1 a 4 anos de idade de 11,8 por 1.000. Em 2011 essa taxa diminuiu para 6,0 por cada 1.000. Como foi possível em apenas 2 anos a taxa diminuir quase 50%?

Será mais um “milagre comunista”? Não. Em abril de 2001 o Doutor Juan Felipe Garcia, de Jacksonville (Flórida/EUA), entrevistou diversos médicos cubanos que recentemente haviam fugido de Cuba e constatou o seguinte: “Os números oficiais da mortalidade infantil de Cuba são uma farsa.  Os pediatras cubanos constantemente falsificam os números a pedido do regime.  Se um bebê morre durante seu primeiro ano de vida, os médicos declaram que ele era mais velho.  Caso contrário, tal lapso pode custar-lhe severas punições, além do seu emprego”.

Em 2009 a taxa de mortalidade entre crianças entre 1 e 4 anos para cada mil não figuravam entre as estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas (ONU), porém, no relatório de 2011 já constavam, assim como no de 2013 (só que para crianças entre 1 e 5 anos). Baseado na constatação do Dr. Garcia, qual será o motivo para a drástica queda desse índice em quase 50% de 2009 para 2011 e como foi possível?

Obviamente os médicos não eram obrigados a falsificar tais dados em 2009, pois estes não figuravam nas estatísticas e OMS e ONU, mas passaram a falsificar por agora os dados figurarem nesses relatórios. Não é uma “teoria conspiratória”, como os defensores de Castro e do Comunismo taxam qualquer afirmação que não consigam refutar, mas uma conclusão obtida pelo raciocínio lógico desenvolvido através de dados oficiais e informações de quem viveu e/ou pesquisou sobre o assunto.

Repasso, em forma de questão, uma afirmação que encontrei em minha pesquisa para a produção deste artigo. Não é peculiar (no mínimo contraditório) que tantas mães morram durante ou logo após o parto e ao mesmo tempo tantas crianças de 1 a 4 anos (5 anos) e bebês com menos de 1 ano (período em que são considerados bebês para efeito de estatísticas da ONU, OMS e UNICEF) sejam perfeitamente saudáveis?

Estatísticas repassadas pelo regime castrista que são tão contraditórias deveriam ser alvo de investigação pela mídia internacional? Mas se fizessem isso conseguiriam permissão para instalarem escritórios de suas Agências de Notícias em Cuba? Antes de novamente ser chamado de “reacionário fascista conspiratório”, ou algo semelhante, por um defensor voraz de Cuba e da doutrina comunista, abaixo um fato que responde a essas questões.

O exilado cubano George Utset conseguiu imagens de hospitais cubanos, mostrando o que ocorre nesses locais (estrutura deficitária, falta de leitos, atendimento precário, racionamento de itens básicos, etc.) através de pequenas câmeras que foram utilizadas pelo Dr. Darsi Ferrer – agora também dissidente da Ilha Cárcere – e contrabandeadas para fora de Cuba até chegarem às suas mãos. O Dr. Darsi Ferrer não foi coagido a nada, ou seja, fez tudo por livre escolha.

George Utset administra o site The Real Cuba, onde é possível visualizar as imagens. As cenas iriam ao ar pela rede estadunidense ABC, mas a mesma recebeu um comunicado em seu escritório em Havana (Cuba) informando que sua licença operacional poderia sofrer com “escrutínios intensos” Essas informações você encontra no site e no artigo de Humberto Fotova, traduzido e publicado no Brasil pelo Instituto Ludwig Von Mises Brasil (clique aqui).

Resta dúvida do motivo pelo qual muitos números de Cuba não são questionados pelas Agências de Notícias? As imagens foram ao ar no programa do apresentador Sean Hanitty, da Fox News (assista clicando aqui).

O excesso de abortos em Cuba não é causado pela pura irresponsabilidade dos cubanos, como quere lhe fazer crer os apoiadores de Fidel e Raul, mas pela política intensa do aborto eugênico, responsável também por mascarar as reais estatísticas da saúde cubana.

Quem quiser os relatórios da ONU, UNICEF e OMS em formato PDF, pode me solicitar através de comentário aqui no Blog. Só não se esqueça de cadastrar seu e-mail na hora de comentar para que eu possa enviar os arquivos.

Por Roberto Lacerda Barricelli

Gostou do artigo? Adquira meu livro: “Estatismo PTralha: O Estado Intervencionista Brasileiro”, No livro exponho falácias, erros e a demagogia do PT, aliados e as teorias comunistas/socialistas na política, economia e questões sociais, apontando soluções reais aos problemas dessas áreas.

Link do livro no Clube de Autores: https://clubedeautores.com.br/book/150972–ESTATISMO_PTRALHA__O_ESTADO_INTERVENCIONISTA_BRASILEIRO

Fontes:

1- Livros – “O Livro Negro do Comunismo – Crime, Terror e Repressão (Vários autores, Editora Bertrand Brasil)” e “La lune ET Le caudillo: Le rêve dês intelectuels et le régime cubain, de Jeanine Verdes-Leroux.

2- Órgãos Internacionais:

– World Health Statistics (Relatório Mundial de Saúde ONU/OMS)- http://www.who.int/gho/publications/world_health_statistics/en/index.html / http://www.who.int/gho/publications/world_health_statistics/EN_WHS2013_Full.pdf

– UNICEF – http://www.unicef.org/infobycountry/cuba_2748.html

– Organización Panamericana de la Salude/ Organização Mundial da Saúde (OPS/OMS) – http://www.paho.org/cub/index.php?option=com_content&view=article&id=268&Itemid=281

3 – Sites e Artigos:

– Espaço Acadêmico/ Autor: Paulo Roberto de Almeida (Edição de Março/2009 – Nº 94), artigo: “Falácias Acadêmicas 6 (Série): o mito da Revolução Cubana – http://www.espacoacademico.com.br/094/94esp_pra.htm

– Artigo: A medicina cubana – um modelo? / Autor: Humberto Fontova (Traduzido e Publicado no Brasil pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil, em 12/08/2009) – http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=350

– Artigo: Cuba, a farsa – A baixa mortalidade infantil no país que pratica a eugenia se deve a um número escandaloso de abortos… / Autor: Reinaldo Azevedo (27/08/2013) – http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/cuba-a-farsa-a-baixa-mortalidade-infantil-no-pais-que-pratica-a-eugenia-se-deve-a-um-numero-escandaloso-de-abortos-as-mentiras-sobre-o-passado-e-o-presente-de-cuba-e-dois-videos-sobre-o-que-so-os/

– The Real Cuba – http://www.therealcuba.com/Page10.htm (Imagens e Vídeos)

4 – Notícias:

– ACI Digital: O aborto está fora de controle em Cuba (17/03/2011) – http://www.acidigital.com/noticia.php?id=21363

– G1: Excesso de abortos preocupa médicos cubanos (04 de abril de 2008) – http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL388533-5602,00-EXCESSO+DE+ABORTOS+PREOCUPA+MEDICOS+CUBANOS.html

5- Imagem – www.catholicnewsagency.com

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2 Comentários

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2 Respostas para “A política abortista mascarando os reais índices de mortalidade infantil em Cuba

  1. Ieda Siqueira

    E terrível saber que ainda existem quem defenda tal regime. Gostaria de saber como uma estudante de serviço social pode se defender destas filosofias nefastas

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